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terça-feira, 23 de maio de 2017

Mais um dialogo LGBTfobia a cor

"Sabemos que a sociedade tem formação patriarcal, machista e ela foi na sua conformidade de ser
humano criada dentro de preceitos religiosos cristãos fundamentalistas. Com isso, o aprendizado do preconceito foi alto e a sociedade foi incorporando esse preconceito". Ninguém nasceu com ele, mas aprendeu a viver a partir dessa construção social.

A igualdade, direito básico dentro dos Direitos Humanos, é um tema intensamente debatido hoje, e não é para menos. Basta olhar os veículos de comunicação e até mesmo as redes sociais para se deparar com notícias, textos, relatos e comentários sobre casos de racismo, islamofobia, machismo e LGBTfobia que acontecem diariamente no Brasil e no mundo.

A cor carrega o pré conceito- O preconceito de cor, escancarado na semana passada com três casos relacionados à televisão, é tão sério que reduziu a expectativa de vida do brasileiro negro. A possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco, segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Pelo levantamento, a expectativa de vida de um homem brasileiro negro é menos que a metade a de um branco.
O  negr@ gay- No início do século XX, ao patologizar a homossexualidade, o discurso médico dizia que a única permissão que deveria se dar a indivíduos homossexuais era a do ocultamento. A ferocidade verbal que distinguia sujeitos de direitos, entre normais e anormais, marcou profundamente as formas de relacionamento dentro do próprio movimento LGBT.
Ao se permitir o ocultamento, pode-se também aprofundar as mazelas históricas no que dizia respeito à falta de registro de como mulheres lésbicas foram levadas à margem desde a antiguidade, exceção feita à poeta Safo. Raros são os casos em que nos deparamos com registros sobre esse tema.

"O corpo negro é constantemente objetificado e personagem do imaginário como o viril, o forte, o másculo; prova disso é uma busca rápida pelo mundo virtual com as palavras gays + negr@s"
Se liga :Gays homens foram chamados de sodomitas, bestas, anormais e invertidos durante toda a História em que se fala sobre a homofobia. Mulheres sequer foram nominadas. Negros eram propriedades. Deduz-se que todos esses qualificativos se referiam a homens brancos de padrões ocidentais. Portanto, faltam traços que possam também destacar de que forma outros sujeitos foram sendo levados da ocultação à invisibilidade. É o caso de negr@s gays.

Se o pluralismo é próprio da vida em sociedade, é preciso trazer à tona temas centrais que compõem essas várias ideias: a existência de homens e mulheres gays, negros e pobres. Escamotear isso é negar a diversidade (que muitas vezes oculta e invisibiliza) e asseverar a política da homogeneização ou padronização dos corpos e sujeitos

Ainda hoje o corpo negro é constantemente objetificado e personagem do imaginário como o viril, o forte, o másculo e negras maquinas de fazer sexo  prova disso é uma busca rápida pelo mundo virtual com as palavras gays + negr@s. Saindo do campo do fetiche, o que cabe é o ocultamento e a constante adjetivação com a justificativa “...não tenho nada contra, mas...”. Combater a homofobia é também combater o racismo e o sexismo, são lutas indissociáveis. Ser negro impõe barreira, ser negro e homo ou transexual é o fim...

A Violência -O Brasil é um dos países recordistas em violência de gênero. Relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Interssexuais (ILGA) diz que apenas em 2016 o país teve 343 homicídios de LGBTs. É quase um morto por dia. As mais vulneráveis são justamente as transexuais. (assim como de pessoas negras, pobres, em situação de rua e diversas condições de vulnerabilidade).

Os 10 piores estados do Brasil para ser negro, gay
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Com base em pesquisas do Mapa da Violência, do Ipea e do GGB, o Brasil Post fez um ranking dos estados mais perigosos para ser uma mulher, um negro ou um homossexual. Confira o resultado nas listas com os números absolutos discriminados ao lado:

Dandara será mais uma numero...
A lenta morte de Dandara, os pontapés cheio de ódio e a humilhação foram registradas com um aparelho celular pelos jovens agressores. No vídeo, podem-se ouvir risadas, satisfação em espancar Dandara, em um bairro da periferia de Fortaleza.

Não  gente Dandara nunca tenha sido ativista. Era apenas uma menina negra e pobre da periferia do Nordeste, que não se via no corpo em que nasceu, e que ousou viver de acordo com seus sentimentos e sua vontade. Para seus assassinos, o pecado de Dandara foi ser ela mesma.

Não se sabe ainda o que levou Dandara a escolher seu nome. Por uma coincidência, ela deu a si o nome de um mito da resistência e contra a opressão – Dandara, mulher de Zumbi dos Palmares. 
A primeira  morreu como heroína se jogando de um penhasco quando as tropas portuguesas capturam Zumbi e o seu quilombo, no fim dos anos 1600.

Em 2017, já não queremos nenhum heroísmo as nossas  Dandaras. Infelizmente para  LGBTs negr@s, sobretudo travestis e transgêneros e etc  viver de acordo com a sua verdade já é um ato heroico 
Dandara dos Santos, presente!

Um afro abraço.

Claudia Vitalino

fonte;https://www.cartacapital.com.br\https://pt-br.facebook.com/unegrolgbt

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