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Rebele-se Contra o Racismo!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Casa Grande & Senzala:Revisitando os dualismos...

Na opinião de Freyre, a própria arquitetura da casa-grande expressaria o modo de organização social e política do Brasil, o patriarcalismo.

Revisitando os dualismos
Gilberto Freyre (1994, p.90), que era um mestre no processo de auto-estilização, gostava de

se reconhecer como um contraditório, sendo em algumas coisas "revolucionário", noutras um "conservador". Se o próprio autor de Casa grande & senzala se define dessa maneira, não seria estranho constatar que um certo sentimento de dualidade pudesse ser encontrado em boa parte da crítica sobre o ensaísta pernambucano.

Gilberto dirá que a miscigenação não é só racial, como também cultural, e esta só será possível com a característica especial em nosso território, porque será nos trópicos. Há também na constituição da sociedade nacional um embate entre duas tendências, um princípio dual: uma “erudita” e outra “rústica”, com base patriarcal formada pela confluência da monocultura e das relações sociais, o que não acontecerá em outras conquistas portuguesas. A presença de uma sociedade sedentária que requer uma família ampliada.

Desconstruindo o discurso da democracia racial
A análise da política da memória contida em Casa grande & senzala oferece um entendimento daqueles elementos formadores do discurso da democracia racial. No entanto, como mostrarei a seguir, este estudo também ajuda a desconstruir os pressupostos do mesmo discurso e estabelecer distinções entre o que é proposto pela obra de Freyre e o que acabou por se tornar a ideologia da democracia racial. Embora texto e ideologia tenham semelhanças, não podem ser considerados idênticos.

Para Freyre – em sua abordagem sobre os negros – o chamado “racismo científico” é uma tentativa de conferir a discriminação racial um cunho legal, visando dar credibilidade ao branco. No entanto, nosso autor negará esta tese, contrariando Oliveira Viana, que propunha o branqueamento como meta para que a sociedade tivesse um reflexo político positivo, com imigração de povos adaptados ao meio e ao clima, proporcionando “caldeamentos felizes”.

Em Freyre o aparente dominado foi o dominante, em uma metamorfose dando um salto em

relação ao racismo. E é no seio da família patriarcal que se dá o amalgama das culturas: a casa-grande é o cenário político para esta realização dos “antagonismos equilibrados”. O complexo “casa-grande e senzala” é o símbolo das relações sociais. É ancorada na senzala que a casa-grande ganha força social e que irá permitir o triunfo do patriarcalismo, frente a Igreja e face ao Estado que estava além do mar.

Entretanto, na opinião de outros sociólogos contemporâneos, alguns deles ligados à esquerda do movimento negro e de uma linha mais marxista e menos culturalista, o ideal da miscigenação adquiriria uma nova roupagem na obra Casa-Grande & Senzala, passando a ser vista como mecanismo de um processo, o qual teria como fim a democracia racial (expressão usada por Gilberto Freyre só muito mais tarde).


Segundo Clóvis Moura, "Gilberto Freyre caracterizou a escravidão no Brasil como composta de senhores bons e escravos submissos". O mito do bom senhor de Freyre seria uma tentativa no sentido de interpretar as contradições do escravismo como simples episódio sem importância, e que não teria o poder de desfazer a harmonia entre exploradores e explorados durante aquele período.

Afirma que historicamente a miscigenação de raças no Brasil
“nunca foi tratada e

nunca existiu como um processo livre, espontâneo, e, portanto, natural, de união entre dois povos.” Ao contrário, como reafirma Silva, a dignidade da mulher negra teria sido violentada, atingindo sua honra no âmbito moral e sexual, através de uniões mantidas a força, sob a égide do medo, da insegurança, onde as crianças eram concebidas legalmente sem pai, permanecendo no status de escrava, não havendo assim nenhum enriquecimento
racial e cultural de civilização alguma. Conclui dizendo que é preciso que não se confunda a descaracterização de um povo pela violência sexual com a hipótese de uma democracia racial.
O próprio Freyre, na obra em apreço, corrobora essa violência, embora um tanto acanhadamente:«Nenhuma casa-grande do tempo da escravidão quis para si a glória de conservar filhos maricas ou donzelões. O folclore da nossa antiga zona de engenhos de cana e de fazendas de café, quando se refere a rapaz donzelo, é sempre em tom de debique:para levar o maricas ao ridículo. O que sempre se apreciou foi o menino que cedo estivesse metido com raparigas. Raparigueiro, como ainda hoje se diz. Femeeiro. Deflorador de mocinhas. E que não tardasse a emprenhar negras, aumentando o rebanho e o capital paternos»(p.356)

A aparente ‘harmonia entre as raças’ existe em conseqüência de que, nos Estados Unidos, não existe, como no Brasil, essa intensa miscigenação, [grifo meu] que caracteriza os brasileiros. Estes fatos parecem confirmar a idéia de que as relações raciais no Brasil são pacíficas e igualitárias. Ao acreditarmos nisso, porém, caímos na chamada ‘armadilha ideológica’: enxergar somente o que julgamos ou queremos ver, e não aquilo que está diante de nossos olhos. Qualquer análise detida, fundada em índices sociais ou na simples observação de nossos costumes revela a triste verdade: sob a máscara da cordialidade existe uma socie dade racista. (...) Portanto, as contradições do ‘mito da democracia racial’ podem ser constatadas simplesmente através da análise da realidade brasileira”

É comum, nas comparações entre os quadros das relações raciais nos Estados Unidos e no Brasil, se colocar o seguinte: o colonizador português se dignou misturar-se com negros e índios, por sua formação católica, seu caráter latino, a falta de mulheres européias, a maior proporção de escravos; nos Estados Unidos a figura do mestiço seria pouco relevante na medida em que a formação protestante não permitia ao branco reconhecer sua paternidade ao filho mestiço.

-O autor, de forma mais objetiva, não profliga a promiscuidade reinante no período escravocrata.

Mais incisivo é Sergius Gonzaga:"Filhos, quase todos, de senhores de engenho, tinham à disposição o corpo das escravas — tidas como coisas, e assim obrigadas a aceitar o furor sexual dos grandes proprietários e seus descendentes. Algumas delas requintavam a sensualidade, buscando fugir à brutalidade do trabalho servil pelo reconhecimento de um senhor mais generoso"
o “mito da democracia racial” e a visão preconceituosa sobre a população negra, são reproduzidos pelo sistema de ensino através dos currículos escolares e livros didáticos,
professores da rede pública e privada em qualquer nível de ensino, nos meios de comunicação social (rádio, televisão, imprensa escrita), na produção editorial (livros e revistas), por artistas, intelectuais, escritores, jornalistas, editores, profissionais liberais, lideranças políticas, populares e sindicais, nas mais diversas organizações e instituições governamentais e da sociedade civil – das igrejas aos partidos políticos.

O processo de alienação da criança brasileira se faz sobretudo através da escola, onde se dá o reforço de um conjunto de idéias elitistas que distorce os valores culturais e nega a participação dos oprimidos no processo histórico brasileiro. Ora, um povo que não sabe do seu passado, um povo sem história, não pode visualizar os caminhos a empreender ao seu futuro.

No caso da criança negra, é justamente na escola que se dá a quebra de sua estrutura psicológica, emocional e cultural através da internalização da ideologia do branqueamento, do mito do brasileiro cordial e do mito da democracia racial. (grifo meu) No final desse processo se ela não reage, aça ba por envergonhar das suas origens e da sua condição de negro.

É nessa re-configuração das relações raciais que aparecem os ideólogos da miscigenação, com Gilberto Freyre [grifo meu] no Brasil substituindo a Euclides da Cunha e sua tese de degenerescência das raças por via das misturas. O mestiço torna-se uma figura mitológica importante na manutenção de um sistema sócio-econômico de dominação de uma raça sobre outra, sem que as tensões sociais daí derivadas possam emergir em termos de confronto racial.
Para tanto, os dispositivos de reconhecimento de traços biológicos e culturais passam a funcionar em dois níveis: ao nível sócio-econômico os dispositivos reconhecem e segregam o negro; ao nível ideológico forjam e ostentam a figura do mestiço. Signo de um trânsito biológico, ele simboliza a chegada da ‘democracia racial’, [grifo meu] ao nível biológico e afirma a própria impossibilidade da segregação a nível sócio-econômico. Na indistinção da mestiçagem como poderia haver segregação racial?


As estatísticas transformam o mito em ideologia por meio da categoria pardo. Uma categoria ideológica operacionalizada a nível científico divide uma raça (categoria histórica e sociologicamente pertinente): ao nível das sutilezas bio-ideológicas a raça negra é dividida em negros e pardos. A máquina de segregação de raças só fabrica pardos no nível ideológico. No nível sócio - econômico, todos são reconhecidos e esmagados enquanto negros.”

Por outro lado, é importante ressaltar que esses processos se reforçam, também a nível universitário.”

É necessário um novo olhar sob a ótica do população negra, uma “nova” interpretação da história do Brasil. A partir de estudos e pesquisas, da denúncia, da sensibilização de segmentos sociais organizados, o Movimento Negro fomentou um intenso debate entre intelectuais, pesquisadores, artistas, dirigentes políticos e lideranças populares, desenvolvendo uma análise crítica profunda da realidade histórica e social da população negra.

A Casa Grande Surta Quando a Senzala Aprende a Ler.
Mesmo diante das condições mais adversas e com extremas dificuldades em termos de recursos materiais, humanos e institucionais, o conjunto da militância do Movimento Negro desenvolveu um intenso o trabalho de mobilização no combate ao racismo, tendo um peso decisivo na desconstrução do mito da “democracia racial”

Assim também é quando sincretizamos a questão com as classes sociais. Mas ainda assim, pessoas negras continuam em desvantagem, pois representamos o maior contingente entre as classes C e D. Mas há quem afirme que o problema do Brasil é de classe, ignorando completamente que a raça é formada e dividida por classes sociais e vice-versa.
O Brasil  e um país racista, como tenta de todas as maneiras dizer para si mesmo, cotas não seriam motivo de discussão. Seria fato consumado. Mas a segunda nação mais negra do mundo deveria sentir vergonha da maneira covarde com que trata os seus filhos.
Pessoas negras não são vitimistas; pessoas brancas é que são, porque choram por medo de perder privilégios mais que consolidados de menoreia dominante. E  não querem nem pensar em repartir.


Um afro abraço.

Claudia Vitalino.


fonte:www.scielo.br/meuartigo.brasilescola.uol.com.br/www.ibamendes.com/

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A Independência do Congo :Um dos mais Cruéis regimes Coloniais da Africa...

O Congo ainda sofre com problemas gerados por sua trágica herança colonial.
No século XIX, a ação imperialista belga se estabeleceu na região do Congo, na parte central

do continente africano. Em 1885, o domínio belga nessa região foi confirmado na chamada Conferência de Berlim, quando o rei Leopoldo II transformou o extenso território em sua propriedade pessoal. No ano de 1908, o território congolês voltou a ser controlado pelo governo, recebendo o nome de Congo Belga. Até a década de 1940, o território colonizado experimentou uma fase de relativa prosperidade econômica.

Chegando à década de 1950, observamos que a população congolesa passou a aderir o discurso nacionalista de lideranças locais que exigiam o fim da dominação belga no território. Em 1955, uma visita oficial do rei Balduino I reforçou o sentimento autonomista ao não atender as várias demandas sociais, políticas e econômicas da população nativa. Nesse instante, uma associação chamada Abako entrou em evidência e logo se transformou em um partido político defensor da independência definitiva.

Em 1957, o fracasso das eleições municipais alimentou ainda mais o sentimento autonomista. No ano seguinte, o Congresso Pan-Africano fortaleceu as lideranças nacionalistas, entre os quais se destacava o congolês Patrice Lumumba. No ano de 1959, a
radicalização das manifestações acabou forçando o reino belga a reconhecer a independência congolesa. No ano seguinte, foi inaugurado o Estado Livre do Congo, tendo como presidente Joseph Kasavubu e Lumumba no cargo de primeiro-ministro.
A conquista dos congoleses foi logo ameaçada pelo movimento de independência ocorrido na província de Katanga, onde soldados e mercenários belgas instituíram um violento conflito a serviço da empresa Union Minière. Sem contar com o apoio da Organização das Nações Unidas, Lumumba foi deposto do cargo e preso. A partir de então, várias facções dissidentes se formaram com o objetivo de assumir o governo do país.

Mediante as tensões geradas pela violenta guerra civil – agravada pelo assassinato de Lumumba – a ONU interferiu no país e repassou, em 1964, o governo congolês para Moisés Tshombe, um antigo apoiador de Katanga. A ação acabou não surtindo efeito esperado, já que, no ano seguinte, um golpe político impôs uma ditadura pessoal liderada por Mobutu Joseph Désiré. Esse regime ditatorial perdurou até 1997, quando Mobutu foi retirado do poder por uma guerrilha liderada por Laurent-Désiré Kabila.

"A descolonização africana acentuou-se a partir da década de 1950. Muitos países que
ainda se encontravam como colônias dos europeus iniciaram um processo de independência. O Congo, por exemplo, era uma colônia da Bélgica."


Na década de 1940, sob a liderança de Patrice Lumumba, teve início um movimento para a libertação colonial do Congo. Em 1960, várias entidades nacionais se uniram à Organização das Nações Unidas (ONU) e pressionaram a Bélgica para declarar a liberdade do Congo, fato ocorrido no mesmo ano.

Transcrição de Independência de Zaire
Independência de Zaire Historia Zaire, originouse de uma má pronúncia do termo kikongo(Língua Africana) foi o nome que adotou oficialmente a atual República Democrática do Congo entre 27 de outubro de 1971 e 17 de maio de 1997. Com uma população com quase 70 milhões de habitantes, a República Democrática do Congo é o mais populoso do país francófono. Independência de Congo (ex-Zaire) Na década de 1940, sob a liderança de Patrice Lumumba, teve início um movimento para a libertação colonial do Congo. Em 1960, várias nações se uniram à Organização das Nações Unidas (ONU) e pressionaram a Bélgica para declarar a liberdade do Congo. E com isso em 1964 o país passou a se chamar República Democrática do Congo (RDC) Zaire A independência nacional foi obtida, mediante a Bélgica, no dia 30 de junho de 1960, adotando o nome de República do Congo,Após a independência do Congo, fundou-se a República Democrática do Congo e Patrice Lumumba foi eleito primeiro-ministro congolense. A história do Congo independente iniciou-se com várias divergências políticas: logo no primeiro mês em que Lumumba havia tomado posse, iniciou-se uma rebelião contra o seu governo.

O primeiro-ministro Lumumba não acreditava que somente a independência política
livraria o Congo da dependência colonial, mas declarou que a libertação da África aconteceria a partir do momento que o Congo deixasse de ser dependente economicamente da Europa.
Depois da declaração do primeiro-ministro do Congo, todos os investidores ocidentais presentes no país ficaram sob alerta. As várias corporações inglesas e belgas que investiram na exploração do cobre, cobalto, diamante, ouro, entre outros minérios, estavam temendo uma nacionalização das empresas, ou seja, temiam influências comunistas, desde a aproximação do governo do Congo com a União Soviética.

Logo em seguida, no ano de 1961, Lumumba foi sequestrado e assassinado num golpe de Estado financiado e apoiado pelos Estados Unidos. O golpe de Estado no Congo somente foi possível em razão do apoio dado aos Estados Unidos pelo antigo oficial da Força Pública Colonial, Joseph Désiré Mobutu.
-O apoio dado aos Estados Unidos renderia a Mobutu o governo do Congo, tornando-se ditador de 1965 a 1997. Ele ficou 32 anos no poder e transformou o Congo em seu quintal
particular. Mobutu foi sempre financiado pelos Estados Unidos e França em troca do seu anticomunismo e pela liberação da exploração capitalista ocidental nas minas de minérios do Congo.



Se liga: O ditador, nos seus mais de 30 anos no poder, instalou um dos governos mais cruéis e corruptos do Congo. Considerado um dos homens mais ricos do mundo, Mobutu só foi derrubado do poder em 1997. .

Um afro abraço.
fonte:www.pordentrodaafrica.com 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Festival Internacional da Utopia de 22 a 26 de Junho em Marica

Em meio a um cenário de crise política, em que as representatividades estão em cheque e
as decisões que fizeram a esquerda brasileira chegar até aqui são questionadas, o Festival da Utopia surge em Maricá (RJ) como horizonte que pode apresentar novas estratégias.
A organização espera cerca de cinco mil visitantes. Estima-se ainda que pelo menos duas mil pessoas acampem no evento. Militantes, trabalhadores, artistas e juventudes de 36 países, como Cuba, Vietnã, Índia, China e Venezuela, também estarão presentes; a ideia do festival é criar um espaço plural onde as pessoas possam debater os caminhos e condições para chegar ao mundo que desejam.

"O Festival da Utopia, evento realizado pela prefeitura de Maricá e idealizado pelo prefeito de Maricá Washington Quaquá com inspiração na Feira Literária Internacional de Paraty (FLIP), terá diversos shows dos dias 22 a 26 de junho. O custo total do evento ainda não foi divulgado pela prefeitura."

A programação mescla debates à atividades culturais, como encontro internacional da juventude em luta, debates com pensadores de todo o mundo, feira da reforma agrária, acampamento com movimentos, além de espetáculos e debates com grupos de teatro político da América Latina, África e Ásia.
Para abrir o Festival da Utopia a cidade receberá no dia 22 de junho (quarta-feira) o grupo Racionais MC’s, o grupo paulistano fará um show com músicas do disco mais recente, “Cores & Valores”. Os rappers também interpretam faixas de trabalhos antigos. No dia 23 de junho (quinta-feira), o cantor Chico Cesar será a atração principal e fará o show no palco que será montado na praia da Barra de Maricá.

Já para o dia 24 de junho (sexta-feira) o show fica por conta da sambista Beth Carvalho, que apresentará seus maiores sucessos.

No dia 25 (sábado) se apresentam a banda de rock nacional Detonautas com seus maiores sucessos como ‘Você me faz tão bem’; ‘Olhos Certos’; ‘O Dia que Não Terminou’; entre outros. No mesmo dia se apresenta no palco na Barra de Maricá o rapper Emicida, considerado uma das maiores revelações do hip hop do Brasil nos últimos anos.

Estão confirmados personalidades de mundo inteiro como a ativista Vandana Shiva, a filha de Che Guevara e pediatra Aleida Guevara, o escritor e ativista Pasquitanês Tariq Ali, o ator Danny Glover, além do ex-presidente Lula e da presidente afastada Dilma Rousseff.

“Em um contexto político que se agrava a cada dia, a presidenta eleita Dilma Rousseff também participará da atividade para receber a solidariedade e a força dos grupos que
defendem sua volta”, diz texto de apresentação, no site oficial do evento.

Utopia tem como significado mais comum a ideia de civilização ideal, imaginária, fantástica. Pode referir-se a uma cidade ou a um mundo, sendo possível tanto no futuro, quanto no presente, porém em um paralelo. Pode também ser utilizado para definir um sonho ainda não realizado. Uma fantasia, uma esperança muito forte. Utopia é um projeto humanista de transformação social e representa aspectos capitais do humanismo renascentista.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:www.marica.rj.gov.br/festivaldautopia

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A arte africana fundamentalmente em sua origem representa os usos e costumes das
tribos africanas. O objeto de arte é funcional e expressam muita sensibilidade. Nas pinturas, assim como nas esculturas, a presença da figura humana identifica a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos. A escultura foi uma forma de arte muito utilizada pelos artistas africanos usando-se o ouro, bronze e marfim como matéria prima. Representando um disfarce para a incorporação dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças mágicas, as máscaras têm um significado místico e importante na arte africana sendo usadas nos rituais e funerais. As máscaras são confeccionadas em barro, marfim, metais, mas o material mais utilizado é a madeira. Para estabelecer a purificação e a ligação com a entidade sagrada, são modeladas em segredo na selva. Visitando os museus da Europa Ocidental é possível conhecer o maior acervo da arte antiga africana no mundo.


De base rural-comunitária, a arte africana feriu diretamente os cânones europeus até quase o final do século XIX e, com o seu “expressionismo”, conseguiu atrair pintores como Picasso e Braque, justamente quando enveredaram pelo cubismo. No entanto, por volta da mesma época, os europeus também reagiram com espanto a um outro tipo de arte africana: os “bronzes de Benin”, levados para a Europa após a conquista colonial. O crítico alemão F. von Luncham escreveu, em 1901: “Estes trabalhos de Benin (elaborados com a secular técnica da ‘cera perdida’) estão no patamar mais elevado da técnica de fundição da Europa. Cellini, e ninguém antes nem depois dele, poderia tê-los fundido melhor”. Essas cabeças e estátuas em bronze já eram produzidas assim pelos iorubás desde o século XVI, conforme testemunharam os portugueses quando ali aportaram no tempo das grandes navegações.
Não é propósito da arte africana contemporânea, sobretudo a produzida no período pós-colonial, tratar de questões comparativas relativas ao desenvolvimento da arte “branca”
ocidental. Seja figurativa ou abstrata, essa arte “afro” carrega em si a tradição, porém detém objetivos semelhantes ao de qualquer outra arte contemporânea de caráter internacional. Entretanto, artistas e artesãos continuam produzindo a arte tradicional, quer para uso comunitário quer para deleite dos turistas. Parte dela, de qualidade bem menor, acaba sendo chamada de “arte de aeroporto”.

A arte afro-brasileira nascida a partir de profundas raízes africanas, trilhou um longo percurso durante séculos, conquistando visível autonomia e criatividade própria. Percorreu uma trajetória de trocas, sobretudo com os europeus, em meio a um mundo escravocrata e católico que lhe acarretou perdas e ganhos, continuidade e mudança. Essa arte, realimentada pelas levas sucessivas de escravos que lhe inspira uma visão de mundo herdada da África, estava, porém, sujeita simultaneamente à dinâmica proveniente da evolução da sociedade brasileira. Participou de tal modo na construção e desenvolvimento de nossa sociedade que o sociólogo Gilberto Freyre, pioneiramente, considerou o negro como “um co-colonizador, apesar da sua condição de escravo”.

A função primordial da arte africana, também chamada de arte negra, foi a de produzir valores emocionais para as comunidades às quais pertenceu e que possuíam um saber cultural já estabelecido. Acompanhava, assim, a vida cotidiana da comunidade, participando dos rituais da vida doméstica desde o nascimento, dos ritos de passagem, passando pela fatalidade da morte e continuando ainda na perene ligação com a ancestralidade. Essa arte não tinha o compromisso de ser retrato da realidade e se apresentou sem simetria e proporção. Na figura humana, por exemplo, quase sempre a cabeça é demasiado grande, pois representa a personalidade, o saber, sobretudo quando é a de alguém mais velho; a língua, por vezes, ultrapassa a cavidade da boca, já que expressa a fala, que é a chave da tradição oral; a barriga e os seios femininos representam, em conjunto, a fertilidade; os pés, normalmente grandes, estão sempre bem fixados na terra.

-"Tais representações são expressões culturais sujeitas às diversidades étnicas".
Entretanto, todas elas são provenientes do sopro de um “Criador”, que emite uma força vital – “axé” no Brasil dos orixás (oriundos do oeste da Nigéria e do Leste do Benin). Essa força vital circula por todos os reinos do universo: o humano e o animal, o vegetal e até o mineral, e mostra-se passível de ser “transferida” entre todos os seres através da intervenção dos ancestrais, bastando, para tanto, adotar sacerdotes como “intermediários-intérpretes”.

No Brasil-Analisando a fraca presença dos negros brasileiros nas artes visuais contemporâneas – em flagrante contraste com o período do barroco, quando eram dominantes – Clarival do Prado Valadares (1988) menciona que essa presença passou a traduzir-se, quase que exclusivamente, no que se convencionou chamar de “arte primitiva”. Essa arte, segundo ele, aceitavelmente dócil, era aquilo que se esperava do negro, uma arte adequada ao lugar que lhe era permitido ocupar na hierarquizada sociedade brasileira.Compreende-se isso melhor ao se consultar Quem é quem nas artes e letras do Brasil, lançada pelo Ministério das Relações Exteriores em 1966. Das 298 fichas biográficas de artistas brasileiros ali listadas, somente 16 eram de negros. O mesmo Itamaraty – numa edição, em francês, do seu Anuário de 1966 assinala que, no que diz respeito à cor “a maioria da população brasileira é constituída de brancos; a percentagem de mestiços é fraca”. Essa “distração” étnica felizmente não só desapareceu dos anuários oficiais do Itamaraty como também aumentou a participação dos negros nas artes nacionais.

Porém, é preciso ter presente a mentalidade reinante durante a época do escravismo, em que qualquer tipo de trabalho, mesmo artístico, era considerado indigno de um branco da casa-grande. A única exceção a essa regra foram os padres que, quase todos, aprenderam as artes na metrópole. Para uma eficaz ação evangélica da Igreja foram indispensáveis várias artes, e não só a retórica dos sermões. Eram necessários muitos templos, que se espalharam por cada capitania. Cada um deles requisitou arquitetos, pintores, escultores, músicos (o padre mestiço José Maurício Nunes Garcia foi o músico mais reverenciado da época). E não esqueçamos os corais dos jesuítas, quase todos formados por negros, principalmente até meados do século XVIII.

No entanto, foi somente na época do barroco que os negros constituíram, de certo modo, uma elite na arte brasileira. O barroco brasileiro, com seu epicentro situado em Minas Gerais (mas com núcleos importantes em Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro), beneficiou-se economicamente do chamado “ciclo do ouro” das décadas de 1729 a 1750. Do fecundo período barroco, resultaram os mais belos monumentos religiosos do Brasil, no dizer de Fernando Azevedo, que acrescenta terem sido os anos Setecentos o “século do Aleijadinho”, o gênio mulato que deu aos “centros urbanos de Minas Gerais algumas das igrejas rococós mais belas do mundo”. É natural, portanto, que muitos críticos considerem que, de fato, a história das artes no Brasil se iniciou com o estilo barroco.

Além das ordens religiosas – exclusivistas do ponto de vista racial, uma vez que não

toleravam a participação de quem não provasse ter “sangue puro” (os judeus, por exemplo) –, outro fator benéfico para o aparecimento de artistas negros foram as irmandades, a quem estavam ligadas as corporações de ofícios. Separadas pela cor dos seus membros – brancos, pardos (ou mulatos) e pretos – essas irmandades competiam entre si, mas não se tratava de uma competição muito excludente, já que, com frequência, o talento era priorizado. Dois exemplos foram a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, que patrocinou a publicação, em Lisboa, do livro Testemunho eucarístico de o Aleijadinho, artista escolhido pela Irmandade de São Francisco, de brancos, para fazer a planta e para construir as suas duas mais belas igrejas, localizadas em Vila Rica e em São João Del Rei. Além de Aleijadinho, outro artista mulato de destaque foi o Mestre Valentim, também filho de pai português e de mãe escrava. Enquanto Aleijadinho atuou em Minas Gerais, no terreno da arte religiosa, arquitetura e escultura, o Mestgre Valertim veio para o Rio de Janeiro, onde se imortalizou no campo do urbanismo e da construção civil.

A consolidação do estilo implantado pela Academia acarretou um grande aumento de encomendas do governo imperial, o mercado das artes expande-se e aumentam as viagens de estudo ao exterior. A capacidade da arte em constituir carreiras promissoras
passou a atrair os filhos da aristocracia rural e da burguesia emergente. Ainda assim, durante os Oitocentos, alguns artistas negros se sobressaíram na arte propugnada pela Academia, entre os quais Firmino Monteiro, Estevão Silva, Fernando Pinto Bandeira e Artur Timóteo da Costa.


Esculturas em madeira
A escultura em madeira é a fabricação de múltiplas figuras que servem de atributo às divindades, podendo ser cabeças de animais, figuras alusivas a acontecimentos, fatos circunstanciais pessoais que o homem coloca frente às forças. Existem também objetos que denotam poder, como insígnias, espadas e lanças com ricas esculturas em madeira recoberta por lâminas de ouro sempre denotando um motivo alusivo à figura dos dignitários. Os utensílios de uso cotidiano, portas e portais para suas casas, cadeiras e utensílios diversos sempre repetindo os mesmo desenhos estilísticos.

Esculturas em outros materiais
Além das esculturas em madeira existem os objetos confeccionados com fragmentos de vidro(apesar de estes serem raros) das mais variadas cores, colocados em gorros, possuindo uma gama de figuras humanas e de animais, feitas com fio de algodão que passam por todo o tecido, colocados sempre em combinação vertical. As pedras podem ser alternadas por Cowrys, canudilhos metálicos ou de seda e algodão.
Confeccionam roupas longas e gorros. A inventividade do bordado com pedras de vidro está muito espalhada nas populações da República da Nigéria. Os suportes para abanos, crinas e rabos de animais, também decoram com pedras de vidro, canudilhos e cauris.     Os tecidos e o vestuário chegaram a um desenvolvimento plástico considerável em zona de cultura urbana, assimilando muitos elementos da indumentária islâmica e outros introduzidos pelos europeus colonialistas. O tear horizontal, permitiu a confecção variada de tiras que
posteriormente se juntam longitudinalmente para formar tecidos maiores. Deste tipo de confecção o mais característico é o chamado Kente, entre os Ashanti. Ainda entre estes tecidos está o estampado chamado Denkira, com figuras diferentes que se combinam para estruturar um desenho ou determinar um motivo fundamental. Os desenhos são imersos em uma tintura vegetal e impressos em tecido branco estendido em uma almofada. O Alaká africano, conhecido como pano da costa no Brasil é produzido por tecelãs do terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá em Salvador, no espaço chamado de Casa do Alaká.

Ferro - O ferro é utilizado a partir de uma prancha fundida mediante pressão e calor. São confeccionados muitos atributos em várias formas pelos Abomei, de quem é a imagem da entidade Gu, dono do ferro representado por uma figura antropomorfa. Com a mesma técnica são encontrados vários atributos a variadas entidades e também vários instrumentos musicais.      Nestas, os detalhes da figura humana estão um pouco resumidos, destacando algumas marcas regionais, e nisto, assim como nas proporções gerais, diferem das de Ifé, nas que se percebe a procura dos modelos anatômicos, como se fossem retratos, dentro de um tamanho menor. As cabeças de bronze apresentam variedades de caracteres faciais, presos em detalhes sutis que permitem apreciar diferentes expressões nos rostos e até incluem algumas deformações anatômicas.

A arte afro-brasileira só passou a ser devidamente valorizada como expressão da brasilidade a partir do movimento modernista dos anos 1920 e nas excursões que Mário de Andrade liderou por Minas Gerais e pelo Nordeste. O reconhecimento ganhou foros intelectuais com a criação da Universidade de São Paulo (USP) em 1934 e, a seguir, com a Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. A partir de então, vários artistas brasileiros contemporâneos de origem negra se destacaram pela produção de suas respectivas obras:

Heitor dos Prazeres (1898-1966) – Compositor e pintor nascido e falecido no Rio de Janeiro, sambista pioneiro que participou da fundação das escolas de samba Portela e Mangueira. Sua carreira de pintor só foi iniciada em 1936, tendo como inspiração o samba e o cotidiano dos morros cariocas, onde a sua gente aparecia nos seus quadros com o rosto em perfil, o corpo de frente e “os dentinhos de fora”. Tornou-se prestigiado após a sua participação na I Bienal de São Paulo, em 1951, como um dos representantes da delegação brasileira no Festival Mundial de Arte Negra, em Dacar (Senegal, 1966).

Djanira da Motta e Silva (1914-1979) – Embora sem sangue negro, dedicou atenção à cultura e às tradições africanas. Descendente de índios guaranis e de austríacos, nasceu no interior de São Paulo e foi morar na capital, onde passou uma vida de privações. Contraiu tuberculose aos 23 anos, mas conseguiu sobreviver. Mudou-se para o Rio, onde

trabalhou como modista e cozinheira, fez aulas de pintura com Emeric Marcier e frequentou o Liceu de Artes e Ofícios. Expôs a partir de 1942, com ampla aceitação da crítica e do público. Fez o retrato apaixonado de sua terra e sua gente, sem concessões ao fácil e ao pitoresco.

Mestre Didi (1917) – Natural de Salvador e alto dignatário do culto dos ancestrais na Bahia. Seu livro mais conhecido, publicado em 1962 e reeditado, intitula-se Contos negros da Bahia. Os seus trabalhos, de cunho ritual, são esculturas feitas com produtos naturais.

José de Dome (1921-1982) – Figurativista intuitivo e lírico, dedicou-se a paisagens e a tipos populares. Em Cabo Frio, onde viveu grande parte da sua vida, o prédio da secretaria de Cultura leva seu nome.

Rubem Valentim (1922-1991) – Sua carreira se projetou a partir de 1942 e, dois anos depois, expôs na Bahia aquele que é considerado como o primeiro quadro abstrato
executado no estado. Expositor constante nas Bienais de São Paulo (entre 1955 e 1977) como pintor e escultor, participou da delegação brasileira em dois festivais mundiais de Arte Negra: em Dacar (1966) e em Lagos (1977), com uma arte geométrica ostentando símbolos dos cultos afro-brasileiros.

Antonio Bandeira (1922-1967) – Nascido no Ceará, formou-se em Paris, onde faleceu. Com valiosa produção abstracionista, participou das Bienais de São Paulo e Veneza, e sua obra foi distribuída por diversos museus no Brasil e no exterior. Ocupa uma das mais destacadas posições em toda a história da arte brasileira.

Otávio Araújo (1926) – Natural de São Paulo, e de condição modesta, conseguiu realizar sua primeira exposição no Rio de Janeiro, em 1946, participando do “Grupo dos 19”. A obtenção de um prêmio permitiu-lhe viajar para a Europa. Foi assistente de Portinari entre 1952 e 1957, e em seguida viajou para a União Soviética.

Maria Auxiliadora (1938-1974) – Artista mineira, a sua produção foi marcada por uma técnica de colagem de cabelo natural, que iniciou em 1968. A sua outra característica, na qual alguns veem um afloramento da “pop art”, foi a utilização da massa plástica para obter relevo e movimento. Em sua arte, misturam-se sexualidade e temas religiosos, fertilidade e candomblé.

Emanoel Araújo (1940) – Artista baiano que sempre se inspirou nas tradições populares
do seu estado natal. Também crítico de arte, produtor e administrador cultural, dono de uma importante coleção de obras de arte, organizou em 1988 o livro A mão afro-brasileira, considerado por especialistas a mais completa obra sobre o tema.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:www.brasilartesenciclopedias.com.br/unegro-cultura/https://pt.scribd.com

terça-feira, 7 de junho de 2016

Lendas e Orixas : Obá é ligado à água, guerreira e pouco feminina

As suas roupas são vermelhas e brancas, usa um escudo, uma espada e uma coroa de cobre.
0 tipo psicológico dos filhos de OBA, constitui o estereotipo da mulher de forte temperamento, terrivelmente possessiva e carente, é mulher de um homem só, fiel e sofrida. São combativas, impetuosas e vingativas.
Obá é um ORIXÁ que raramente se manifesta e há pouco estudo sobre ela.
Obá é a mulher consciente do seu poder, que luta e reivindica os seus direitos, que enfrenta qualquer homem – menos aquele que tomar o seu coração. Ela abraça qualquer causa, mas rende-se a uma paixão. Obá é a mulher que se anula quando ama.

Obá filha de Iemanjá e Oxalá. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protectora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iya Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino.

Embora Obá se tenha transformado num rio, é uma deusa relacionada ao fogo.

Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o corolário inevitável do amor, portanto, Obá é um Orixá do amor, das paixões, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Obá tem ciúme porque ama.

O lado esquerdo (Osì) sempre esteve relacionado à mulher e, por uma razão muito elementar, é o lado do coração. Quando Obá é saudada como guardiã da esquerda, isso quer dizer que é a guardiã de todas as mulheres, aquela que compreende os sentimentos do coração, pois Obá pensa com o coração, por isso dança sempre com a mãe esquerda apontando para o lado esquerdo na latura da orelha, poder genitor feminino, rainha em África da sociedade Elecô, onde homem não entra, as grandes amazonas de Oba. Oba não conhece a cabeça de homem.

"Ligadas a Oxóssi pela caça e grande arqueira, ligada a Xangô através do fogo a luta pela vida."

Como pode uma deusa ligada a esses sentimentos, dedicar-se à guerra? Toda a energia das suas
paixões frustradas é canalizada por ela para a guerra, tornando-se a guerreira mais valente, que nenhum homem ousa enfrentar. Obá supera a angústia de viver sem ser amada.
Obá troca um palácio por uma cabana, troca todas as riquezas do mundo por uma frase: “Eu te amo”.

Características dos filhos de Obá

Os filhos de Obá não tem muito jeito para se comunicar com as pessoas, chegam a ser duros e inflexíveis. Têm dificuldade em ser gentis e estabelecer um canal de comunicação afectiva com os outros; às vezes são brutos e rudes afastando as pessoas. Isso deve-se ao fato de os filhos de Obá, na maioria das vezes, sofrerem um certo complexo de inferioridade achando que as pessoas que se aproximam querem tirar partido de alguma coisa. De facto, isso tende a acontecer com os filhos de Obá.

A sua sinceridade chega a ferir; expressam as suas opiniões, fazem críticas e acabam por magoar as pessoas, pois não se preocupam em ser agradáveis. Mas essa agressividade é puramente defensiva.
São bons companheiros e amigos fiéis, são ciumentos e possessivos no amor, por isso não têm muita sorte. Quando apaixonados, nunca são senhores da relação, cedem em tudo, abdicam de todas as suas convicções.
Algumas vezes infelizes no amor, investem todas as suas cartas nas suas carreiras e, de entre as mulheres que se destacam profissionalmente numa sociedade machista, podem-se encontrar muitas filhas de Obá excelentes juizas, advogadas, comandando quartéis, etc. Muitas vezes despertam a inveja dos seus inimigos e podem sofrer algumas emboscadas, por isso devem vencer a tendência que possuem para a ingenuidade.

Dia: Quarta-feira
Cores: Marron raiado, Vermelho e Amarelo
Símbolos: Ofange (espada) e Escudo de Cobre, Ofá (arco e flecha)
Elementos: Fogo e Águas Revoltas
Domínios: Amor e Sucesso Profissional
Saudação: Obà Siré!

Um afro abraço.

fonte:http://ocandomble.wordpress

Mariah Carey ft Whitney Houston When You Believe HD

quarta-feira, 1 de junho de 2016

UNEGRO BRASIL.

"NOTA DE REPUDIO"

A União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), vem a público repudiar veementemente a conduta criminosa do estupro coletivo praticado contra à adolescente do Rio de Janeiro,violentada por mais de 30 homens. A UNEGRO posiciona-se contra à cultura de estupro existente, que se legitima em atos bárbaros e crimes hediondos, ameaçando todas as mulheres brasileiras.

-"Neste momento em que o mundo noticia, estarrecido o caso do Rio de Janeiro e some-se a este tantos outros que são praticados diariamente, a exemplo da jovem do Maranhão que também sofreu estupro coletivo. É preciso que a justiça brasileira cumpra as leis e direitos já consagrados em nosso País e que tomem as medidas necessárias para conclusão da investigação dos casos de estupro com perspectiva de gênero e a criminalização de todos os envolvidos."  

É urgente o debate sobre questões de gênero na sociedade em geral. A cada 11 minutos uma mulher e estuprada, 47.646 casos foram registrado em 2014, isso corresponde a 10% de nossa realidade tendo em vista os números pequenos de denuncia oficializadas pelas vitimas, os casos ocorridos se tornam ainda mais cruéis quando deparamos com posts e comentários de homens e mulheres exaltando a pratica criminosa, culpabilizando as vitimas em uma tentativa selvagem de justificar o injustificável, tais atitudes privilegiam o agressores e os mantém livres para a pratica de novos crimes(99% dos agressores estão soltos). A discussão da cultura do estrupo já tem 40 anos e o mapa da violência nos últimos 10 anos mostrou um aumento significativo do feminicidio no Brasil.

Repudiamos todos os atos de violência contra às mulheres, jovens, negras, com deficiência, heterossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis, e transexuais, bem como o enfrentamento da situação real em que 1 mulher é estuprada a cada 11 minutos, de acordo com o 9º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os atos praticados não atingem apenas as vítimas adolescentes, mas representam um ataque a todas as mulheres e instituições de nosso país que lutam pela eliminação da violência de gênero e para que os Direitos Humanos sejam uma realidade. Declaramos nosso apoio às mulheres de todo o Brasil e à elas nos unimos nas campanhas para denunciarmos a cultura do estupro e estimular a sociedade brasileira a combatê-la em suas múltiplas dimensões.

Mexeu com uma Mexeu com todas
União de Negros Pela Igualdade – (UNEGRO) Brasil.