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Rebele-se Contra o Racismo!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Imprença Negra: O velho militante José Correia Leite

José Correia Leite nasceu no dia 23 de agosto de 1900, em São Paulo. Teve origem pobre, tendo que trabalhar ainda muito jovem, trabalhando como entregador de marmitas, lenheiro e cocheiro. Autodidata, teve incentivo de uma antiga patroa, professora, para que estudasse.

Tornou-se um dos principais personagens do movimento negro brasileiro. Aos 24 anos, em conjunto com Jayme de Aguiar, fundou o jornal O Clarim, rebatizado, posteriormente, de O Clarim d’Alvorada. Era um jornal feito por negros e para a comunidade negra, publicado entre os anos de 1924 a 1932. Nele, Correia atuou como diretor responsável, redator, repórter e gráfico. Ainda no início desse jornal, começou a ter notícias sobre o processo de discriminação racial nos Estados Unidos, o que muito o influenciou.

Uma das causas do rompimento dos grupos O Clarim e Frente Negra deu-se por divergências ideológicas, já que o presidente Arlindo Veiga dos Santos (1931-1934) era patrianovista (monarquista), e o grupo de Leite era partidário de outras idéias. O outro motivo foi a viagem do secretário geral Isaltino Veiga dos Santos e sua comitiva para São Sebastião do Paraíso em Minas Gerais, onde teve um caso extraconjugal com uma moça de família tradicional da cidade. Como nenhuma punição foi tomada pela entidade, o grupo de O Clarim D´Alvorada, resolveu fundar um jornal com a finalidade de denunciar o ocorrido, o Chibata.

O Clube Negro de Cultura Social, fundado em 1932, foi uma idealização de José de Assis Barbosa e José C. Leite e tinha objetivos esportivos e culturais, sendo construído em oposição à Frente Negra. Em 1945, José Correia Leite colaborou com a fundação da Associação dos Negros Brasileiros (ANB), passando a editar o jornal Alvorada. A ANB encerraria suas atividades em 1948. Em 1956, foi criada a Associação Cultural do Negro, na qual Correia Leite assumiu a função de presidente do Conselho Deliberativo, até 1965. Em 1960, participou ainda da elaboração da revista Niger.


Poucos homens de sua estatura humilde, mas altiva — como ele mesmo dizia: “Eu sou um autodidata” —, podem estabelecer-se como uma luminosa referência no centro das dramáticas trepidações que fizeram com que a primeira, ou a Velha República, viesse a ruir inapelavelmente da forma que se deu de 1890 a 1930, como se verificou com a vida amarga, mas gloriosa, de José Correia Leite. (...) Como epicentro desses acontecimentos, nós podemos ter um corte amplo e profundo na carnadura da vida social, econômica, política e cultural de São Paulo, do Brasil e do mundo dos dias em que esse extraordinário personagem viveu, quando os episódios se projetaram em nossa etnia de modo quase cinematográfico.


Além da militância, na qual foi uma referência, José Correia Leite tinha a preocupação de construir um diálogo com os pesquisadores que se debruçavam sobre a questão racial. Assim, ele colaborou com depoimentos e material bibliográfico para diversos trabalhos sociológicos.



A vida do artista negro, José Correia Leite, foi escrita por iniciativa do intelectual Luiz Silva Cuti, intitulada E disse o velho militante José Correia Leite, em que há o relato da vida, do

trabalho e da luta desse personagem que se destacou pela dedicação à valorização do negro deste país. Leite veio a falecer em 27 de fevereiro de 1989, em São Paulo, aos 88 anos de idade.

Claudia Vitalino.

Um afro abraço.
fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Maioridade Penal resolve ou ameniza a violência...???

Redução da maioridade penal esta mais uma vez em debater...

Hoje no Brasil existe uma grande discussão a redução da imputabilidade penal. Crimes bárbaros estão sendo cometidos por menores, e que estão chocando a opinião pública. A mídia cada dia que passa noticia fatos que deixam nossa população cada vez mais aterrorizada com a violência urbana.
E a população vem reagindo de forma contrária à atitude de nossas autoridades que nada fazem para mudar a situação em que nos encontramos hoje. Existem hoje no Legislativo, Projetos que tendem a reformar a nossa Constituição com o objetivo de reduzir a maioridade penal aos 16 anos de idade.

Alguns dados históricos da maioridade penal  como está distribuída a faixa etária da maioridade penal...

Histórico sobre a maioridade penal

Nos tempos antigos o direito relacionado à infância e juventude era desconhecido para muitos. Existiam lugares onde se permitia a eliminação de filhos que nascessem com alguma deficiência mental ou física e até asfixiamento de recém-nascidos do sexo feminino.

As crianças no Direito Romano antigo eram propriedades dos seus pais que tinham autoridade absoluta sobre os menores, ou seja, os pais eram detentores do direito de vida ou morte de seus filhos. Em Roma o direito do menor só foi normatizado na Lei das XII tábuas, que tratou de fazer a distinção entre infantes e impúberes, que tinha como critério para destingir a faixa etária, o desenvolvimento estrutural da pessoa.

Saindo do Direito Romano encontramos alguns paises antigos como a Inglaterra e Itália, onde eram feitos testes para saber se uma criança tinha ou discernimento para saber o que era certo e o que era errado (teste da maçã e da moeda). O teste era feito para descobrir o grau de malícia da criança. Dependo da escolha da criança (a moeda) esta podia receber pena capital, existem registros históricos que se chegou a aplicar penas em crianças entre 10 e 11 anos de idade.

Se liga: Ouve na história antiga que os menores tinham como pena a correção com chicotadas, multa e prisão, depois de chegar à fase adulta poderia pegar pena de morte. Isso acontecia na época das Ordenações de Luís IX no século XIII.

O Sistema Penal Brasileiro.

O sistema penal brasileiro tem como função a incriminação de condutas e a aplicação de sanções, fundamentalmente quando a norma tipificadora é violada. Como bem afirma a professora Patrícia Oliveski “ consta-se que o sistema penal atua de forma a concretizar uma espécie de controle social, mediante a repressão do crime, atendendo aos anseios de uma determinada estrutura de poder devidamente organizada”. Existem várias maneiras de controle social que pode ser exercido pela família, pela religião, pela educação, meios de comunicação, etc. Mas o meio mais específico de controle social de que a sociedade está acostumada é com o controle do sistema penal, como por exemplo, a polícia, os juízes, agentes penitenciários etc.

Maioridade Penal na Constituição de 1988

No âmbito constitucional a maioridade penal vem regulada em nossa Constituição Federal de 1988, no Capítulo VII que trata da família, da criança, do adolescente e do idoso, mais precisamente no artigo 228, in verbis:

Art. 228 – São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos, sujeitos às normas da legislação especial.

 Nos países  que adotaram a maioridade penal...

"Todos os países que reduziram a maioridade penal não diminuíram a violência
Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima"


O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciária, nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciárias, como universidades.

O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa. Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.

Já no sistema socioeducativo, o índice de reincidência é de 20%, o que indica que 80% dos menores infratores são recuperados.

Nosso sistema prisional já não comporta mais presos. No Brasil, eles são, hoje, 500 mil, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos apenas para os EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).
Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, e não a causa. Ninguém nasce delinquente ou criminoso. Um jovem ingressa no crime devido à falta de escolaridade, de afeto familiar, e por pressão consumista que o convence de que só terá seu valor reconhecido socialmente se portar determinados produtos de grife.
Enfim, o menor infrator é resultado do descaso do Estado, que não garante a tantas crianças creches e educação de qualidade; áreas de esporte, arte e lazer; e a seus pais trabalho decente ou uma renda mínima para que possam subsistir com dignidade em caso de desemprego.

Segundo o PNAD, o adolescente que opta pelo ensino médio, aliado ao curso técnico, ganha em média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. No entanto, ainda são raros cursos técnicos no Brasil.


Hoje, os adolescentes entre 14 e 17 anos são responsáveis por consumir 6% das bebidas vendidas em todo o território nacional. A quem caberia fiscalizar? Por que se permite que atletas e artistas de renome façam propaganda de cerveja na TV e na internet? A de cigarro está proibida, como se o tabaco fosse mais nocivo à saúde que o álcool. Alguém já viu um
motorista matar um pedestre por dirigir sob o efeito do fumo?

"Pesquisas indicam que o primeiro gole de bebidas alcoólicas ocorre entre os 11 e os 13 anos. E que, nos últimos anos, o número de mortes de jovens cresceu 15 vezes mais do que o observado em outras faixas etárias. De 15 a 19 anos, a mortalidade aumentou 21,4%."

“Quando o Estado exclui, o crime inclui”, afirma Castro Alves. “Se o jovem procura trabalho no comércio e não consegue, vaga na escola ou num curso profissionalizante e não consegue, na boca de fumo ele vai ser incluído.”

- Gente acredito quer boa parte da sociedade não quer recuperar os jovens infratores. Muitos gostariam mesmo é de fazer justiça com as próprias mãos ou que o Estado aplicasse a pena de morte, como sugeriu o filósofo Janine Ribeiro no calor da emoção. Mas já que isso não é possível, então “que apodreça na cadeia junto com os adultos”.

Por causa de fatos isolados, cobram do governo a redução da maioridade penal e uma atitude impulsiva ,oportunista e irresponsável que iria piorar ainda mais a questão da violência no Brasil. A questão é tentar reduzir a violência ou atender a um desejo coletivo de vingança?
Não basta reduzir a maioridade penal e instalar UPPs em áreas consideradas violentas. O traficante não espera que seu filho seja bandido, e sim doutor. Por que, junto com a polícia pacificadora, não ingressam, nas áreas dominadas por bandidos, escolas, oficinas de música, teatro, literatura e praças de esportes...

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:www.revistaforum.com.br/

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Martin Luther King e a luta pela igualdade...

Martin Luther King (1929-1968) foi um ativista político e pastor protestante norte-americano conhecido pela luta contra a discriminação racial nos EUA e luta pelos direitos civis dos negros.

"Eu tenho um sonho: o de que, um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos senhores de escravos poderão se sentar juntos à mesa da fraternidade.”

Com esse famoso discurso, conhecido como I have a dream (Eu tenho um sonho), proferido na cidade de Washington D.C., Martin Luther King (1929-1968) marcou um dos principais momentos da luta contra a opressão racial nos EUA. Filho de um pastor batista, King seguiu os passos do pai também se transformando em pastor, chegando ainda a se doutorar em teologia na Universidade de Boston, em 1955.

Em 1964, aos 35 anos de idade, tornou-se o mais jovem ganhador do prêmio Nobel da Paz em razão de sua luta contra a segregação e opressão racial nos EUA. A forma de luta pregada por Martin Luther King era pacifista, inspirada nas ações de Gandhi: a desobediência civil.

Essa forma de luta social consiste no não cumprimento de leis e normas impostas à sociedade, mas realizadas de forma pacífica. No caso da luta do movimento negro e de Luther King nos EUA, essa luta ocorreu principalmente com o boicote à segregação racial que existia nos ônibus do transporte coletivo no Alabama, na década de 1850. Brancos e negros não podiam usar os mesmos assentos dentro dos ônibus.

A pioneira na luta foi Rosa Parks que passou a não aceitar essa segregação. Logo em seguida, Luther King aderiu ao movimento. O boicote no transporte coletivo durou 382 dias, período em que Luther King ficou preso, tendo sua casa como alvo de bombas e sendo submetido a abusos pessoais. O resultado foi a decisão da Suprema Corte dos EUA, em 1956, de que a

segregação racial em locais públicos nos EUA era ilegal. Era uma vitória do movimento negro na conquista de direitos civis.

Essa proposta de ação, pautada na não violência e na desobediência civil, contrastava com a de outros grupos da luta contra a opressão racial nos EUA, como os Panteras Negras e os muçulmanos negros liderados por Malcom X, que eram adeptos de ações de confrontos violentos contra o Estado.

Após o boicote de 382 dias, Martin Luther King tornou-se uma liderança nacional no movimento negro dos EUA. Em 1957, foi eleito presidente da Conferência dos Líderes Cristãos do Sul (Southern Christian Leadership Conference, SCLC). Luther King aliava em sua prática política ideais cristãos de igualdade com a tática da desobediência civil e da não violência de Gandhi.

Apoiou inúmeras greves e lutas estudantis entre 1957 e 1968. Chegou, nesse período, a rodar cerca de 6 milhões de milhas, proferindo inúmeros discursos. Foi preso mais de 20 vezes. Escreveu cinco livros e inúmeros artigos. As ações lideradas por Luther King resultaram ainda no direito de voto aos negros no Alabama. Protestos massivos foram realizados no Alabama e em Washington, onde cerca de 250 mil pessoas se manifestaram pacificamente, quando Luther King proferiu seu famoso discurso

Toda essa ação política possibilitou a divulgação dos negros por direitos civis nos EUA para todo o mundo, inspirando movimentos similares em outros países. Porém, Martin Luther King angariou inúmeros inimigos ao longo de sua vida, exemplo de como o racismo estava (e ainda está) enraizado na sociedade estadunidense.

Em 1968, durante o apoio a uma greve dos trabalhadores da limpeza pública na cidade de Memphis, no Tennessee, Martin Luther foi assassinado quando estava na sacada de um

motel. Apesar das vitórias alcançadas, o assassinato de Luther King demonstrou que havia ainda muito caminho a trilhar na luta pela igualdade social entre brancos e negros nos EUA e no mundo.

Foi o principal liderança do movimento negro não violento, Martin Luther King foi a pessoa mais jovem a receber um prêmio Nobel da Paz, em razão da luta pela igualdade racial.


Claudia Vitalino.

Um abraço.

fonte:www.mundoeducacao.com/www.trabalhosfeitos.com/unegro-formação

terça-feira, 2 de junho de 2015

Monarquias na Africana...

ANTIGOS IMPÉRIOS AFRICANOS
Nos já conversamos sobre as grandes civilizações africanas, em 1000 a.C., povos semitas da Arábia emigram para a atual Etiópia. Depois, em 715 a.C. o Rei de Cush, funda no Egito a 25a dinastia. Em 533 a.C. transfere sua capital de Napata para Meroé, onde, cerca de cinqüenta anos depois, já se encontra uma metalurgia do ferro, altamente desenvolvida. Por volta do ano 100 a.C. desabrocha, na Etiópia, o Reino de Axum. O tempo que se passou até a chegada dos árabes à África Ocidental foi, durante muitos séculos, considerado um tempo obscuro, face à absoluta ausência de relatos escritos, que só apareceram nos séculos XVI e XVII, com o “Tarik-Al-Fattah” e o “Tarik-Es-Sudam”, redigidos, respectivamente, por Muhammad Kati e Abderrahman As Saadi, ambos nascidos em Tombuctu. Mas o trabalho de arqueólogos do século XX, aliado aos relatos da tradição oral, conseguiu resgatar boa parte desse passado. O mais antigo desses reinos foi o da Etiópia. Entre os séculos III e VII, a Etiópia teve como vizinhos outros reinos cristãos: o Egito e a Núbia, contudo, com a expansão do islamismo essas duas últimas regiões caíram sob o domínio árabe e a Etiópia persistiu como único grande reino cristão da África. Antes do efetivo início do processo de islamização do continente africano, a África Ocidental vai conhecer um padrão de desenvolvimento bastante alto. E, os antigos Estados de Gana, do Mali, do Songai, do Iorubá e Benin, são excelentes exemplos de pujança das civilizações pré-islâmicas.Império do Gana

Se liga:
A imagem do Africano na nossa sociedade é a do selvagem acorrentado à miséria. Imagem construída pela insistência e persistência das representações africanas como a terra dos

macacos, dos leões, dos homens nus e dos escravos.

Quanto aos povos asiáticos e europeus as platéias imaginam, castelos, guerreiros e contextos históricos diversos. Quanto à História Africana só imaginam selva, selva, selva, deserto, deserto e tribos selvagens perdidas nas selvas.
Há um bloqueio sistemático em pensar diferente das caricaturas presentes no imaginário social brasileiro.

As informações novas geram uma constante desconfiança, tendo ocorrido mais de uma vez a pergunta, se eram sobre a África aquelas informações. Quando se desenvolvem tópicos sobre a indústria têxtil africana e as exportações de tecido para a Europa no passado, ou mesmo a informação de que a África precedeu a Europa no uso de roupas, há uma inquietação, um conflito emocional onde a dúvida é persistente.
O elemento básico para Introdução à História Africana não está na história africana e sim na desconstrução e eliminação de alguns elementos básicos das ideologias racistas brasileiras.
O cotidiano brasileiro é povoado de símbolos de negros selvagens e escravos amarrados, que processam e administram o escravismo mental e realizam a tarefa de feitores invisíveis a chicotear a menor rebeldia o imaginar diferente.

Acredito serem aproximadamente cinco os pontos importantes a serem desconstruídos na imaginação dos brasileiros sobre a África.

1. A África não é uma selva tropical.
2. A África não é mais distante que os outros continentes.
3. As populações Africanas não são isoladas e perdidos na selva.
4. O europeu não chegou um dia na África trazendo civilização.
5. A África tem história e também tinha escrita.

Existem outros tópicos, apenas estou citando os cincos mais persistentes, os outros vão no sentido de "burrice do africano". O africano é tido sempre como o diferente com relação aos povos de outros continentes. Os iguais são os europeus e os asiáticos. Diferente no sentido não da diversidade humana, mas de uma hierarquia de valores, onde, uns são certos e os outros errados. Os iguais são certos e os diferentes errados, estes são os conteúdos das idéias que estão no subconsciente que instrui os raciocínios. Nos cursos seguidamente aparecem frase tais como: "o que destrói a África é que eles brigam muito entre si". "Eles não são unidos como os europeus". Ou então surge a pergunta "de onde vem o negro", com ênfase numa possível origem biológica diferente do branco quanto às possibilidades intelectuais.

Atualmente...
Existem atualmente mais de 10 milhares de monarquias na África. Na realidade, ou nominalmente estados autônomos, territórios, nações, seções e cidades no continente africano onde o poder supremo reside com um indivíduo, que é reconhecido como o chefe de estado ou soberano local. Todas são semelhantes no que herda a soberania ou a seu cargo e, geralmente, mantém até a morte ou abdicação. No entanto, apenas quatro deste grande número são soberanos, enquanto os restantes são monarquias subnacionais. Dos primeiros, três são monarquias constitucionais, onde o soberano é limitado pelas leis e costumes, no

exercício das suas competências, e uma é monarquia absoluta, onde as regras soberanas são sem limites; atualmente essas três monarquias são estados independentes, enquanto o restante é uma dependência de uma monarquia europeia. Aquelas que são monarquias subnacionais, na natureza não são soberanas, e existem em grandes associações políticas.



Algumas monarquias contemporâneas de África
EstadoDependênciaSucessãoMonarcaReinado desdeHerdeiro aparente
 LesotoReino;constitucionalEletivoLetsie III12 Novembro 1990Desconhecido
 MarrocosReino; constitucionalAgnatic primogenitureMohammed VI23 Julho 1999Moulay Hassan, Crown Prince of Morocco
 SuazilândiaReino;absolutoEletivoMswati III25 Abril 1986Jabree I
TerritórioTipoSucessãoMonarcaReinado desdeHerdeiro aparente
 Ilhas Canárias
(Reino da Espanha)
comunidades autónomasPrimogenitura cognataCarlos Juan22 Novembro 1975Felipe, Príncipe das Astúrias
 Ceuta
(Reino da Espanha)
comunidades autónomasPrimogenitura cognataCarlos Juan22 Novembro 1975Felipe, Príncipe das Astúrias
 Melilla
(Reino da Espanha)
comunidades autónomasPrimogenitura cognataCarlos Juan22 Novembro 1975Felipe, Príncipe das Astúrias
 Santa Helena (território) incluindoTristão da Cunha e Ilha de Ascensão
(Reino Unido)
Território ultramarino britânicoprimogenitura masculinaN 1Elizabeth II6 Fevereiro 1952Charles, Príncipe de Gales1
NaçãoN 2TipoSuccessãoMonarcaReinado desdeHerdeiro aparente
KwaZulu flag 1985.svg Zululândia
(África do Sul)
Monarquia subnacionalPrimogenitura cognataGoodwill Zwelithini kaBhekuzulu17 Setembro 1968Misuzulu Zulu
Flag of Ashanti.svg Ashanti
(Gana)
Monarquia subnacionalEletivoOtumfuo Nana Osei Tutu II26 Abril 1999Desconhecido
Flag of Barotseland.svg Barotseland
(Zâmbia)
Monarquia subnacionalPrimogenitura cognataLubosi IIOutubro 2000
Flag of Buganda.svg Buganda
(Uganda)
Monarquia subnacionalEletivoMuwenda Mutebi II31 Julho 1993Desconhecido
Flag of Bunyoro, Uganda.svg Bunyoro
(Uganda)
Monarquia subnacionalSolomon Iguru I1994David Mpuga
Flag of Busoga, Uganda.svg Busoga
(Uganda)
Monarquia subnacionalEletivoTBADesconhecido
Kano
(Nigéria)
Monarquia subnacionalPrimogenitura cognataAdo BayeroOutubro 1963
Flag of Katanga.svg Kanongesha-Lunda
(AngolaCongo-Kinshasa, e Zâmbia)
Monarquia subnacionalPrimogenitura cognataMbumb II Muteb1997
Flag of Toro, Uganda.svg Toro Kingdom
(Uganda)
Monarquia subnacionalPrimogenitura cognataRukidi IV5 Setembro 1995TBA
Rwenzururu flag.png Rwenzururu
(Uganda)
Monarquia subnacionalPrimogenitura cognataCharles Mumbere1999

Um afro abraço.

fonte: enciclopédia livre.