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Rebele-se Contra o Racismo!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Um dialogo sobre responsabilidade social e Guiné Equatorial no carnaval brasileiro...

O governo da Guiné Equatorial dizer que não patrocinou a Beija-Flor, que venceu o carnaval com um enredo em homenagem ao país, e afirmar que a iniciativa partiu de “empresas
brasileiras”, a Odebrecht - uma das companhias citadas - negou, nesta quinta-feira, que tenha patrocinado o enredo da Beija-Flor. A empreiteira afirmou ainda que sequer realizou obras na Guiné.

“A Odebrecht não patrocinou o desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor, do Rio de Janeiro. A Odebrecht esclarece ainda que nunca realizou obras na Guiné Equatorial. A empresa chegou a manter um pequeno escritório de representação no país africano, mas ele foi desativado em 2014”, diz a nota.

Em 2011, segundo a “Folha de S. Paulo”, o diretor de relações institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, integrou a comitiva de uma viagem do governo brasileiro à Guiné. Na ocasião, o representante oficial da delegação brasileira...

O carnavalesco da Beija-Flor citou ainda a Queiroz Galvão — que, assim como a Odebrecht, está envolvida nas denúncias da Operação Lava-Jato — e o grupo ARG como financiadores do carnaval. Procurada, a Queiroz Galvão afirmou que vai se posicionar durante o dia. Em seu site oficial, o grupo ARG afirma que atua na Guiné desde 2007 e destaca a execução de duas obras rodoviárias no país: entre as cidades de Añisok e Oyala e a ligação entre Oyala e Mongomeyen. Nenhum representante do grupo ARG foi encontrado até o fim da manhã desta quinta-feira para comentar o caso.(De O Globo)

Sempre foi claro desde o princípio dos tempos que não se pode servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo. É também claro e nítido que, nessa terra, se serve mais ao dinheiro do que a outra coisa qual seja ela. E aí, surge o horror de saber que a escola de samba Beija-flor recebeu 10 milhões de dólares da Guiné Equatorial, ( o que a escola nega veemente que fique registrado) um país marcado por miséria, violência, exploração sexual, desrespeito aos direitos humanos, guerra de tribos, ou seja, "degustando a versão gourmet" de tudo que temos de podre na nossa espécie. O desfile foi bacana e com um tom realista, pois trazia um leve odor de desigualdade. Mas desigualdade, a gente já conhece o cheiro e está acostumado.
A Guiné Equatorial é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, mas com um dos

piores IDH do planeta (144º lugar, segundo a ONU). Riqueza mal distribuída e concentrada na mão de pouquíssimos (políticos, é óbvio). Segundo órgãos internacionais, menos da metade de população tem acesso à agua potável e 1 em cada 5 crianças morre antes de completar 5 anos. O país tem um governo autoritário que viola direitos humanos, civis, políticos, enfim, todo tipo de direito. É considerado por organizações internacionais como um dos países com mais casos de trabalho escravo e exploração sexual no mundo. Enfim, a antessala do inferno, no carro de abre alas.

"A Guiné Equatorial presencia há mais de 30 anos uma das mais cruéis ditaduras do mundo, sendo um dos países mais pobres do continente africano. Obiang faz o que quer e governa por decreto. Ano passado, aqui mesmo, já escrevi sobre Obiang e a entrada de Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)."

De outro lado, temos a Suíça (3º IDH do planeta). Eles não têm petróleo, não tem mar, não tem ouro (deles pelo menos), não têm grandes tecnologias dominantes no planeta como os EUA, Alemanha ou Japão, nem grande mercado consumidor como a CHINA. Enfim, não têm nada que os fizessem ter o dinheiro que têm. Com a Suíça nos vem à mente a ideia de relógios precisos, chocolate de boa qualidade, montanhas com neve e homens bonzinhos vestido de verde e cantando uma musiquinha que nos faz lembrar pagamento (oleriteeeee....).
Entretanto, eles descobriram  que dinheiro é dinheiro desde sempre e resguardam desde os primórdios a imoral neutralidade útil (são amigos de Deus, mas também são parceiraços do Diabo) e com isso, as contas secretas (numeradas) que permitem que todo o dinheiro podre do planeta flua para lá e seja protegido por eles, drogas, corrupção, tráfico de gente, trabalho escravo, venda de arma ilegais, roubos de toda sorte e maneira. Os dentes de ouro arrancados das bocas de judeus e ciganos em Auschwitz viraram cifras e talvez ainda repousem nos cofres suíços sob o sigilo de suas leis. Por que implicar com o dinheiro dos nazistas se somos neutros, diriam eles. "Tragam seu dinheiro para cá,meine freunde"
Pois é isso... sempre valeu a máxima bíblica de que não se pode servir a Deus e ao dinheiro, mas ingênuo é quem acredita que ainda se tem dúvidas a quem servir nessa terra de expiação.


Em momento algum estou justificando a história de a Beija-Flor aceitar dinheiro da Guiné Equatorial, ainda mais se tratando de escola de samba (como outras tantas) que já teve seu nome associado à contravenção e outras fontes financeiras ilegais. Estou só dizendo que nada há de novo sob esse sol. Sou humano e nada do que é humano me é estranho (Terêncio). Acho imoral, mas não me surpreendo com minha espécie.

Mais minha gente...
Por mais que os carnavalescos da escola tentam explorar as belezas e lendas africanas, em determinadas partes do samba enredo notam-se as palavras “liberdade” e “igualdade“. São, de fato, palavras que não se encaixam na realidade de Guiné Equatorial. Este pequeno país africano tem uma considerável concentração de capital numa exígua parcela da sociedade,

enquanto a grande parte do povo vive na pobreza, sendo que este próprio povo é impedido de expressar suas opiniões e exercer seus direitos.

Finalizando:
Muitos brasileiros comemoraram o carnaval e o desfile e vitoria da Beija-Flor com entusiasmo e alegria, mais tendo conhecimento de que a maioria do povo da Guiné Equatorial; sobrevive com menos de 1 dólar por dia. enquanto o ditador veio ao Brasil com uma comitiva de aproximadamente 40 pessoas hospedadas no Copacabana Palace pagando  diária de R$7.000,00 por pessoa , bem entre outros gastos absurdos que não teria problema algum se fosse outra á conjuntura e trajetória destes gastos .... O luxo da Beija-Flor neste ano poderia ser investido em políticas sociais para este povo sofredor da Guiné Equatorial e nos deixa com um gosto amargo na garganta.
Mais também como fazemos com muitas mazelas no próprio Brasil fechamos os olhos para o que ocorre na África e aceitamos o dinheiro proveniente de regimes ditatoriais e da indústria petrolífera...

- Bem gente peguei pesado ? Acho que não e apenas um dialogo  como tantas outros que estão em vários sites e blogs...


Um afro abraço

fonte:www.niteroimais.com.br/http://www.carnavalesco.com.br/noticia/beija-flor-recebeu-r-10-milhes-da-guin-equatorial-segundo-jornal/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Civilizações africanas da Antiguidade: O reino de Kush.

O antigo reino de Kush (ou Cuche) dominava uma região africana ao sul do Egito, na época
chamada Núbia, que hoje faz parte do Sudão. A princípio era uma colônia egípcia, mas depois conseguiu sua independência e dominou o Egito e boa parte do vale do rio Nilo. A civilização de Kush reunia a cultura egípcia e a de outros povos africanos.

Os cuchitas, como seu povo era chamado, eram africanos negros, agricultores na maioria, mas entre eles havia também artesãos e mercadores. Às vezes capturavam pessoas de outros povos e tornavam os cativos seus escravos.
O reino de Kush era muito rico, possuía minas de ouro e terras cultiváveis. Além disso, ficava numa ótima localização para comerciar com outros povos. Os cuchitas transportavam mercadorias pelo rio Nilo e também por estradas que levavam ao mar Vermelho. Vendiam ouro, incenso, marfim, ébano, óleos, penas de avestruz e pele de leopardo.Dentre os reinos núbios, um merece destaque: Kush (ou Cush). Não se sabe ao certo quando surgiu o reino de Kush, mas documentos egípcios já citam os kushitas desde o século 20 a.C. A primeira capital de Kush teria sido Kerma, na região da terceira catarata do Nilo, mas a capital kushita mais importante foi Napata, próxima da quarta catarata do Nilo. Muitos arqueólogos supõem que a transferência da capital para uma região mais ao sul foi uma forma de os kushitas se afastarem da ameaça egípcia.
Num revés da história, ainda pouco compreendido, mas ligado ao enfraquecimento do Egito, causado por disputas políticas internas, em 713 a.C. o rei kushita Shabaka invadiu e controlou o Egito, iniciando assim a 25ª Dinastia. No Antigo Testamento, encontramos várias citações sobre os temíveis guerreiros negros do império kushita.

Contudo, em sua expansão pelo delta do Nilo, os kushitas entraram em contato com guerreiros ainda mais poderosos: os assírios (da Mesopotâmia). O rei assírio Assaradão tentou conquistar o Egito governado pelos kushitas, mas foi derrotado. Seu sucessor, Assurbanipal, no entanto, ocupou o delta do Nilo em 663 a.C.

A partir de então os kushitas se retiraram para o sul e mantiveram o controle sobre a Núbia, a partir de Napata. A fim de se afastarem ainda mais dos conflitos do território egípcio, os kushitas transferiram sua capital para Meroé (século 6 a.C.), ainda mais ao sul. Essa cidade era um dos mais importantes entrepostos comerciais entre a África e o mar Vermelho, além de possuir ricas minas de ferro. (A tecnologia de fundição do ferro é uma das principais características dos povos africanos dessa região. Aliás, quando os portugueses chegaram à África, no século 15 d.C., aprenderam com os africanos como fundir ferro de maneira mais eficiente.)

Enquanto o Egito foi sucessivamente conquistado por assírios, persas, macedônicos e romanos, o reino de Kush (a partir de então também conhecido como reino Meroíta) manteve sua independência por mais 9 séculos (alguns historiadores falam em 8 séculos), controlando várias rotas comerciais que ligavam o interior da África ao mar Vermelho, e ainda mantiveram relações amistosas com os faraós da linhagem macedônica (os ptolomaicos).

Quando os romanos conquistaram o Egito e não conseguiram submeter os kushitas, cortaram
o comércio kushita com o Oriente Médio e o Mediterrâneo, o que levou Meroé a uma progressiva crise econômica. No século 4 d.C., a já decadente Meroé foi conquistada por povos vindo do Chifre da África (ou península Somali): os axumitas.


Um afro abraço.

fonte:www.brasilescola.com

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

SAMBA ENREDO 2015 - IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

MEU LUGAR-Arlindo Cruz

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Carnaval:Ritmo acelerado de baterias é toque para orixás ...

"A sensação de ouvir foi, durante séculos, dominada pela percepção visual. Mesmo que
pesquisas científicas mais recentes tenham recuperado este sentido enquanto seus aspectos físico, cultural e mesmo social, discursos analíticos no campo da antropologia permanecem centrados no imagético e são poucos aqueles que contrapõem a discussão sobre o som à predominância da visualidade nas ciências humanas e sociais."

A oralidade é um fator decisivo nas civilizações africanas. Ela é a via condutora de todo o conhecimento ancestral passado de geração a geração. As palavras, os versos, os poemas que guardam a história, os mitos e ritos africanos são preservados pelos arquivos orais dos velhos e velhas. Mais do que o desenvolvimento da memória, a palavra é o veículo da verdade sagrada africana – verificável no mundo real - legada pelos antigos. Foi à palavra que preservou viva a memória coletiva africana.

Os ancestrais míticos e de osso – osso do mesmo osso – são invocados para dançar e despejar forças místicas – axé - sobre seus filhos e filhas. Na capoeira, os africanos aprenderam a arte da valentia na vida. Mais do que um jogo de roda, a capoeira é um jogo na “roda da vida”, com ataque, ginga, golpes traumáticos, desequilibrantes e de construção das identidades negras. A roda de samba é um pouco da síntese dessas rodas anteriores. O samba é um candomblé profano, onde são lembrados os ancestrais míticos do gênero. O samba é a capoeira do sambista, que desafia tudo e todos para criar sua referência cultural, em versos, prosas e música.

Se liga: A maioria das escolas nasceu no morro e tinha essa ligação forte com o candomblé. Dizem os antigos que os surdos de terceira (marcação) eram tocados apenas por ogans. São Sebastião ou Oxossi é padrinho da escola e da nossa bateria. Antes, o toque para ele era percebido porque desfilavam

O samba
Gênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de
Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova.

A Escola de Samba
Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.
O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.
Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).

Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela.

A Percussão um toque a parte: Identidade...

Além de serem considerados instrumentos básicos na sustentação rítmica de uma bateria, as caixas e os taróis são os maiores responsáveis pela identificação musical de cada bateria. Caracterizados pelos distintos estilos de batidas que podem proporcionar, os instrumentos variam seus toques a cada escola por onde passam. Um dos responsáveis pela direção de

bateria da premiada Tabajara do Samba, Junior Sampaio sempre possuiu uma forte ligação com o instrumento e revelou que não é do nada que cada escola definiu sua batida, fato que possui uma relação com as famosas batucadas dos orixás.

O mesmo orixá protege a bateria da Verde e branco de Padre Miguel. Isso tornaria o toque das duas igual? Não. Mestre Bereco esclarece a característica peculiar da Mocidade, que custou pontos à escola no ano passado, por desconhecimento dos jurados – maioria de formação clássica.

– Enquanto nas coirmãs o primeiro surdo de marcação é grave, o nosso é agudo, o segundo (surdo) é grave e o terceiro uma nota acima do primeiro, mais aguda. Na justificativa de um dos jurados perdemos ponto porque, em vez de voltarmos das paradinhas tocando como as outras escolas, voltamos tocando invertido. O toque
invertido é uma característica da escola desde os tempos do mestre André.

Para o mestre de bateria da Mocidade, a inclusão de palestras de ex-mestres como Paulinho Botelho (ex-Beija-Flor) e Odilon Costa (ex-Grande Rio) no curso de jurados da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) ajudaria a levar aos julgadores um pouco da história das baterias:

– Os jurados têm que buscar estudar os fundamentos das baterias. Eles têm conhecimento e seria uma troca de informações bem interessante – acredita Bereco.

Orixá importado

Ex-comandante dos ritmistas do Império Serrano, mestre Átila levou para a Vila Isabel – que tem devoção à Nossa Senhora Aparecida (Oxum), mas não a reverenciava no toque da bateria – seu surdo de terceira em homenagem a Ogum:

– Os mestres de bateria antigos têm essa relação com os terreiros de umbanda. Os toques de
surdos de terceira têm essa identificação com os orixás. No Império já tinha esse toque para Ogum. Eu o levei para a Vila.

Mesmo sem ser seguidor de religiões de matriz africana, mestre Ciça não interferiu na tradição dos ritmistas da Grande Rio, sua escola há dois carnavais.

– Não tenho muito isso comigo, não. Meu estilo é muita caixa. Mas tem um grupo que toca para Ogum, sim, no surdo da Grande Rio – confirma o mestre de bateria.

Devoto de São Jorge, mestre Marcone, da Imperatriz, não gosta de misturar sua crença com as tradições da escola:

– Não há nenhum toque na bateria para o padroeiro da escola, que é São Judas Tadeu (Xangô). Sou devoto de São Jorge, mas é uma coisa pessoal e não confundo com o trabalho. Sou passageiro. Hoje estou lá, amanhã não estou mais.

Tradição em questão

.Há entre as escolas de samba, em suas origens remotas, e as casas de candomblé uma série de semelhanças que merecem ser destacadas. Estamos falando de duas instituições que funcionaram como instâncias de integração comunitária, fundamentadas na noção de pertencimento ao grupo e fincadas em uma série de rituais; todos eles alicerçados nos
princípios da tradição, da hierarquia e da etiqueta (entendida aqui como um conjunto de procedimentos normativos típicos de sociedades de corte - como eram, aliás, as sociedades africanas desarticuladas pela diáspora nos tumbeiros).

A ancestralidade africana do samba e dos candomblés e todas as implicações dos quatro séculos de escravidão no Brasil fizeram, ainda, das agremiações e das casas de culto verdadeiros templos de afirmação e invenção de identidade. Colocaram no centro da cena, como protagonistas, populações economicamente subalternas que, pela cultura, assumiram o protagonismo de suas próprias vidas.
Além desses fatores simbólicos mais gerais, a ligação íntima entre a religiosidade e o samba aparece com frequência quando estudamos o nascimento das escolas. Pais e mães de santo participaram, constantemente, dos núcleos originais das agremiações e, não raro, funcionaram como verdadeiros esteios deste processo.Com as constantes modificações do samba, muitas escolas viram sua característica básica, quando fala-se do tipo de levada da caixa, ser modificada ou até perdida no tempo. Ciente do fato, e até recentemente vivido uma situação parecida, Lolo comentou a tão polêmica alteração nas batidas, que estão sendo realizadas com uma frequência maior nos dias de hoje.

Ao analisar a dança dos orixás, não podemos nos limitar à observação superficial em relação às diversas mímicas dançadas, como: "Oxum mira-se no seu espelho, portanto é vaidosa".

Com relação à coreologia, isto é, ao estudo da dança, como fundamentado, entre outros, por Rudolf von Laban (1950), convencionou-se em definir quatro elementos básicos para uma descrição do movimento: tempo, espaço, peso e fluência. O caráter "mocional", ou seja, o caráter arquetípico de cada um dos quatro orixás enumerados acima e expressado em movimento, encontra assim a sua correspondência direta e clara:





Omolu: peso
Oxumaré: fluência


Oxum: tempo
Iansã: espaço

“A sociedade brasileira é construída sobre uma revisão das civilizações africanas. A dinâmica da sociedade é a mesma há cinco séculos, mas as questões mudaram e hoje temos a lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira na rede escolar.

Um afro abraço.
fonte:odia.ig.com.br/.../o.../especial-caixa-e-tarol-identidade-sonora/www.radio.uol.com.br/letras-e-musicas/samba-enredo/

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Espetáculo com a Trajetoria de Paulo da Portela....


  "A História de Paulo Benjamim de Oliveira, ; o musical
  0 Paulo da Portela", com  direção de Aduni Benton e texto de Wilson Machado, estreia dia
de março (quinta-feira) às 20h na Sala Baden Powell.( A UNEGRO RJ é uns dos apoiadores

"Com a participação especial de Zezé Motta, direção musical de Gabriel Moura, cenografia de Carlos Alberto Nunes, Figurinos de Di Bonilho e Supervisão de direção de Rubens Lima
Jr, o espetáculo trará à cena a vida de uma figura importante, que contribuiu para que o samba, gênero musical que tem origem nos morros e nas rodas dos bambas da praça Onze e que hoje é considerado patrimônio cultural e imaterial brasileiro, ganhasse visibilidade, tornando-se popular e bem aceito".

Paulo da Portela foi o elo que propagou a interação entre artistas, intelectuais, políticos e o universo do samba, uma colaboração inestimável para o reconhecimento e ascensão dessa expressão artística nascida nas camadas populares da sociedade.

Três atores se revezam a viver Paulo da Portela: Wilson Rabelo (que na peça, faz o Paulo narrador), Leonardo Castro (Paulo jovem) e Thiago Justino (que encarna o personagem já no fim da vida). No espetáculo, Paulo trafega por estações de sua vida, revivendo emoções adormecidas no baú de sua memória. Leveza e elegância, garra e determinação,
Adicionar legenda
incompreensão e desejo, alegrias e mágoas permeiam um desfile de acontecimentos marcantes em companhia de amigos e companheiros como Cartola, Heitor dos Prazeres Antônio Rufino e Antônio Caetano.

"A peça mostra a essência desse extraordinário homem, sensível, mas combativo defensor do povo negro, que estava à frente de sua época e brigava pela dignidade e respeito ao sambista", explica Aduni Benton que também dirige a Cia É tudo Cena! - grupo teatral
voltado para a pesquisa, valorização e promoção da cultura negra e afrodescendente brasileira e responsável pela montagem.

"A História de Paulo Benjamim de Oliveira, o Paulo da Portela" tem idealização de Umberto Alves Sobrinho Neto do Paulo da Partela. pesquisa de Maria Valéria, direção de produção de Marcos Paulo Silva, direção de movimentos e preparação corporal de Carlos Muttalla, e reúne também no elenco Cridemar Aquino, Douglas Moura, André Nepomuceno, Negrogum, Carlos Maia, Lucas Araújo, Carlos Muttalla, Arthur Pimenta, Maria Cayres e Chris de Paulo, além dos atores da Cia. É Tudo Cena! Leandro Nicolau, Cristina Raibolt, Ana Suely Malta e Plínio Abençoado, que estarão em cena na companhia de 3 músicos que executam ao vivo composições de Paulo da Portela e outros clássicos do samba carioca.

O espetáculo cumpre temporada de 5 a 29 de março - de quinta a domingo, no mês em que o Rio de Janeiro completa seus 450 anos, e é mais um presente para a cidade e os cariocas.

Um pouco sobre Paulo da Portela

Nascido em 18/06/1901, a história do grande Paulo Benjamim de Oliveira se confunde com o
surgimento do samba na cidade do Rio de Janeiro. Paulo da Portela (conhecido assim por ter residido na Estrada do Portela, em Oswaldo Cruz) foi um dos primeiros a lutar pelo reconhecimento profissional do sambista. Trabalhou incansavelmente a partir da década de 20, para dar dignidade aos sambistas, fazendo com que deixassem de ser tratados como marginais pela polícia.

Aos 20 anos já era conhecido nas redondezas e respeitado por todos. Estudou pouco, mas era articulado e grande orador, capaz de emocionar aqueles que o ouviam. Esteve envolvido em boa parte dos blocos que surgiram naquela época: Ouro Sobre Azul, Quem Fala de Nós Come Mosca, Baianinhas de Oswaldo Cruz, Conjunto Carnavalesco Oswaldo Cruz e Vai Como Pode - este último tendo originado a GRES Portela, em 1935. Era compositor e teve seus sambas gravados por grandes nomes na década de 30 e 40.

Em 1941, em pleno desfile, desentendeu-se com sua escola por motivo aparentemente banal.
Em 30/01/1949 faleceu vítima de um ataque cardíaco. O comércio de Madureira fechou para passagem do cortejo fúnebre e o povo chorou a saudade do seu poeta e professor.

fonte:www.sidneyrezende.com\unegro-cultura

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Fórum Social Mundial fortalece movimentos na Tunísia....

O Fórum Social Mundial (FSM) é um evento altermundialista organizado por movimentos sociais de muitos continentes, com objetivo de elaborar
alternativas para uma transformação social global. Seu slogan é Um outro mundo é possível.

"O número de participantes tem crescido nas sucessivas edições do Fórum: de 10 000 a 15 000 no primeiro fórum, em 2001, a cerca de 120 000 em 2009, com predominância de europeus, norte-americanos e latino-americanos, exceto em 2004, quando o evento foi realizado na Índia."

Os fóruns

Os fóruns são realizados anualmente. Os Dois primeiros foram em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A partir de então decidiu-se que seria itinerante(Itinerante é um termo com origem no latim cujo significado está relacionado com o ato de se deslocar constantemente, de percorrer itinerários) devendo ser sediado em várias cidades diferentes a cada ano. Em 2006 foi policêntrico (Caracas, Karacki e Bamako) e em 2008 foi descentralizado. Em 2007 foi na África, durante os dias 20 e 25 de janeiro em Nairóbi (Quênia) e em 2009, aconteceu em Belém do Pará.
O Fórum Social Mundial 2013, que aconteceu entre os dias 26 e 30 de março, em Túnis, capital da Tunísia, teve a presença de cerca de 70 mil participantes, integrantes de movimentos sociais, sindicatos e associações de todo o mundo.

Participantes podem fazer inscrições individuais, propor atividades em Túnis ou à distância, aglutinar atividades semelhantes de outras organizações e propor conjuntamente assembleias de convergência.

Tunísia 2015-
 
Por que novamente na Tunísia:

A primavera árabe vive uma certa frustração e retrocesso. Com essa

perspectiva, a próxima edição do Fórum Social Mundial, que se realizará novamente na capital de Túnis, entre 24 e 28 de março de 2015, redobra sua importância. "É necessário aumentar o nível de consciência dos cidadãos para mobilizar mais contra as injustiças, as desigualdades e em favor da liberdade e da dignidade de nossos povos”, enfatiza o pesquisador econômico marroquino Mimoun Rahmani, 46 años, membro ativo do Fórum Social de Magreb. Rahmani (foto) é também um importante analista político e social da região; militante do ATTAC (movimento em favor da aplicação de uma Taxa Tobin para punir os capitais especulativos internacionales) e membro do grupo de coordenação do Comitê pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo/ África (CADTM).
Confira as orientações do Comitê Organizador

Estão abertas as inscrições, presenciais e à distância, para a edição do FSM 2015, que terá lugar Túnis, de 24 a 28 de março. As inscrições são necessárias para o bom andamento das etapas de organização do FSM e permitem propor atividades, associar-se a outros movimentos ou organizações, propor uma assembleia de convergência, reservar um stand, etc.


Para propor uma atividade, é preciso primeiro fazer o registro individual http://registration.fsm2015.org/es/user/register), em seguida registrar uma organização ou vincular-se a uma já registrada.

LEMBRE-SE: somente as organizações poderão propor atividades ou assembleias!

Em caso de dificuldade no acesso à internet, ou de organização ou pessoa sem acesso à internet, contatar a comissão organizadora na Tunísia: contact@fsm2015.org

Telefone: 00 216-55890979 (Romdhane: FR / AR) ou 00 216-54687020 (Nils: EN / ES)


1- Inscrição Individual:

São informações necessárias para o registro:

* Nome de usuário: nome ou apelido para acesso ao seu espaço de participação
* E-mail: Seu endereço de e-mail em que você receberá um e-mail para confirmar a inscrição individual
* Preencha os outros dados como nome, sobrenome, etc. antes de enviar o formulário de inscrição, clicando em "criar uma conta"
* Quando tiver validado o registro você receberá um e-mail para confirmar a inscrição (por vezes, esta mensagem pode cair na pasta ou spam). Entre no lik enviado por email para concluir o registo individual, escolher uma senha, inserir uma foto opcional em seu perfil, etc.
Em caso de dificuldade, escreva para contact@fsm2015.org

2- Inscrição de organização:

Faça logon no site usando seu nome de usuário e senha

Siga o link "cadastre sua organização"

Preencha todos os campos relativos à sua organização

3- Sugerir uma atividade:

Como você já deve saber, o essencial no FSM são as propostas de organizações e movimentos de vários lugares do mundo. Para tornar isso possível, é necessário seguir as seguintes etapas:

Desde 15 de Novembro até 31 de janeiro de 2015 (PRORROGADAS ATÉ 10 DE FEVEREIRO), todas as organizações podem propor atividades (debates, workshops, seminários ...) no site especificando a "campanha" na qual o tema se insere. (ver lista no site)

A partir do momento que a atividade proposta é confirmada, ela se torna visível para todas as organizações e pessoas registradas no site do FSM2015. Isso garante a transparência do processo e facilita a aglutinação de atividades.

A partir das inscrições, serão definidos eixos e áreas temáticas do Fórum com base nas diretrizes emanadas das atividades propostas. Isso garante uma maior fidelidade às preocupações das organizações participantes.

Em 21 de janeiro, também começou a etapa aberta de aglutinações de atividades com questões semelhantes. Esta fase é muito importante porque
permite que o FSM de desempenhar o seu verdadeiro papel: trocar experiências, criar campanhas e ações internacionais.

De 1º a 28 de Fevereiro, serão feitas as inscrições definitivas, quando devem ser informados o tamanho das salas, as necessidades de interpretação, as preferências de data e hora, bem como a organização (ou não) de uma atividade estendida.

De 15 de 28 de fevereiro de 2015, podem ser propostas assembleias de convergências. Para ser válida, a convergência deve ser apresentado por pelo menos cinco organizações / movimentos ou 2 redes que representem pelo menos duas regiões principais do mundo.

Entre 1º e 10 de março, as diferentes propostas de convergência são aglutinadas.

No início de março, o programa do FSM 2015 será divulgado no site do evento e, finalmente, será impresso em papel.

O pagamento das atividades deve ser feito entre 1º fevereiro e 20 março de 2015.

CAMPANHAS

Antes de propor uma atividade, você deve identificar uma grande campanha com a qual a atividade se relaciona. Não se trata de espaços ou temas (que serão definidos em função das atividades propostas) mas de facilitar o processo de atividades de pesquisa e de agregação. Várias campanhas já estão propostas no site. Mas se você não encontrar uma campanha que contemple o seu projeto, agradecemos seu contato com a Comissão Metodologia do FSM 2015, pelo e-mail: methodologie@fsm2015.org


Para propor uma atividade:

1 Acesse o site usando seu nome de usuário e senha
2- Se ainda não inscreveu sua organização, faça isso
3- Preencha a guia "Sugerir uma atividade", uma para cada atividade que sua organização queira propor.

4- Escolha a campanha relativa à sua atividade (ou entre em contato com a comissão de metodologia, se necessário).
ATENÇÃO

Tendo em conta que o FSM é um espaço de convergência entre movimentos e
organizações em todo o mundo, agradecemos a gentileza de facilitar o processo de aglutinação traduzindo a descrição (e título) de sua atividade em um máximo de línguas oficiais do FSM 2015 (Inglês, espanhol, árabe, francês e português), ou em pelo menos dois desses idiomas.

Um afro abraço.

FONTE: https://fsm2015.org/pt-pt

Simplesmente Gandhi ...

Nomes : Gandhi, Mohandas (Mahatma) Karamchand
Nascido : 02 de outubro de 1869, Porbandar, Gujarat, na Índia
Morreu : 30 de janeiro de 1948, em Nova Deli, Índia


Em resumo : Possivelmente o mais celebrado internacionalmente indiano. Sua mensagem de resistência passiva e uma abordagem não-violenta à luta pela independência tem inspirado pessoas em todo o mundo. Sua mensagem de igualdade para as mulheres e os intocáveis ​​colocá-lo na vanguarda dos movimentos em direção à justiça social, tanto a sociedade indiana e sul-Africano.

* Nota: O foco desta biografia é sobre a vida e os tempos de Gandhi na África do Sul.

Mohandas Gandhi nasceu em uma família hindu em 2 de outubro de 1869, em Porbandar, Gujarat, na Índia.Seus pais pertenciam a uma casta comerciante. Ele foi educado na Índia, de onde ele foi para ler direito, em Londres, Inglaterra. Ele qualificou como advogado em 1891 e em vez de voltar para a Índia para lutar contra o governo imperial tomou nenhum interesse na política e estabeleceu-se na profissão de advogado em Bombaim.

Inicialmente Gandhi fracassou miseravelmente, sua prática em colapso e ele voltou para casa para Porbandar. Foi enquanto ele estava pensando em seu futuro aparentemente desolador que um representante de uma empresa de negócios indiano situado no Transvaal (hoje Gauteng), África do Sul ofereceu-lhe emprego. Ele estava a trabalhar na África do Sul por um período de 12 meses para a taxa considerável de £ 105,00.

Em 1893 ele chegou a Durban, onde permaneceu por uma semana antes de sair para Pretoria por trem. Ele comprou um bilhete de primeira classe. Durante a viagem de um passageiro branco reclamou a partilha de um compartimento com um "cules" e Gandhi foi

convidado para ir para um vagão de terceira classe. Em sua recusa, ele foi retirado à força do trem na estação de Pietermaritzburg. Aqui ele passou a noite e mais tarde ele descreveu o evento como a influência mais importante sobre o seu futuro político.
Ghandi se recupera em casa do Reverendo Doke em Braamfontein (início de 1900). © Museu de África. Johannesburg.

Quando Gandhi chegou à África do Sul a crescente atitude anti-nacional indiana tinha se espalhado para Natal (agora KwaZulu-Natal). O direito de auto-governo havia sido concedido a Natal em 1893 e os políticos foram aumentando a pressão para aprovar legislação destinada a conter o 'comerciante [indiana] ameaça'. Dois projetos de lei foram aprovados nos dois anos seguintes que limitam a liberdade dos índios severamente. A Lei de Imigração Emenda Bill afirmou que qualquer indiano teve que retornar para a Índia no final de um período de escritura de cinco anos ou tiveram que ser re-indentured por mais dois anos. Se ele recusou uma quantia de £ 3 taxa anual tinha que ser pago. O projeto de lei entrou em direito em 1895 A Franchise Emenda Bill foi introduzido em 1894 Ele foi projetado para limitar a franquia para os índios que tiveram a votação. Embora houvesse apenas 300 deles, em comparação com 10 000 eleitores brancos, o Bill causou indignação entre os líderes da Índia. Eles decidiram contestar a medida por qualquer meio à sua disposição.

Gandhi teve um papel de destaque em sua campanha planejada. Como uma carta-talentoso escritor e planejador meticuloso, foi atribuído a tarefa de compilar todas as petições, organizando reuniões com políticos e abordando cartas aos jornais. Ele também fez campanha na Índia e fez um, inicialmente, entrar com recurso para o Secretário de Estado britânico para as colônias, Senhor Ripon. A formação do Natal do Congresso indiano em 22 de agosto de 1894 marcou o nascimento da primeira organização política permanente de se esforçar para manter e proteger os direitos dos índios na África do Sul.

Em 1896 Gandhi havia se estabelecido como um líder político e empreendeu uma viagem à Índia para lançar uma campanha de protesto em nome dos índios na África do Sul. Ele tomou a forma de cartas escritas para jornais, entrevistas com os principais líderes nacionalistas e uma série de reuniões públicas. Sua missão causou grande alvoroço na Índia e consternação entre autoridades britânicas na Inglaterra e no Natal.Gandhi constrangeu o governo britânico o suficiente para causar-lhe para bloquear o projeto de lei de franquia em um movimento sem precedentes, o que resultou em sentimentos anti-indianos em Natal atingindo novos níveis perigosos.

Em seu retorno à África do Sul, Gandhi e 800 outros passageiros foram impedidos de desembarcar por quase um mês, como resultado de manifestações dockside diárias e

regulamentos de quarentena do governo. Branco hostilidade contra os índios resultou em surto violento e ao sair do navio Gandhi foi agredido por um grupo de manifestantes. A intervenção da esposa do comissário de polícia Durban salvou de ferimentos graves e teve de ser contrabandeado de sua casa disfarçado de policial para evitar novos incidentes.

O governo britânico, assustado com o tumulto, permitiu a passagem do Bill Franchise com a condição de que os índios não foram especificamente mencionados nas disposições. O Bill foi apressado pelo parlamento em 1896, seguido por mais dois projetos de lei que visam «Passageiro» índios. Restrição Imigração Bill e os 'Dealers licenças Bill afirmou que os futuros imigrantes tinham que possuir £ 25, e teve que falar e escrever Inglês, e também autoridades municipais poderes para recusar licenças de comercialização em razão da 'insanitation'. Autoridades começaram a recusar quaisquer licenças candidatos indígenas e muitos comerciantes acusados ​​Gandhi de empurrar autoridades longe demais.

Em 1901, Gandhi retornou à Índia depois de servir como o líder de um corpo indiano de maqueiros do lado das forças britânicas na Guerra Africano Sul . Ele acreditava que os comerciantes em Natal tinha perdido a batalha para conduzir seus negócios sem impedimentos. Ele voltou para a África do Sul em 1902, após uma tentativa frustrada de ganhar uma posição de liderança no movimento nacionalista indiano e em 1903 fundou o Indian Opinion jornal. A publicação teve um papel importante na divulgação da filosofia que resultou na resistência passiva campanha. Gandhi também foi responsável pela abertura do regime de regularização de auto-ajuda Phoenix perto de Durban.

Gandhi foi envolvido na formação Índico britânico Association (BIA) em 1903, o movimento era evitar expulsões propostas de índios no Transvaal, sob a liderança britânica. De acordo com Arthur Lawley, o recém-nomeado vice-governador Lord Alfred Milner , brancos deviam ser protegidos contra os índios no que ele chamou de "luta entre Oriente e Ocidente para a herança dos territórios semi-vazios da África do Sul".

Em 1906, o Governo Transvaal aprovou uma lei tornando obrigatória para os índios ao longo de oito anos de idade para realizar uma passagem rumo a sua impressão digital. Isso causou indignação entre a população indígena e foi decidido em uma reunião em massa com a participação de mais de 3000 pessoas que nenhum índio se aplicariam de registo e que tenta impor a lei seria recebido com resistência passiva.Gandhi viajou para Londres para continuar o seu protesto e Lord Elgin, o Secretário Colonial, concordou em retirar da lei. Infelizmente, o Transvaal foi concedida auto-governo em 1907 ea Lei Pass (Act 2 de 1907) foi reintroduzido.

Em 28 de dezembro de 1907 as primeiras prisões de índios que se recusam a se registrar foram feitas, e até o final de janeiro 1908, 2000 asiáticos havia sido preso. Gandhi também havia sido preso várias vezes, mas muitas figuras-chave do movimento fugiram da colônia, em vez de ser preso. Eventualmente Gandhi eo líder da população chinesa na África do Sul,
Leung Quin, chegou a um acordo com Jan Smuts , Transvaal Secretário Colonial, segundo o qual a lei seria revogada se todos inscritos voluntariamente. Ele foi severamente criticado pelo compromisso e até se ofereceu para ser o primeiro a se cadastrar. Smuts negou quaisquer promessas feitas a Gandhi e em seu caminho para o escritório de registro de que ele foi agredido. Em junho de 1909, ele partiu para Londres, depois de ter defendido a sua posição como líder da comunidade comerciante Transvaal.

Gandhi retornou à África do Sul em dezembro de 1909 para encontrar que os membros do Congresso Indiano Natal (NIC) foram abertamente conspirando contra ele. Ele estava lutando por sua sobrevivência política e retirou-se para Tolstoy, uma fazenda que ele havia comprado em 1910 para apoiar as famílias dos resistentes passivos presos. Gandhi apenas ficou sob os olhos do público novamente em 1912 como resultado de uma visita à África do Sul por estadista indiano Gopal Krishna Gokhale. Ele foi acusado de impedir os adversários de suas políticas para falar com o visitante e, finalmente, em 26 de abril de 1913 Gandhi e seus rivais na NIC seguiram caminhos separados.

Em 13 outubro de 1913 uma nova campanha foi iniciada em Newcastle, Natal, em protesto contra a £ 3 tributária imposta aos índios ex-indentured. O objetivo era ganhar o apoio das classes trabalhadoras e da mobilização de comerciantes Newcastle por Thambi Naidoo , um lugar-tenente e líder do Tamil beneficiar a sociedade com base Joanesburgo. O apoio dos trabalhadores ferroviários e mineiros foi inscrito e em 16 de outubro de 1913 o início da greve . Duas semanas mais tarde, entre 4000 e 5000 os mineiros tinham derrubado suas ferramentas. Para disseminar a ação Gandhi começou levando grevistas ao longo da fronteira do Transvaal ao longo da linha férrea Durban / Johannesburg em 29 outubro de 1913.

Durante a marcha Gandhi foi preso e soltou sob fiança três vezes, mas a marcha continuou. Mais tarde, PK Naidoo e outros líderes também foram presos, mas ainda assim as pessoas desfilaram diante. Em Standerton onde manifestantes pararam para descansar e comer, Gandhi foi abordado por um magistrado que ficou em silêncio ao seu lado até que ele terminou servindo a comida informou que ele tinha vindo para prendê-lo. Gandhi se virou para ele com calma e disse: 'Parece que recebi promoção na classificação, como magistrados dão ao trabalho de me prender em vez de meros agentes da polícia. " Ele foi preso e encarcerado na delegacia Vaal. No tribunal, Gandhi descobriu que cinco outros manifestantes também havia sido preso. Eles foram mantidos na prisão, mas Gandhi foi libertado sob fiança de 50 quilos. Após a sua libertação Gandhi se juntaram à marcha de novo, mas antes de chegarem Balfour foi preso novamente, desta vez pelo diretor de imigração. Os trabalhadores continuaram a marcha. Eles chegaram em Balfour, ao descobrir que havia três trens que esperam para deportá-los de volta para Natal. A tentativa de detenção do tribunal falhou como Smuts optou por esperar, uma estratégia de sucesso, como a maioria dos grevistas estavam prontos para voltar ao trabalho até novembro.

A volta a greve pontânea em Natal alterou radicalmente a situação. Aqui confronto violento governado e vários grevistas foram mortos e feridos em confrontos com a polícia e manifestantes mais unidos. Até o final de novembro 1913 mercados de produtos em Durban e Pietermaritzburg havia chegado a um impasse, usinas foram fechadas e hotéis, restaurantes e casas ficaram sem os trabalhadores domésticos. Relatórios da Índia relativas à prisão de Gandhi e brutalidade da polícia causou alvoroço eo governo britânico foi forçado a formar um acordo com os grevistas.

Gandhi foi liberado para negociar com Smuts sobre o Alívio Bill indiana , uma lei que descartou o imposto de  3 em ex-trabalhadores indentured. A lei foi desfeito.
Gandhi deixou a África do Sul em 18 de julho de 1914 a retornar à sua Índia natal. Aqui, ele levou seu país à independência total após 30 anos de oposição ao domínio britânico.

Shri Nautamlal B. Mehta (Kamdar) foi o primeiro a usar e conferir "Mahatma" na Mohandas Karamchand Gandhi em 21 janeiro de 1915 em Kamri Bai School, Jetpur, na Índia. A partir de então, Gandhi era conhecido como Mahatma Gandhi e foi reconhecido como Mahatma, que significa literalmente "uma grande alma".


Em 30 de janeiro de 1948 um fanático hindu Mohandas Karamchand Gandhi assassinado.

Um afro Abraço.

fonte:
Sita - Memórias de Sita Gandhi , Uma Dhupelia-Mesthrie (ed.) (2003) [Em linha]. Sul-Africano Online História [acessada 07 julho de 2009]
Resistência passiva na África do Sul: Movimentos e campanhas [online]. Sul-Africano Online História [Acessado em 07 julho de 2009].
Comemorando o Centenário da liquidação Pheonix 1904-2004 (Online). Sul-Africano Online História [Acessado em 07 julho de 2009]
"Seu espírito vive": Tribute To Mahatma Gandhi . Resistente passivo [Online] 06 de fevereiro de 1948 Disponível em: anc.org.za [Acessado em julho 7, 2009]
A vida e morte de Mahatma Gandhi . BBC News [Online] 29 de janeiro de 1998 Disponível em: bbc.co.uk.[Acessado em 07 de julho de 2009]
Resistência começa [Online]. Universidade de UKZN [Acessado em 07 de julho de 2009]

Eminem - Love The Way You Lie ft. Rihanna

domingo, 1 de fevereiro de 2015

2 de Fevereiro e dia de: Yemanjá, Iemanjá, Janaína, Rainha do Mar, Aiucá, Dona Janaína, Inaê ou Maria princesa do Aioká...

“Dia de Iemanjá” é festejado no dia 02 de fevereiro, homenageando a “Rainha do Mar” trazendo das profundezas do oceano as bênçãos da Mãe de Todas as Cabeças. Neste dia, convido você a participar gratuitamente de nossas comemorações recebendo as graças de
Iemanjá. Na obrigação realizada no dia 02 de fevereiro, entrego oferendas no “Barco de Iemanjá”. Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Iemanjá para os mais diversas finalidades, pelas características de crescimento e harmonia dessa orixá, os fiéis da Umbanda costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas na família, no trabalho, no amor e na gravidez, etc. 

A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de “sincretismo” encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais “manifestações pagãs” em suas propriedades."

Etimologia: "Aioká" é uma possível corruptela de Abeokuta, cidade nigeriana onde, segundo as lendas, teria nascido Iemanjá...

Na mitologia ioruba, o dono do mar é Olokun, que é pai de Iemanjá, sendo ambos de origem Egbá. Yemojá é saudada como Odò ("rio")ìyá ("mãe") pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, orixá do mar (masculino no Benim e feminino em Ifé), referida como sendo a "rainha do mar" em outros países. É cultuada no rio Ògùn, em Abeokuta.
História

Pierre Verger, no livro Dieux d'Afrique , registrou: "Iemanjá é o orixá das águas doces e salgadas dos Egbá, uma nação yoruba estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja . As guerras entre nações yorubas levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade. O rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún (Ogum), o orixá do ferro e dos ferreiros."

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras e até por membros de religiões distintas. Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração
envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até o templo mor, localizado no bairro Rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados. Todavia, na cidade de São Gonçalo, os festejos acontecem no dia 10 de fevereiro.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro e em todo litoral brasileiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar, oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à orixá. Na umbanda, é considerada a divindade do mar.

Qualidades:
Yemowô - que, na África, é mulher de OxaláIyamassê - é a mãe de Sàngó.Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé,Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável,Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão. É a mais velha.
Dia: sábado.
Data: 2 de fevereiro.
Metal: prata e prateados.

Cor: azul
Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá, melancia, cocada branca.

"Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras".

Em Angola existe a crença na divindade que se chama Kianda , equivalente a Iemanja protetora dos pescadores e rainha das aguas. Faz-se todo ano a Festa da Kianda em Luanda em outros bairros praianos de Luanda, na provincia de Bengo na lagoa do Ibendoa

Em Cuba, Yemayá também tem as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de Regla e faz parte da santería como santa padroeira dos portos de Havana. Lydia Cabrera fala em sete nomes igualmente, especificando que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.

"Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na
floresta.
(Jorge Amado)


fonte:Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia "Orixás da Bahia", página 293Ir para cima Yéyé omo ej/Wikipédia, a enciclopédia livre 

AS ÚLTIMAS COMUNIDADES TRIBAIS DA TERRA...

Ainda residem neste mundo povos que acreditam que a energia de todas as coisas é o maior Deus do universo. Existem outros, que nunca tomaram banho na vida e tem um perfume e brilho de pele mais vibrantes que a maioria de nós que mantemos nossos hábitos tradicionais de limpeza. Esses são povos que vivem à sua própria maneira, interpretando a natureza como esta tem se mostrado para eles desde o inicio dos tempos.

Povos não-contactados, também chamados de povos isolados ou tribos perdidas, são comunidades as quais vivem ou viveram, por escolha (pessoas vivendo em isolamento voluntário) ou por circunstâncias, sem contato significante com a civilização globalizada. Poucos povos têm permanecido totalmente sem contato com a civilização global. Ativistas dos direitos indígenaspedem para tais grupos serem deixados isolados, indicando que irá interferir com seu direito de auto-determinação. A maioria dos povos isolados estão localizados em áreas de floresta densa na América do Sul e na Nova Guiné, havendo ainda alguns grupos que vivem nas Ilhas Andamão, na Índia. A descoberta da existência desses povos acontece mais frequentemente por causa de encontros infrequentes e às vezes violentos com tribos vizinhas e por filmagens aéreas. Tribos isoladas podem ter baixa imunidade a doenças comuns que podem matar de 50% a 80% de suas populações após o contato
 Pra começar:


Tribal é um termo relativo a tribo. Uma tribo é um conjunto de pessoas agrupadas por uma cultura, língua, história e costumes comuns. Cada tribo possui seus próprios costumes: dança, cânticos, instrumentos musicais, rituais, artesanato, pinturas e outros elementos que são reconhecidos como pertencentes a uma tribo. Há diversos termos relacionados a tribo, por exemplo, som tribal, artesanato tribal, pintura tribal, etc.

Nas tribos indígenas, as pinturas no corpo normalmente indicam a posição social ocupada por um integrante da tribo. Os desenhos geométricos e abstratos dessas pinturas inspiraram a criação de tatuagens escolhidas por homens e mulheres em todo o mundo. Para os Maoris, nativos da Nova Zelândia, as tatuagens eram feitas na cabeça e possuíam um forte significado, pois indicavam o nível social de cada homem. As tatuagens tribais foram evoluindo e cada desenho pode possuir múltiplos significados. Em alguns casos, os motivos tribais são escolhidos apenas pela beleza e mistério que representam.

O povo Maasai, encontrado no serenqueti. Desde pequenos são preparados para serem grandes guerreiros, na verdade acreditam ser o último povo guerreiro do mundo. O ancião é muito respeitado em sua cultura e desde pequeno eles já sabem que terão de absorver muito conhecimento para criar o gado e proteger sua família de todo o tipo de predador ou invasor. Eles são monoteístas e acreditam que o Deus criador de tudo fez o céu e a terra e deu os gados para que eles cuidassem. Como estética, costumam perfurar a orelha e praticar o alongamento de seus lóbulos, além de usarem aros de metal em suas orelhas esticadas. Mulheres raspam a cabeça e retiram dois dentes do meio do maxilar inferior (para entrega oral da medicina tradicional). A tribo Maasai, tem sua riqueza medida pelo número de gado e filhos que tem. Os homens podem ter tantas esposas quanto eles possam sustentar. Cada mulher é responsável pela construção de sua própria casa. Os Maasai são famosos por seu salto de dança (Adumu), realizada pelos homens da aldeia, que saltam no ar para mostrar a sua força e resistência como guerreiros tribais. Seus saltos altos, são acompanhados pelo canto de outros membros do grupo.

Nas sociedades tribais, não há exploração do homem pelo homem, pois não existe divisão de classes sociais nem a idéia de lucrar com o trabalho alheio. Tampouco há dominação de uns poucos sobre os demais, pois ninguém detém o direito exclusivo de usar armas contra os

outros. Em outras palavras, não há o Estado nem o poder privado do senhor, instituições que dividem a sociedade entre os que mandam e os que obedecem (Clastres, 1974). Como não há Estado, cada um detém a força para fazer justiça pelas próprias mãos quando for pessoalmente lesado ou tiver algum parente que tenha sido lesado por outrem. Mas esse acerto de contas segue regras sociais bem definidas.

Nessas sociedades, a produção de alimentos e de objetos, realizada por todos na base da cooperação familiar extensa, mereceu de alguns a definição de "modo de produção doméstico", teoria contestada por outros. De acordo com os primeiros, os familiares colaborariam no trabalho e todos receberiam segundo sua necessidade. Ninguém trabalharia mais do que o necessário, o que as tornou, segundo outros autores, "sociedades de abundância" e "sociedades de lazer" (Sahlins, 1970). Mas hoje predomina a idéia de que as pessoas trabalham e se relacionam pela posição que ocupam na rede e no sistema de parentesco, segundo diferentes regras, e não por serem "trabalhadores". De modo geral, o que marca essas relações é a reciprocidade: para cada benefício, malefício ou dom recebido, existe a obrigação de retribuir, mesmo que a retribuição não seja imediata (Mauss, 1974; Sahlins, 1970).

Himba- Namibia
A comunidade Himba, está localizada no sul da Àfrica. Eles vivem próximo ao rio Kunene, que divide Namíbia e Angola, e circulam livremente entre os dois países. Essa terra é simplesmente uma das mais selvagens da Àfrica. Eles vivem muito distantes do resto sociedade, mantendo fielmente suas tradições intocadas desde o século XV. Esse povo mantém a dinâmica seminômade e viajam pelo deserto como os leões e elefantes em busca de água para si e para o gado, este centro de sua cultura.

No passado, essas famílias eram verdadeiramente donas de suas terras em Namíbia, porém, após o extermínio de 1904 (comandado pelo general alemão Von Trotha), perderam seus direitos naturais sobre a terra e vivem “alojadas”, em fazendas que são propriedade de descendentes de colonizadores do país. Mantem costumes estéticos curiosos como o fato de suas mulheres desde que nascem nunca tomarem banho, apenas fazem uma mistura de manteiga e pó de uma noz e espalham pelo corpo para se protegerem do sol, essa mistura lhes dão uma linda cor avermelhada na pele. As relações familiares estão muito distantes das quais conhecemos. Homens e mulheres não são monogâmicos, e é praticamente exigido que mulheres se relacionem com mais de um homem para serem consideradas férteis e produtivas a vida (as mulheres consideram-se felizes com isso). O trabalho da tribo fica praticamente todo sobre as mulheres sobrecarregando-as , estas ordenham, cozinham, produzem vestimentas, artesanatos, transportam variados tipos de alimentos pesados por longos caminhos e ainda devem educar os filhos e tomar as decisões mais importantes da tribo, como a de quem vai para a cidade estudar (apenas 5% da população Himbra vaia escola). Esses fatores configuram essa tribo como sendo praticamente matriarcal. As tentativas cada dia mais frequentes dos povos ocidentais de civilizar essa região, como propostas de construção de fábricas e hidrelétricas, vem ameaçando essa forma de sobrevivência. Só nos resta observar essas imagens enquanto há tempo para isso.

Dani- Papua/Nova Guiné
Os Dani vivem 1600 metros acima do nível do mar, no meio da montanha gama de Papua Indonésia Jayawijaya. Eles são agricultores e usam um sistema de irrigação eficiente. Achados arqueológicos provam que o vale tem sido cultivado por 9.000 anos. Por serem

guerreiros persistentes, conhecidos por lutarem bravamente por seu território, são o povo mais temido da Papua. Porém, não comem carne humana, nem mesmo de seus inimigos. As tribos têm uma extraordinária e rica comunicação por via oral. E como tradição, contam mitos, contos populares, provérbios mágicas e encantos.

Esteticamente os homens utilizam o koteka ou cabeça de pênis. A cabaça é uma peça de roupa tradicional. Sem ela, os homens consideram-se nus. As ferramentas das tribos não mudaram em milhares de anos: machados de pedra, sacos pendurados na testa, arcos de cinco ou seis metros de comprimento e pontas de flechas esculpidas especificamente para fins particulares, como matar grandes pássaros ou seus inimigos continuam a ser utilizadas até os dias de hoje. Sua cultura material é limitada às coisas indispensáveis da vida diária. No entanto, eles apreciam o luxo modesto de adornos corporais.

Dentro da tribo, os grupos de parentesco ou as divisões sociais são considerados equivalentes. Por isso algumas sociedades tribais são chamadas duais, pois cada metade teria o mesmo poder e o mesmo prestígio. Outras denominam-se segmentares, porque cada segmento é equivalente ao outro. Algumas tribos africanas asiáticas, entretanto, têm linhagens aristocratas e linhagens plebéias, o que estabelece diferenças de poder entre elas. Mas é um engano pensar que as tribos, mesmo as menos diferenciadas como as duais, sejam inteiramente cocantes entre os sexos, diferenças entre as classes e os grupos de idade, diferenças de prestígio entre pessoas, diferenças de tamanho, local de moradia e de riquezas entre os grupos de parentesco. Tudo isso cria possibilidades de que tensões venham a explodir em conflitos, aliás bastante comuns dentro das tribos.Mas há uma grande diferença entre como prevenir ou solucionar os conflitos dentro e entre as tribos. Dentro das tribos, existem muitos meios de evitar, por meio da comunicação e do acordo, que brigas degenerem em conflitos armados e mortes. Entre as tribos, as relações, por definição, são de inimizade, de desconfiança ou de cuidado. Por isso, muitos afirmam que as sociedades primitivas ou tribais se caracterizam pelo estado de guerra entre elas. Não é a fome nem a necessidade, nem a rivalidades comerciais, porém, que explicariam por que algumas são mais aguerrida do que outras (Clastres, 1982).

Maori- Nova Zelândia



Os Maori são a população aborígene da Nova Zelândia. Hoje a população Maori, originalmente da Polinésia, totaliza 15% da população neozelandesa. Os Maori tem uma tradição cultural muito forte, mantida com custo por seus antigos e atuais membros. Esta população indígena se diferencia de outros povos colonizados, como os índios brasileiros, os norte americanos e os Aborígenes australianos pelo fato desses povos terem sido massacrados pelos seus colonizadores e terem "decidido" abandonar sua tradição e adquirir os costumes e regras do colonizador. Já com os Maori, ocorreu diferente, estes, resistiram o quanto puderam, lutaram batalhas sangrentas e até mesmo se alimentaram dos corpos de seus inimigos. Essa postura fez com que os colonizadores desistissem de guerrear e propusessem um acordo com os Maori, e assim aconteceu. A cultura Maori é rica e baseada fortemente em sua religião que é politeísta.

A arte é um elemento muito forte e original. A Dança e a Música Maori estão presentes o tempo todo, e canta-se (ou chora-se cantando), até mesmo em enterros. As músicas em geral, contam a história de uma pessoa ou de uma lenda, e são bonitas de ouvir. No artesanato, os Maori são mestres nas esculturas em madeira e nas artes trabalham com desenhos geo

Os Maori utilizam um costume muito peculiar que é o de tatuarem seus corpos para mostrarem status e para guardarem histórias de família. As mulheres geralmente são tatuadas no queixo e os homens no braço. Atualmente está diminuindo o número de Maoris tatuados.

Kazakhs- Mongolia

São os descendentes de turcos, do povo mongol e tribos Indo-iranianos e hunos que povoaram o território entre a Sibéria e o Mar Negro.

Eles caçam com águias, tocam instrumentos de duas cordas e vivem a uma elevada altitude necessitando de cavalos para se locomoverem. Os cavalos são artigos de extrema necessidade, utilizam tanto para caçarem quanto para se locomoverem no rígido inverno das montanhas. O inverno nas montanhas chega a ter 30°C negativos. Os cazaques da Mongólia são (como os seus irmãos na Cazaquistão, Uzbequistão, China e 

Rússia), um povo turco provenientes de partes do norte da Ásia Central.

Yali- Papua Indonésia/ Nova Guiné

São uma tribo que vive nas montanhas da indonésia. Eles vivem nas florestas virgens do planalto. Os Yali são reconhecidos oficialmente como pigmeus, com homens de pé em apenas 150 cm de altura. Vivem em uma cultura poligâmica e utilizam adornos no pênis chamados Koteka, estes servem para fornecerem distinção da identidade tribal. Eles são uma das poucas tribos canibais do planeta. Eles não utilizam roupas, apenas o adorno no pênis.

Nenets-Sibéria

Os Nenets são pastores de Rena que vivem sob um inverno de menos de 50°C e no verão a menos 35°C. Os Nenets vivem com amigos e familiares, e reunidos, tem o hábito de tomarem chá preto todos os dias. Eles tentam manter sua cultura apesar de após a Russia Stalinista dominar o local ter obrigado todas as crianças a se matricularem em colégios.

Os Nenets, reverenciam as Renas simbologicamente. Eles fazem as migrações sazonais com elas para as protegerem dos seus predadores. A rena desempenha uma papel vital nas tradições dos Nenets, servindo até mesmo como dote para casamento. Nenhum povo do Ártico que conhecemos, têm persistido por tanto tempo e tão desafiante. Hoje, são mais de 10.000 nômades com seus rebanhos de 300.000 renas, vivendo sobre os pastos da tundra ártica.

Asaro- Papua-Nova Guiné
Os Asaros, são um número de homens vindos de diferentes tribos que viveram espalhados por todo o planalto por 1000 anos, em pequenos clãs agrários, isolado por terreno áspero e dividido pela linguagem, costumes e tradições. O lendário Asaro Mudmen, encontraram pela primeira vez com o mundo ocidental em meados do século 20. Diz a lenda que os Mudmen foram obrigados a fugir de um inimigo para o Rio Asaro onde esperou até ao anoitecer para escapar. Na hora da fuga, o inimigo viu o Asaro subir nos bancos cobertos de lama e pensou que eles eram espíritos. Após esse evento, os Asaros passaram a aplicar a lama e máscaras para manter viva a ilusão e aterrorizar outras tribos. Inicialmente, o povo optou por fazer máscara pois acreditavam que a lama do Asaro era venenosa. A tribo aplica a lama e põem suas máscaras para aterrorizar outras tribos de manhã cedo até os dias de hoje.

Rabari- Índia Ocidental

Por quase 1.000 anos, os Rabaris vaguearam os desertos e planícies do que é hoje a Índia ocidental. Acredita-se que esta tribo, com uma fisionomia peculiar persa, migraram do planalto iraniano mais de um milênio atrás. Nessa comunidade são as mulheres que gerenciam as aldeias e cuidam do dinheiro. São elas que negociam também todas as mercadorias que produzem e fazem todo o trabalho intelectual da comunidade. Levam muitas horas tecendo tecidos aos quais estão depositado toda a identidade de sua cultura. Os tecidos são de uma importância vital para eles sendo representado em seus bordados a mitologia da qual acreditam. As meninas aprendem a bordar desde novas para produzir um enxoval que será o dote de seu casamento. O gado é a principal fonte de renda da tribo. As mulheres se tatuam para fins religiosos, terapêuticos e decorativos. Eles tatuam símbolos mágicos em seus pescoços, seios e braços. Os homens Rabari, são fascinados por suas mulheres sempre com adornos e tatuagens e passam horas as olhá-las em suas tarefas. Rabaris são hindus devotos.

"O casamento, que celebra a vitalidade da vida e assegura a sua continuidade, é considerado de extrema importância. Tradicionalmente, os casamentos podem ser eventos extravagantes, e eles ocorrem em um determinado dia do ano: a festa de Gokulashtami, o aniversário de Krishna. Os casamentos infantis são tradição na tribo."

Sociedades tribais:

"Como resultado do processo de sedentarização, as sociedades humanas se tornaram mais complexas. As relações sociais se definiam pelo parentesco e pela manutenção da ordem interna da comunidade. Por volta de 6.000 a.C. começaram a surgir as primeiras sociedades tribais organizadas em torno de referências culturais e de um antepassado comum, seja consangüíneo ou mitológico. A agricultura, a pecuária e a troca de produtos por produtos ( escambo ) eram as atividades mais desenvolvidas por tais comunidades"

                                                

Mustang- Tibet

O antigo reino de Lo está ligada pela religião, cultura e história para o Tibete, mas é politicamente parte do Nepal. Agora a cultura tibetana está em perigo de desaparecer, ele está sozinho como uma das últimas culturas verdadeiramente tibetanas hoje existentes. Até 1991 nenhum forasteiro foi autorizado a entrar no grupo Mustang. Uma das características desse grupo é a poliandria. Uma mulher pode se relacionar com vários irmãos. Isso ocorre porque se cada homem casasse com uma mulher diferente deveriam dividir a terra tornando
 todas as famílias pobres. Eles acreditam que o corpo é um microcosmo do universo, composto pelos cinco elementos básicos: terra, fogo, água, ar e espaço. A tensão entre os elementos é a principal causa de doença. O povo de Lo pratica o budismo tibetano.


Dassanech- Grande Vale do Rift da África

Kalan- Indonésia/Papua Nova Guiné
Mursi- Etiópia
Arbore- Etiópia 

Essa tribo está estimada em 200.000 pessoas tribais que viveram lá por milênios. A vida no Vale do Omo mudou muito pouco desde a virada do primeiro milênio. As tribos vivem uma vida simples de caça, coleta e criação de gado. Em época de migrações, são as mulheres que constroem e derrubam suas casas. Qualquer um pode ser aceito no bando desde que aceite ser circuncidado. Essa tribo tem a cultura de caçar crocodilos.
Karo- Etiopia
Drokpa- Índia
Esse um povo que vive na caxemira, território disputado por India e Paquistão. O antigo reino do Himalaia de Ladakh. Os historiadores têm identificado as pessoas Drokpa como os únicos descendentes autênticos dos arianos deixado em Índia. Uma teoria é que as Drokpas originais, eram um grupo de soldados do exército de Alexandre, que perdeu o seu caminho, quando regressava à Grécia depois de terem sido derrotados pelo rei indiano Porus em 326 aC. Durante séculos, os Drokpas mantiveram sua cultura de beijar esposas alheias em público sem nenhuma inibição ou conflito. Grupos de mulheres e homens da tribo faziam linhas para beijar de forma aberta e fervorosa sem qualquer consideração para os relacionamentos conjugais. Como a prática foi considerada incivilizada pelo exército, foi proibida essa manifestação explicita de afeto - os Drokpas agora só podem realizar essa exposição apaixonada na ausência dos militares.

Os Drokpas são completamente diferentes - fisicamente, culturalmente,linguisticamente e socialmente - dos habitantes das redondezas.Homens e mulheres Drokpas são altos e justo, com os olhos grandes, levemente coloridos, lábios grossos, nariz e sobrancelhas distintos. Como resultado, eles consideram-se superiores e não se casam em outras comunidades. Esta é a forma como a insularidade da tribo preserva sua etnia. Os Drokpas são apreciadores de música, dança, jóias, flores e vinho. Sua exuberância cultural se reflete em vestidos requintados e ornamentos, usados principalmente em festivais como o latesummer Bonano festival, quando homens e mulheres dançam por três noites.

Samburu- Kenya/Tanzânia
A crença nos espíritos dos antepassados e até mesmo bruxaria são comuns. Os Samburu acreditam, em encantos e fazem rituais tradicionais para fertilidade, proteção, cura e outras necessidades. A tribo Samburu tiveram conflitos culturais com a Somália, e assim consideram o Islã com grande suspeita. Praticamente nenhum Samburu tornou-se Muçulmanos. Tradicionalmente, eles acreditam em um criador distante, um supremo Deus, a quem eles chamam Nkai ou Ngai, assim como outros povos de língua Maa. Esse povo mora em belas montanhas, grandes árvores, cavernas, e nascentes de água. A maior esperança de um homem velho que se aproxima da morte nessa comunidade é ser enterrado diante de uma majestosa montanha, a sede do Nkai.

Huli- Papua Nova Guiné

Acredita-se que os primeiros Papua Nova Guiné migraram para a ilha mais de 45 mil anos atrás. Hoje, contabilizam mais de 3 milhões de pessoas. As tribos lutam por terra, por porcos e mulheres. Grande esforço é feito para impressionar o inimigo. A maior tribo, a Wigmen Huli, pintam seus rostos de amarelo, vermelho e branco e são famosos por sua tradição de fazer perucas ornamentadas de seu próprio cabelo. Um machado com uma garra completa o efeito intimidador
. Tribos Sambia podem ser encontradas na Nova Guiné. Além de construir força e lealdade, costumes tribais relativos a escolas de iniciação também giram em torno de masculinidade. Na Tribo Sambia, os homens são separados das mulheres durante o processo de iniciação e ensinados que as mulheres são perigosas. Considerados eles mesmos como pessoas femininas, os meninos são transformados em ferozes e fortes guerreiros masculinos através de aulas e atividades extenuantes. O objetivo da Tribo Sambia é distinguir entre meninos e meninas através de masculinização. Enquanto as meninas são vistas como indivíduos indefesos, incapazes de se defenderem, os meninos são vistos como guerreiros que protegem a tribo dos inimigos.

Eles praticam a agricultura cíclica, movendo-se para um novo local depois que o solo é esgotado para permitir o reflorestamento e recuperação. As mulheres são excepcionais agricultores. Os primeiros ocidentais a visitar as terras altas ficaram impressionados por encontrar vastos vales de jardins cuidadosamente planejados e valas de irrigação. Os cultivos incluem batata doce, milho, couves e mandiocas.



Banna- Etiópia

Huaoroni- Amazônia/Argentina/ Equador

Por pelo menos mil anos, a floresta amazônica do Equador, tem sido o lar do Huaorani (que significa "ser humano" ou "o povo"). Eles se consideram a tribo mais valente na Amazônia. Até 1956, eles nunca tinham tido qualquer contato com o mundo exterior. Os Huaorani identificam profundamente a onça-pintada como um importante e majestoso predador. De acordo com o mito, são os descendentes de um acasalamento entre um jaguar e uma águia. Eles nunca vão caçar uma onça. Eles também nunca matarão cobras, pois elas são consideradas uma força do mal e um presságio ruim, a anaconda, em particular. Mandioca fermentada é o principal ingrediente para sua cerveja, que corre abundantemente durante as festividades. O polígamo Waodani casa tradicionalmente dentro da tribo, através de casamentos entre primos.

Tupã eicatu opacatu mbae monhanga” (Deus mostra-se bom fazendo todas as coisas). “Aerobiar Tupã” (confio em Deus). “Tupã cura”, completa Potira, pondo-se a encher os pulmões o mais que pode e, inflando as bochechas, sopra sobre a minha ferida. Apesar do esforço, faz isso com tanta leveza que eu nem sinto dor e até me distraio apreciando os tons violáceos que afloram na pele da rapariga (...).

Potira continua soprando, pois, segundo crêem os selvagens, o sopro, isto é, o ar insuflado nos seres, tonifica os organismos e dá-lhes vida. Tupã também, como Javé, fizera o primeiro homem do barro: pegou uma mão cheia de terra, amassou-a bem, modelou com ela uma figura de gente, soprou-lhe em seguida o nariz e deixou cair no chão, começando o boneco a engatinhar. Depois de soprar a região lesada, a minha pequena “piaga” (pajé), com a mesma delicadeza, passa a sugá-la, encovando as bochechas e puxando o pus para si, gargarejando e lançando fora em seguida, num só jato, entre a gosma e a pustema, com a mímica do vômito, o espírito maligno, o quid misterioso que penetrou em mim. O pronto alívio que sinto, confesso, muito me impressiona, abalando-me a descrença que até então trazia na terapêutica tupi.

Chukchi- Sibéria

Ao contrário de outros grupos nativos da Sibéria, os Chukchis nunca foram conquistadas pelas tropas russas. Seu ambiente e cultura tradicional suportaram a destruição sob o domínio soviético, os testes de armas e a poluição. Devido ao clima rigoroso e dificuldade da vida na tundra,a hospitalidade e generosidade são muito apreciados entre os Chukchi.

O Chukchi são um povo muito antigo do Ártico, que vivem principalmente na península de Chukotka. Se distinguem entre duas culturas, os de pastores de renas, sendo nômades e os caçadores de mamíferos. Os alimentos básicos consumidos pelo interior Chukchi são produtos de criação de renas: veado cozido, cérebros de rena e de medula óssea. Nas artes as mulheres são hábeis nos bordados e confecções de todas as roupas e os homens fazem esculturas com ossos de morsas. Ambos os sexos são responsáveis pela caça, porém, as tarefas mais habituais a elas em tempos bons são da limpeza e reparação das carnes, cozinhar alimentos, costurar e trabalhar na reparação de roupas e preparar as peles de renas ou morsas. E a função principal dos homens é a de caçar mamíferos e pescar.



A temperatura no inverno é de menos 54°C e a do verão de menos 10°C. Devido ao clima rigoroso e a dificuldade da vida na tundra, hospitalidade e generosidade são muito apreciados entre os Chukchi. É proibido recusar qualquer um, até mesmo um estranho, ou seja, é proibido negar abrigo e alimento. Se espera que a comunidade se prontifique para acolher aos órfãos, as viúvas e os pobres. Entre eles a avareza é considerado o pior defeito de caráter que uma pessoa pode ter.
Pra concluir...
 Eis um ponto essencial nos fundamentos do Direito das sociedades da Antigüidade, ágrafas ou detentoras de um código escrito: a religiosidade impregnando as tradições e as decisões de cunho jurídico. O sistema de crenças de tais sociedades influenciava decisivamente a aplicação da justiça. O recurso à divindade era constantemente utilizado. Regra religiosa e regra jurídica não tinham distinção. Os deuses julgavam. Os deuses condenavam.


Um afro abraço.

fonte: fote net/www.ehow.com.br/www.trabalhosfeitos