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Rebele-se Contra o Racismo!

domingo, 25 de maio de 2014

Há uma sensação de normalidade na Comissão de Direitos Humanos :

Vivemos o preconceito moderno, infelizmente...
O sentido da política é a liberdade? A pergunta sobre o sentido da política resulta de duas experiências: as formas totalitárias de Estado e o desenvolvimento das possibilidades de destruição, cujo monopólio o Estado detêm. 


Nas formas totalitárias de Estado toda a vida dos homens foi politizada; assim a liberdade não mais existia. No pensamento totalitário o homem não deve obstruir o fluxo da história; através da coação, do terror, das pressões ideológicas, a abolição da liberdade é alcançada.

Discriminação* (distinção) de grupos foi uma característica muito importante na evolução da vida em grupo. Não é nenhuma novidade que tanto grupos de animais sociais não-humanos quanto grupos humanos identificam dois grupos sociais: o ”nós” e os “outros” (em psicologia evolutiva chamados “insider” e “outsider group”). Não surpreendentemente, “bárbaro” era o nome dado pelos gregos aos que não eram gregos. “Bárbaros” significa “os outros”. Da mesma forma, “tapuia” era o nome dado pelos Tupis a quem não era Tupi. Tapuia é a versão tupi de “os outros”. Também não surpreendentemente, bárbaros e tapuias recebiam significados pejorativos. “Os outros” não são somente os outros, eles geralmente são também os inimigos. Os outros não são “civilizados”, os outros não têm nossos costumes, os outros são violentos, os outros são maus, os outros não seguem nossos deuses (que são os únicos verdadeiros), os outros tem comportamentos estranhos que não são os nossos, os outros nos trazem doenças, os outros comem nossa comida, os outros nos matam, os outros merecem ser combatidos. Em suma, o inferno são os outros.

Entretanto essa discriminação de grupos “nós” e “os outros”, presente nos animais que vivem em grupo, não exatamente corresponde ao preconceito humano. O preconceito humano evoluiu em função da vida social permitindo um maior sucesso na sobrevivência ao conseguir comida, água e abrigo (nada surpreendente até agora), mas foi carregado de particularidades humanas como religião e aspectos culturais e de dominação.Enfim o preconceito é uma decisão moral pré-concebida. Surge antes de se investigar e, certamente, muito antes de se analisar o ponto em questão. Sendo assim, sempre está carregada de conotações negativas. Geralmente os mais preconceituosos são indivíduos inseguros, aqueles que têm medo de perder sua posição e que têm "incerteza" acerca de seu "status" na sociedade...


Se liga:
Discriminação. Tenha em mente que discriminar também significa distinguir. A evolução dos preconceitos segue a mesma lógica do desenvolvimento dos significados da palavra “discriminação”: Primeiramente, distinção de grupos; segregação , preconceito institucionalizado.

É desconfortável saber desse anseio, mas depois fica parecendo que, numa situação como essa, até os constrangimentos acabou perdendo força.  

Sabe-se que os dois integram a turma de oportunistas do Congresso. Protegem-se no pretexto de que são moralistas ou religiosos para atacar gays, negros, índios e tudo o que consideram inferior ou anormal.      Bolsonaro e Feliciano estão incorporando seus modos à normalidade brasileira e debochando de todos nós. Um substitui o outro onde nunca deveriam estar. São representantes dos preconceitos mais rasteiros e ainda se apoderam de uma comissão que, em vez de acolhê-los, deveria enquadrá-los como aberrações morais.
Essa é a nossa normalidade. Os dois juntaram-se a outras formas de pilantragem na política para vender o marketing de que combatem o diabo em todas as suas manifestações. Bolsonaro e Feliciano são os legisladores antidemônio.

Você, que vai à missa, respeita as religiões alheias e separa fé de falcatrua, é claro que não acredita em nenhum dos dois. Mas você sabe que seu vizinho acredita, que uma tia adora Bolsonaro e um sobrinho admira o Feliciano.
A Espanha tem um partido neofranquista, a Grécia convive com seu similar. 


No Brasil, a direita se reorganiza a partir dos esforços para reenquadrar costumes. Foi o que sobrou para os seguidores dos Bolsonaros e dos Felicianos. Perseguir índios, negros, gays e mulheres de minissaia.     Essa dupla é o subproduto de uma direita que existiu até algum tempo, com alguma consistência ideológica. Sobrou uma feroz ignorância. Os dois são empobrecedores de qualquer reflexão entre o que possa ser progressista e atrasado, direita e esquerda, civilizado ou primitivo.

E por que existem os Bolsonaros e os Felicianos e por que devemos nos preocupar com eles? Porque a direita bem nascida perdeu o charme e teve o espaço ocupado por figuras da terceira divisão do reacionarismo. Os eleitores de Bolsonaro e Feliciano não estão apenas nas chamadas classes populares. Os dois acolhem órfãos da classe média desamparada, que votam constrangidos no que têm à mão.  Bolsonaro e Feliciano são figuras medievais e ocupam postos importantes no Congresso porque isso passou a ser a nossa normalidade. Na política, os dois são guardiões do que devemos seguir como norma.
Só não brinque com o poder de destruição dessa gente. Um e outro são inspiradores das atitudes dos que saem às ruas e, em nome da pregação absolutista, espancam gays e prostitutas. Se não é possível curar, como Feliciano deseja, que se eliminem os homossexuais.

Até o secretário-geral da ONU entrou no debate, considerando a violência que se manifesta em toda parte e pode aparecer com força nas Olimpíadas de Inverno na Rússia. Lá, as leis determinadas pela turma de Putin vão punir tudo o que genericamente for considerado “propaganda homossexual”. Ban Ki-moon quer uma vigilância mundial contra a homofobia.
O Congresso brasileiro não deve estar nem aí para apelos da ONU.

Algumas das muitas declarações sobre racismo...
Em março de 2011, Feliciano postou em sua conta na rede social Twitter frases que foram consideradas racistas por vários setores da sociedade, ao dizer: "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polemica (sic). Não sejam irresponsáveis twitters. [...] A maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!" (Feliciano defende uma das vertentes teológicas que afirma que os povos africanos negros vivem sob a chamada "Maldição de Cam", descrita no livro Gênesis da Bíblia e interpretada de várias maneiras, e de que essa seria a causa dos problemas sócio-econômicos e políticos enfrentados pelo continente africano). Para Roberlei Panasiewicz, teólogo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a afirmação de Feliciano é fundamentalista"

Algumas bandeiras políticas:
Projeto contra as cotas raciais...
Em 2006, como forma de protesto contra a formulação de políticas de cotas raciais nas universidades públicas, o deputado apresentou um projeto de lei complementar na Câmara dos Deputados, propondo o estabelecimento de cotas para deputados negros e pardos. Bolsonaro admitiu em seguida que, se o projeto fosse à votação, seria contra ele.

Defesa da pena de morte...

Em várias entrevistas, Bolsonaro se posicionou favoravelmente à instituição da pena de morte no Brasil para casos de crimes premeditados pois, segundo ele, "o bandido, ele só respeita o que ele teme". Também é a favor da redução da maioridade penal e em 2008, foi o único deputado do Rio de Janeiro a votar contra o projeto de lei para ampliar o uso de armas não-letais, justificando que esse tipo de recurso já é utilizado.

Mas o cenário está completo? Você, que não aguenta mais ficar sem luz, sem ônibus e sem água, sabe que ainda vai piorar. Bolsonaro e Feliciano podem ser os deputados mais votados nas eleições de outubro. Mais eu creio que o povo pode curar este pessimismo...

Eu conheço  políticos evangélicos que não distorcem as coisas e nós da UNEGRO temos  evangélicos entre seu quadros de militantes e também parlamentares ,  é certo que  o parlamentar é eleito para  representar mais do que um segmento politico que o elegeu mais deve se lembrar que ele é servidor do povo brasileiro e  de todos os contribuintes porque nós pagamos o seu salario e todas as sua regalias e quando falamos de Cultura,Religião, falamos de Direito de LIBERDADE...

Gente   ou o povo é cego ou é burro!


Eu fui interna em um colégio de freiras (irmãos franciscanas alcantarinas) e estudei muito a bíblia e estudei que Lúcifer , se rebelou contra o Senhor teu deus...( embora bem e agora tenha certeza que a ciência  também é o caminho para a atividade e evolução)

...Estas são questões metafóricas, mas vale á pena juntar-se aos grupos que lutam por um mundo melhor, e se rebelar eticamente contra quem usa as religiões que desejam podar o ser humano castrando nossa mentalidade anestesiando nosso potencial.

... Vale á pena pensar por conta própria e dizer NÃO, oras, e não foi isso o que Lúcifer fez? Pedófilos, assassinos, ladrões, etc... Todos esses seres do mau, se acham no direito e se julgam um dos maiores libertadores, fazem isso para encobrir o próprio mau que há dentro de si mesmo, o mau está ai, quem não se rebelar contra o mau , viverá tal como uma ovelha que obedece e perde perdão por falta de coragem e vergonha para enfrentar os próprios demônios com a moral de um ser humano... 

...Um inimigo somente pode tornar-se inimigo quando já foi um amigo, há de ter alguma relação entre as partes, caso contrário, jamais acontecerá inimizades.

... Se um dia foi amigo, houve concordância, e se houve discordância foram por motivos corretos! 
Quem é o Herói? 
Quem esta certo?
Agora me pergunto que é o Santo?

Quem é o Demônio?

- Vocês entenderam a metáfora?...

... Aquele que aprisiona seus cordeiros, ou aquele que liberta e diz para fazer e viver pensando por conta própria?

Um afro abraço.


Claudia Vitalino.
(obs: eu não sou candidata)

fonte:wp.clicrbs.com.br/.../2014/Wikipédia, a enciclopédia livre

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Bem agora que passou..:Negras não são mães?!?!?!.

Mãe é tudo igual...

"A mãe negra não. Ela pede ao seu deus que seu filho não seja abordado pela segurança
de qualquer lugar e entre para as estatísticas"...

Bem pra começo de conversa...

Precedentes históricos do movimento A história do movimento negro começa quando eles chegaram ao Brasil na época colonial; os negros foram trazidos como mercadoria pelos portugueses. A mão de obra era utilizada nos canaviais e, como o açúcar estava em alta, cultivou-se a cana-de-açúcar na colônia, o que gerou bastante lucro, uma vez que a mão de obra era barata. O transporte se fazia por meio dos navios negreiros e as condições precárias resultavam na morte dos escravos. Eles ficavam amontoados e no mesmo lugar em que dormiam, era o próprio banheiro. As fezes e urina em local fechado e em contato com crianças, jovens e adultos, geravam contaminações.

O processo de escravização, o machismo e o preconceito, a mulher negra brasileira encontrou em sua espiritualidade ancestral os mitos, os símbolos e os exemplos que lhe inspiraram insubordinação e lhe permitiram construir uma nova e altiva identidade ; apropriação e atualização desse patrimônio cultural, as mulheres negras vêm conformando organizações inspiradas na mitologia africana e nas histórias de suas antepassadas. Nesse processo de afirmação identitária, buscam, em instituições femininas da tradição religiosa, nas figuras míticas e nas ancestrais coletivas, os valores e modelos de insubordinação para confrontar a ordem patriarcal e racista.

Há séculos a noção convencional da Mãe Preta construída pela sociedade racista: um símbolo de subordinação, abnegação e bondade passiva.

A mãe-preta é figura muito presente na história brasileira, desde o período da escravidão até os primeiros anos do século XX, quando as negras passam a serem preteridas pelas brancas imigrantes. Momento em que a sociedade não valorizava mais o trabalho das mulheres negras e nem a presença delas na cidade. Amas criadeiras passaram a ser vistas como

perigosas moradoras de cortiços que transmitiam doenças para as famílias brancas. A partir da metade do século XIX, apareceram imagens divergentes de ama-de-leite:
Olha ! pediu ela, faz-me um filho, que eu preciso alugar-me de ama-de-leite...Agora estão pagando muito bem as amas! A Augusta Carne-Mole, nesta última barriga, tomou conta de um pequeno aí na casa de uma família de tratamento, que lhe dava setenta mil-réis por mês!...E muito bom passadio!...Sua garrafa de vinho todos os dias!...Se me arranjares um filho dou-te outra vez o coelho!

O sistema que se representa, particularmente e uma mulheres míticas, oferece vivências que a sociedade machista nega. É conservador, que moldou a moral brasileira passada, impôs às mulheres entre dois estereótipos a santa ou a devassa. Do ponto de vista patriarcal, esta última só encontra redenção ao abdicar de sua sexualidade. As deusas africanas legitimaram a transgressão dessa dicotomia maniqueísta. As deusas africanas são mães dedicadas e amantes apaixonadas.

Hoje o tema das relações raciais, vinculado ao do atual desenvolvimento do Brasil, evoca a reflexão sobre o que seria desenvolvimento com igualdade racial. No mote das metas planetárias de maior volume de produção e acúmulo de capital, muitas vezes é priorizado o desenvolvimento econômico, às custas de racismo e sexismo, entre outras desigualdades e violências. Este tema foi oferecido como subsídio para os debates na III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, de novembro de 2013.


Racismo institucional e mortalidade evitável.
"Saúde é direito de todos e dever do Estado", são os princípios da universalidade, equidade, integralidade e controle social da saúde, no entanto há indícios de desigualdades remanescentes na saúde. Teoricamente, com o manejo adequado, a morte por epilepsia é igualmente evitável para criança ou adulto, homem ou mulher; branco ou preto; economicamente desfavorável ou não. 

Porém, os serviços de saúde, intencionalmente ou não, contribuem para reproduzir a desigualdade racial na saúde, evidências mostram que ela não se associa à situação sócio-econômica do negro sugerindo a existência de racismo institucional, resultado do conjunto de políticas e normas de procedimentos e do comportamento dos membros das instituições
A Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil.
A Pesquisa do Ipea, avaliou o impacto da Lei Maria da Penha sobre a mortalidade de mulheres por agressões. Infelizmente, o estudo mostra que não houve redução das taxas anuais de mortalidade, comparando o período antes e depois da Lei, que entrou em vigor em setembro de 2006. Entre 2001 e 2006, a taxa de mortalidade por 100 mil mulheres foi de 5,28. Já de 2007 a 2011, o número foi de 5,22. Conforme destaca o estudo, em 2007 houve uma ligeira queda, imediatamente após a vigência da Lei.

O Espírito Santo é o estado com maior taxa de feminicídios, com 11,24 para cada 100 mil mulheres, seguido pela Bahia (9,08) e Alagoas (8,84). O nordeste é a região com taxas mais altas, com média de 6,9.

A pesquisa, que foi realizada com base no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, ainda calcula que, em média, ocorrem 5.664 mortes de mulheres por

causas violentas a cada ano, 472 a cada mês, 15,52 a cada dia, ou uma a cada hora e meia.

As mulheres jovens foram as principais vítimas: 31% estavam na faixa etária de 20 a 29 anos e 23% de 30 a 39 anos. Ou seja, mais da metade dos óbitos (54%) foram de mulheres de 20 a 39 anos.

Outro fato revelado pela pesquisa é que as mulheres negras e pobres são as principais vítimas da violência. No Brasil, 61% dos óbitos foram de mulheres negras, que foram as principais vítimas em todas as regiões, à exceção da Sul. Merece destaque a elevada proporção de óbitos de mulheres negras nas regiões Nordeste (87%), Norte (83%) e Centro-Oeste (68%). A maior parte das vítimas tinham baixa escolaridade, 48% daquelas com 15 ou mais anos de idade tinham até 8 anos de estudo.

O estudo ressalta ainda a dificuldade de obtenção de informações acuradas sobre feminicídios: “Os sistemas de informação sobre mortalidade não documentam a relação entre vítima e perpetrador, ou os motivos do homicídio. Por isso, foi feita recomendação para a inclusão de um campo na declaração de óbito (DO), visando a permitir a identificação dos óbitos de mulheres decorrentes de situações de violência doméstica, familiar ou sexual e o monitoramento destes eventos”


A saúde da mulher negra.
A especificidade da saúde da mulher negra começou a ser discutida a partir de reivindicação das próprias mulheres negras, coincidindo com o surgimento de grupos de mulheres negras organizados nas diferentes regiões do país. A esterilização cirúrgica, tema controvertido e polêmico, foi o eixo que conseguiu unir e desencadear o processo de trabalho conjunto, que atualmente se estende às outras questões dos direitos reprodutivos ? espaço onde o movimento de mulheres tem investido grande parte da sua energia.

Os dados socioeconômicos referentes à população negra por si só já são indicadores de seu estado de saúde: 85% das mulheres negras encontram-se abaixo da linha de pobreza e sua taxa de analfabetismo é o dobro, se comparada a das mulheres brancas. Somando-se a isso o menor acesso aos serviços de saúde de boa qualidade, as mulheres negras têm maior risco de contrair e morrer de determinadas doenças do que as mulheres não negras.

Os dados nacionais sobre o acesso das mulheres negras ao pré-natal estão diretamente relacionados com as classes sociais às quais pertencem: 50% das mulheres de baixa renda não têm acesso ao pré-natal, com o que podemos deduzir que as mulheres negras devem ser as grandes prejudicadas, já que elas se encontram nas faixas de menor renda da população.

Os dados de morbidade da Secretaria Municipal de Saúde da cidade d Rio de Janeiro, levantados pelo programa que introduziu o quesito cor? no sistema de informação, confirmam os dados nacionais. As mulheres negras têm acesso muito menor ao pré-natal, que se inicia mais tardiamente do que o das mulheres não negras.

A situação norte-americana.


Encontrei na bibliografia norte-americana alguns dados sobre as diferenças entre a

morbidade e a mortalidade das mulheres negras e brancas. 

Por exemplo:
* com relação à expectativa de vida, as mulheres brancas dos EUA apresentaram uma média de 75,3 anos e as mulheres negras, de 69,4 anos;
* 52% das mulheres com AIDS nos Estados Unidos são negras;
* a taxa de mortalidade infantil entre as crianças negras é quase o triplo daquela constatada em relação às crianças brancas;
* as taxas de mortalidade materna nos Estados Unidos demonstram que as mulheres negras morrem duas vezes mais por causas maternas do que as brancas;
* as pesquisas norte-americanas mostram que as mulheres negras têm três vezes mais possibilidade de desenvolver o lupus, doença auto-imune que está ligada também às condições de vida em geral e cuja possibilidade de ocorrência aumenta se a mulher é jovem e negra. A maioria dos casos de lupus diagnosticados nos Estados Unidos refere-se a mulheres jovens e negras, apesar de esta ser uma doença de diagnóstico às vezes difícil na população como um todo, pela diversidade dos sintomas;
* em relação à hipertensão arterial, os dados dos EUA são mais ou menos os mesmos que os do Brasil. Apesar da importância dessa doença para as mulheres, até agora poucas pesquisas vêm sendo realizadas, e apenas entre homens. No tratamento das mulheres constata-se a discriminação: mesmo quando têm sintomas, ou problemas cardíacos, as mulheres acabam sendo tratadas mais tardiamente. A literatura refere que nas mulheres negras este diagnóstico vem muito mais tarde que para as brancas, sendo que as negras têm uma possibilidade maior de apresentar a doença. (Isto também acontece no Brasil. Os dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo ? referentes à demanda do Sistema Único de Saúde e pesquisados através de queixas da população ? revelam que, na parcela da população preta atendida com queixa de doenças cardiovasculares, a hipertensão alcança um índice 9,2% superior aos apresentados pelas pardas e brancas);
* em relação à doença inflamatória pélvica, que constitui uma das causas de esterilidade, os dados mostram que nos Estados Unidos ela é muito mais comum nas mulheres negras que nas brancas. Embora muitas pessoas afirmem ser esta uma doença relacionada à prática da liberdade sexual e até à promiscuidade, ela está intimamente ligada aos níveis de condições de vida das mulheres;
* os dados sobre fibroma ou mioma apresentam números maiores para as mulheres negras. (No Serviço de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Ribeirão Preto, entre 1986 e 1988, foram pesquisadas 432 mulheres portadoras de fibroma, perfazendo 18% dos casos de internação. Neste período, comparativamente, este índice foi 3,2% mais freqüente entre as mulheres negras. Os/as pesquisadores/as declaram que a predisposição biológica parece ser um fator importante no aparecimento e na modulação do crescimento do mioma. Quem trabalha com uma outra visão, que não a da ginecologia tradicional, sabe que o mioma está relacionado com fatores alimentares, estresse e com as condições de vida em geral);
* no câncer de colo de útero, que é um tipo de câncer ligado às condições socioeconômicas das mulheres, a taxa é duas vezes mais alta para as mulheres negras do que para as brancas nos Estados Unidos;
* no caso do câncer de mama, as mulheres negras têm menor predisposição para desenvolvê-los. Há uma série de explicações para isto, entre elas a questão alimentar, relacionada à quantidade de proteína ingerida. Mas o que os dados mostram é que, na última década, de 12% a 15% das mulheres negras com câncer de mama apresentaram uma média de sobrevida cinco vezes menor que as mulheres brancas. Isto quer dizer que, apesar de as mulheres negras terem menos câncer de mama, elas morrem em maior quantidade e mais precocemente por esta ocorrência. É evidente que isto está ligado não só às condições vida, mas, sobretudo, ao acesso dessas mulheres a serviços de saúde de boa qualidade;
* em relação ao diabetes, as mulheres negras apresentam uma particular vulnerabilidade para desenvolver esta doença. Atualmente, enquanto o homem negro tem 9% a mais de probabilidade de desenvolver diabetes do que o homem branco, as mulheres negras têm aproximadamente 50% a mais de chance de se tornarem diabéticas que as mulheres brancas.

Se liga:
O ano de 2015 marcará os 320 anos do assassinato de Zumbi dos Palmares, o qual, como qualquer outra pessoa, teve mãe, e, provavelmente, negra. O dia escolhido para essa grande marcha foi o 28 de setembro – “Dia da Mãe Preta”. Neste dia, no ano de 1871, foi assinada LEI Nº 2040, que veio a se chamar Lei do Ventre Livre. 

(O dia da  Mãe Preta e para ampliar a visibilidade da luta e denunciar o desrespeito que
a mulher negra vem sofrendo há séculos).

Um afro abraço.

Fonte: “Racismo e Sexualidade nas Representações de Negras e Mestiças no Final do Século XIX e Início do XX”/www.portalsaofrancisco.com.br/conectas.org/pt/acoes/saude-da-mulher-negra

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cuba: Preparativos para el Festival del Caribe, em Santiago de Cuba de 3 a 9 de julho...


XXXIV Edição do Festival do Caribe o Festa do Fogo o maior encontrou das culturas pertencentes a diáspora africana no Caribe . Como e já tradicional cada ano em minha condição de etnólogo e promotor cultural da Casa do Caribe no Brasil, venho organizando junto a outras entidades parceiras e com a participação de Havanatur&Trevel a delegação que pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Salvador de Bahia e Maranhão estará viajando a esse importante encontrou da herança africana em nosso continente.


Festival do Caribe.
Um dos festivais mais importantes de Cuba acontece anualmente em Santiago. A popular “Fiesta Del Fuego” é um evento artístico internacional que ocorrerá entre 3 e 9 de julho de 2014.

Havana, (Prensa Latina) O 34 Festival do Caribe, também conhecido como a Festa de Fogo, regressará ao oriente cubano em julho próximo, neste ano com Suriname como país convidado de honra.

"Este evento, tem a finalidade de ampliar a delegação que represente sua riqueza e diversidade cultural. e intercambio entre Brasil e Cuba visto a importância deste Festival para, também, consolidar os laços com Cuba".

Música, dança, literatura, culinária, teatro e artes visuais do Suriname chegarão à oriental cidade de Santiago de Cuba, sede da maior festividade dedicada à influência caribenha neste país.

Importante:
A Casa do Caribe, que é a organizadora do encontro - acrescenta que esta edição também contará com sessões teóricas, oficinas, desfiles populares, premiações e homenagens.
Entre os tributos, destaca um dedicado ao poeta surinamês Robin Drobú, de quem será desvelado um busto, e se calcula que assistirão mil convidados estrangeiros.
Além disso, os organizadores adiantaram que a Festa de Fogo do próximo ano será dedicada ao aniversário de meio século de Santiago de Cuba, este ano é Bahamas será o país convidado de honra.
Havana, (Prensa Latina) O 34 Festival do Caribe, também conhecido como a Festa de Fogo, regressará ao oriente cubano em julho próximo, neste ano com Suriname como país convidado de honra.

O compromisso do evento, e ter também uma ampla delegação que represente de vários países da americana latina, como o Brasil com sua riqueza e diversidade cultural a importância deste Festival e também, consolidar os laços entre Cuba e Brasil .

- Música, dança, literatura, culinária, teatro e artes visuais do Suriname chegarão à oriental cidade de Santiago de Cuba, sede da maior festividade dedicada à influência caribenha.
Além disso, os organizadores adiantaram que a Festa de Fogo do próximo ano será dedicada ao aniversário de meio século de Santiago de Cuba, e Bahamas será o país convidado de honra.

Se liga:
"Com caráter cultural, oferece debate sobre questões raciais,sobre literatura, arte, cultura,religião afro-brasileira,folclore e cinema, com representantes do Brasil. As manifestações tomam as ruas da cidade fazendo uso do fogo como artista principal para celebrar a união das raças e culturas do caribe em uma enorme festa que se funde com  duas semanas de cultura, folclórico e história".


* Paralelamente, a festa atraí milhares de pessoas de todo o caribe e América central que dividem a arte com multicultural e incendiária.

Um afro abraço.

Fonte: UNEGRORJ/www.iranews.com.br/

terça-feira, 13 de maio de 2014

13 DE MAIO:“Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” Art 5º, III da Constituição Federal.

Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Afinal, além de sofrer com as desigualdades sociais, a população negra sofre também com o maior câncer da sociedade brasileira: O Racismo.
  A Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. A lei marcou a extinção da escravidão no Brasil, o que levou à libertação de 750 mil escravos, a maioria deles trazidos da África pelos portugueses.

"A assinatura da lei foi conseqüência de um longo processo de disputas. Logo antes da elaboração do deputado conservador João Alfredo, muitas manifestações pedindo a libertação dos escravos já ocupavam as ruas, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro."
Na verdade, os escravizados já estavam lutando a anos e mobilizados em torno desta causa havia muitos anos. Um dos primeiros ícones da luta pela libertação dos escravos, considerado o mais importante até hoje, foi o movimento do Quilombo dos Palmares, liderado por Zumbi dos Palmares.

Escravos fugidos ou raptados de senzalas eram levados para o território, que chegou a ter 200 quilômetros de largura, em um terreno que hoje corresponde ao estado de Alagoas, parte de Sergipe e de Pernambuco. O movimento, iniciado por volta de 1590, só foi derrotado cerca de 100 anos depois, em 1694. Um ano depois, Zumbi, traído por um homem de sua confiança, foi assassinado. A data de sua morte, 20 de novembro, é muito comemorada pelo movimento negro e foi oficializada como o Dia Nacional de Denúncia contra o racismo.


Mas o começo da liberdade ainda demoraria para acontecer. Os primeiros passos, antes da Lei Áurea, foram a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei dos Sexagenários (1884). A primeira estabelecia que os filhos de escravos ficavam sob os cuidados do senhor de suas mães até 8 anos. Depois, o senhor poderia libertá-los e receber indenização ou usar seus trabalhos até os 21 anos, depois eles estariam livres. A segunda dizia que os escravos estariam livres quando completassem 60 anos. Mas antes da liberdade total, deveriam trabalhar 5 anos de graça como indenização aos senhores pelos gastos com a compra deles.
Só então é que veio a Lei Áurea. Mas mesmo depois da lei, os ex-escravos batalharam bastante para sobreviver, porque não tinham emprego, nem terras, nem nada. Muitos deles arranjaram empregos que pagavam pouco porque era tudo que os brancos lhes ofereciam. Os movimentos de consciência negra surgem como forma de protestar contra esta desigualdade social e contra o preconceito racial.


* Hoje, 13 de maio é o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo.
 
E ai?...
É compromisso de todo mundo lutar por um mundo mais justo, e está incluída aí a justiça racial. Afinal, além de sofrer com as desigualdades sociais, a população negra sofre também com o maior câncer da sociedade brasileira: o racismo.

O país acompanhou a algum tempo as declarações de um Parlamentar do Rio de Janeiro, que em um programa de TV afirmou que seus filhos não correm o risco de namorar uma mulher negra ou virarem gays, porque “foram muito bem educados”, relacionando a relação entre brancos e negros com “promiscuidade. Na mesma semana outro deputado, desta vez um de São Paulo, usou o twitter para dizer que “os africanos são amaldiçoados”.

Infelizmente as palavras destes parlamentares racistas soam apenas como versão em prosa e verso de uma dura realidade que mais de 124 anos após a abolição, persiste: a morte física, cultural e simbólica de negras e negros.

Se liga:
Foi em nome do racismo que Hitler , na década de 30, declarou a superioridade da raça branca na Alemanha Nazista e condenou à morte 6 milhões de judeus. Foi também o racismo que justificou a escravização de africanos em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.

Faz muito pouco tempo que assistimos em 1994 o fim oficial do apartheid na África do Sul.Esse regime racista , que começou em 1948, condenava a população negra , que era a grande maioria, a viver separada dos brancos , a não participar das vida política e a não possuir propriedades . O poder e os privilégios eram todos da minoria branca . A luta contra p apartheid foi longa e intensa e teve o nosso saudoso Nelson Mandela o seu principal líder.


O preconceito e a discriminação estão mais presentes e são mais perigosas do que a gente pensa. As imagens negativas vão sendo criadas , vão se espalhando e transformando em marcas. Tal grupo é “burro”, outro é “violento”, outro é “arruaceiro”. A televisão, as revistas e o cinema repetem essas imagens e influenciam a opinião das pessoas . Nas escolas , há professores que também alimentam essas imagens , auxiliados por livros didáticos que carregam várias idéias preconceituosas em suas páginas.
"Todos os seres humanos merecem respeito carinho ou atenção, independentemente da cor da sua pele. Isto significa que você deve tratar bem todos os seus colegas e seus conhecidos, não importa se ele é branco, negro , índio, oriental de de qualquer outra cor".
Um afro abraço.

UNEGRO A CAMINHO DOS 26 ANOS DE LUTA...

REBELE-SE CONTRA O RACISMO!

fonte:www.uneb.br/www.inesc.org.br /rebal21.ning.com/

Analisando e inrritabilidade que Michael Jackson como homem negro para os militantes do movimento negro e a questão racial

Michael Jackson: um homem aprisionado por uma máscara
As palavras da música Young, Gifted and Black (algo como "jovem, talentoso e negro"), de Nina Simone, poderiam ter sido escritas especialmente ao Jackson Five. Quando a primeira canção do grupo, I Want You Back, alcançou as paradas de sucesso em 1969, os irmãos pareciam resumir o anseio de orgulho negro que surgia do movimento por direitos civis.

O Jackson Five combinava a experiência de vida – derivada da sua criação em bairros operários e populares de Indiana – com uma respeitabilidade considerável. Eles vestiam-se de forma original, mas não de forma tão diferente que não pudessem ser copiados, e deixavam seu cabelo no estilo afro de forma natural.

Historia:
Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 — Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um famoso cantor, compositor, dançarino, produtor, empresário, arranjador vocal, filantrópico, pacifista e ativista americano. Segundo a revista Rolling Stone faturou em vida cerca de sete bilhões de dólares, fazendo dele o artista mais rico de toda a história, e um ano após sua morte faturou cerca de um bilhão de dólares.
Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Reconhecido nos anos seguintes como Rei do Pop (King Of Pop), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos.



Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido e popular da história, Thriller. Jackson é frequentemente citado como "O maior ícone negro de todos os tempos", e com grande importância para a quebra de barreiras raciais, abrindo portas para a dominação da música negra na música popular, e pessoas como Oprah Winfrey e Barack Obama conseguirem o status que tem hoje em dia.

No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do videoclipe em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White", "Scream", "Earth Song", entre outros, mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot, o "The Lean" (inclinação de 45º), o famoso "Moonwalk". Seu estilo diferente e único de cantar e dançar, bem como a sonoridade de suas canções influenciaram umasérie de artistas nos ramos do hip hop, pop, R&B e rock.

Jackson também foi um notável filantropo e humanitário, doando milhões de dólares durante toda sua carreira a causas beneficentes por meio da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridades, através de sua própria
fundação. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso infantil, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil. Enquanto se preparava para uma nova turnê intitulada This Is It, Jackson morreu de intoxicação aguda do anestésico propofo em 25 de junho de 2009, após sofrer uma parada cardíaca. O Tribunal de Justiça de Los Angeles considerou sua morte um homicídio, e seu médico pessoal Dr. Conrad Murray foi condenado por homicídio culposo. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de comoção por parte dos fãs em muitas partes do mundo, estima-se que até dois bilhões de pessoas tenham assistido ao funeral pela televisão, já que emissoras do mundo todo transmitiram o evento ao vivo. Em março de 2010, a Sony Music Entertainment assinou um contrato de US$ 250 milhões com o espólio de Jackson para reter os direitos autorais de distribuição para suas gravações até 2017, e lançando cerca de sete álbuns póstumos na década seguinte a sua morte.

Um dos poucos artistas a entrar duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem vários recordes certificados pelo Guinness World Records, incluindo "O maior artista de todos os tempos" e um para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - 15 Grammys e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 350 milhões de unidades mundialmente,
Jackson recebeu centenas de prêmios, que fizeram dele o artista mais premiado da história da música popular. Alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 400 milhões, . Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como popstar fez dele parte da história da cultura popular mundial. Nos últimos anos, foi citado como "a pessoa mais famosa e conhecida do mundo"


Seus passos minuciosamente coreografados tinham a intenção de encantar mais com o jeito inocente infanto-juvenil do que com a sensualidade. E desde o início, Michael, um garoto de 10 anos, era a estrela do grupo.
Dois anos depois, o Jackson Five tinha um desenho animado e uma série de revistas adolescentes dedicadas à banda e todo disco que a banda lançava vendia aos milhões.
Era uma "banda-família" que atingia milhões de pessoas que até então raramente tinham visto negros também fazendo sucesso e em ascensão econômica graças a isso.

Fenômeno.
Na década seguinte, Michael estava no auge de sua carreira.Thriller, seu álbum produzido em 1982, foi o álbum mais vendido de todos os tempos e transformou a música popular e, em particular, os videoclipes musicais.

Em todos os lugares, as crianças rapidamente começaram a imitar seu estilo. Sua renovada popularidade transcendeu as linhas da questão racial, algo que o Jackson Five não conseguiu cruzar.
Mas embora o novo visual de Michael fosse teatralmente mais estranho que o anterior, sua popular associação com o "orgulho negro" passou por uma transformação.
Em uma época que as conquistas do movimento por direitos civis estavam ameaçadas e o slogan sobre a beleza negra, "black is beautiful", em refluxo, as repetidas transformações na pele e cirurgias plásticas de Michael pareciam representar, na visão de muitos, um homem desesperado para se tornar branco.
Alguns comentaristas associam esta automutilação à sua distorcida personalidade. Eles dizem que a fama precoce fez com que ele se rejeitasse e fosse à busca de uma beleza inalcançável.
Outros insistem na idéia que as cirurgias representavam nada mais que uma extensão de suas mudanças de estilo.

Essas suposições superficiais esquecem que o racismo continua formando as idéias de beleza nas quais tons de pele mais claros ainda são apresentados como ideais e omitem a possibilidade de Michael querer se transformar em um homem que era tanto negro como branco.

E caso seja este o caso, existe mais do que influência em relação à história de Tamla Motown, a gravadora que ajudou a lançá-lo ao estrelato.

Fundada em Detroit em 1959, a Motown estava localizada em um distrito habitado pela classe trabalhadora negra no norte da cidade e durante uma série de anos atraiu centenas de jovens talentos locais e lançou vários deles ao estrelato.

Smokey Robinson and The Miracles, Diana Ross and The Supremes, Marvin Gaye e Tammi Terrell, Martha Reeves and The Vandellas, The Isley Brothers e The Four Tops são alguns exemplos, juntos conseguiram se tornar um fenômeno musical que abalou os EUA e contribuiu para a ruptura das barreiras raciais na música.

Quase tudo sobre a Motown envolvia a questão negra " é logicamente que para um artista submeter-se a esta exigência ou controle deve sofrer um processo de negação de quem você tremenda, visto que nenhum outro artista foi tão longe neste processo como ele"...
 O dono da gravadora, Berry Gordy, é negro, assim como era a maioria de seus artistas. Os principais compositores da gravadora eram negros, as bandas de apoio eram negras e até os funcionários e contadores da Motown eram negros.

A única coisa que não era exclusivamente negra era o público da Motown e isso era algo que Gordy sabia muito bem.


Ele decidiu que o slogan da Motown deveria ser "o som da América jovem" e para alcançar o máximo impacto e bastante dinheiro, era muito importante que seus atos e projetos "atravessassem" os limites e vendessem álbuns aos jovens, tanto negros como brancos.

Para este objetivo, todo artista tinha um acompanhamento rigoroso para garantir que ele levasse a mensagem de que os negros eram respeitáveis e, assim, conquistar a maior audiência possível.

Se liga:
Era comum que as capas de álbuns tivessem grupos masculinos com camisas da moda e ternos, enquanto as mulheres vestiam roupas elegantes e mudavam seu cabelo para um "estilo europeu".
Gordy até marcou aulas de dicção para seus principais artistas para garantir que qualquer traço de sotaque dos guetos fosse trocado por uma pronúncia mais aceitável às televisões controladas por brancos.
Em resumo, a Motown queria que seus artistas fossem negros, mas não de um jeito que pudesse "amedrontar" os brancos. Para Gordy, o racismo na indústria da música tornava isto uma necessidade: ao invés de desafiá-lo, antes de tudo você deveria evitá-lo.
Gordy sabia que havia achado ouro quando contratou os irmãos Jackson para a Motown e rapidamente começou a criar uma estratégia de marketing para eles.

A história começou quando Diana Ross, a artista mais bem aceita pelo público e mais bem-sucedida da gravadora, descobriu os garotos e estava determinada a vê-los prosperarem.

Com o crescimento do incipiente movimento de black power e oposição à Guerra do Vietnã, muitos na Motown não viam a hora de ir além e exigiam gravar músicas que refletiam os anseios populares. Alguns, como Marvin Gaye, puderam fazer isso.
Mas, através do Jackson Five, o sempre conservador Gordy via a chance de algo bem mais seguro. Os irmãos poderiam ser divulgados com fins lucrativos como extrovertidos, mas respeitáveis – eles poderiam tocar um bubble-gum soul (com letras românticas e mais pop, sem tratar de problemas sociais e políticos).

Acompanhando a época, eles eram autorizados a serem "negros", mas apenas dentro de certos limites. Uma das tragédias desta história é que depois que Michael saiu da Motown na metade dos anos 70, uma época em que ele tinha a maior parte do controle de sua carreira e sua imagem, o movimento que celebrava o orgulho negro estava em declínio terminal.

Portanto, o racismo e as respostas aparentemente contraditórias a ele acompanham Michael desde sua infância. É realmente tão surpreendente que isso viria a se refletir em sua vida e essência?

A discussão gira em torno do questionamento se Michael Jackson teve ou não teve vitiligo, se ele negou a sua “raça”, identificação racial com o artista até chegar na crise de identidades do Brasil. Eu li comentário por comentário, e fiquei assustada com a falta de compreensão ou negação das relações raciais sustentadas pelo imaginário racista em que vivemos.

E o que isso tem a ver com o Michael Jackson? Ele é filho de negros? Sim! Logo descendentes de africanos? Sim! Logo faz parte de todo esse processo histórico que se mostra violento? Sim! Logo foi violentado fisicamente, simbolicamente, e psicologicamente enquanto individuo negro. Nasceu pouco mais de cem anos após a abolição nos Estados Unidos, e em um período onde ainda havia legalmente o apartheid no país.

'Eu sei qual é minha raça. Eu olho no espelho, e sei que sou negro', disse Michael Jackson , durante o 'Encontro pela justiça na indústria fonográfica', liderado pela National Action Network (NAT), no Harlem, em Nova York, segundo a MTV News. Anos depois de um nunca plenamente explicado processo de clareamento da pele - a certa altura, Jackson alegou sofrer de vitiligo - o cantor levantou seu orgulho étnico para reforçar a acusação, feita no sábado, de que Tommy Mottola, o todo-poderoso da gravadora Sony, era racista.

A acusação de Jackson veio em meio a uma série de eventos que configuram a mais feroz briga entre artistas e gravadoras que a indústria já viu, na qual o seu caso é apenas o mais... digamos... bizarro. A NAT, liderada pelo reverendo Al Sharpton, que nos EUA é um importante ativista de direitos civis das minorias, começou há algumas semanas uma campanha por um tratamento justo aos artistas negros, alegando que muitos deles morrem na miséria depois de carreiras que só rendem lucros às gravadoras. Jackson se uniu a Sharpton na luta em meio a uma disputa pessoal com sua gravadora, a Sony.

Jackson acusa a gravadora de não ter promovido a contento seu mais recente álbum, 'Invincible', que vendeu dois milhões de cópias nos EUA - menos do que se esperaria de um álbum de Jackson e, sobretudo, de um disco que custou US$ 50 milhões entre produção e marketing. Já foi anunciado por ambas as partes que o contrato de Jackson com a Sony não será renovado depois do lançamento de uma coletânea de maiores sucessos, mas ambos ainda discordam em detalhes. Segundo informações divulgadas pela imprensa americana nunca confirmadas oficialmente, a Sony quer que Jackson lhes pague uma dívida de
adiantamentos que pode remontar a US$ 200 milhões; e o cantor quer retomar os direitos sobre os seus catálogos. Diante disso, Jackson tem sido bombardeado por críticas de que seu apoio à NAT seria, na verdade, movido por interesses pessoais. Sobretudo depois que sua acusação contra o suposto racismo de Mottola foi contestado pelo próprio Sharpton e outros nomes importantes da black music, como o empresário Russel Simmons. Segundo a MTV News, sua participação no encontro de ontem foi uma tentativa de reverter essa impressão.

Jackson se disse vítima de conspiração racista - 'Estou cansado de ser manipulado. A imprensa manipula a verdade. Eles são mentirosos. Os livros de História são uma mentira. Vocês precisam saber que todas as formas de música popular, do jazz ao rock ao hip hop e dance, do jitterbug ao Charleston, são negras. Mas vá à livraria da esquina e você não vai ver um negro na capa dos livros. Você vai ver Elvis Presley. Você vai ver os Rolling Stones. Mas onde estão os verdadeiros pioneiros?', disse Jackson às cerca de 300 pessoas presentes ao encontro, acrescentando que Otis Blackwell, autor de clássicos como 'Al shook up', morreu na miséria.
Jackson alegou ainda que o sistema tentou destruí-lo na medida em que ele se tornava mais poderoso. 'Eu quebrei os recordes de venda de Elvis e dos Beatles. Então, começaram a me chamar de aberração, de homossexual, de pedófilo. Disseram que eu clareei minha pele. Fizeram de tudo para jogar o público contra mim. É uma conspiração', alegou.

Polemicas a parte:
Entendo por racismo uma forma de estabelecer relações de poder a partir da crença de superioridade de um povo sobre o outro. Esse poder seria o de ocupar os espaços de direção, poder de incluir e excluir, poder de estabelecer uma ideologia dominante. E que tipo de poder o negro tem mesmo com Obama sendo o presidente da maior potência mundial? Só se for o poder simbólico de dizer: “O negro pode chegar lá”, mas não o poder de mudar o imaginário racial, as relações raciais, pois o negro continua como base da pirâmide, excluído, marginalizado e violentado em todo o mundo. Por esse motivo negro não pode ser racista, ele não tem o poder de poder incluir ou excluir um grupo “racial” na sociedade das “raças”, e muito menos de criar um estereótipo negativo do branco, pois os meios de comunicação estão nas mãos dos não negros, e eles fazem isso que nós conhecemos com a imagem do negro. Os negros podem no máximo ser vítima do racismo, e logo reprodutor dele, assim como o pai de Michael Jackson o foi, a não ser que ele se depare com algum movimento
negro que estimule seu processo de libertação, como aconteceu comigo. Tenho certeza de que quando o negro estiver no poder e não somente representar um poder ainda branco, as relações raciais não se pautarão por superioridade/inferioridade, mas pelo respeito e entendimento das diferenças. A mudança virá daqueles que fazem parte dos excluídos nas fragmentações sociais de raça, classe e gênero.

Um afro abraço.

fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre

domingo, 4 de maio de 2014

Rainha Africana:Hatchepsut

Baseados em mitos e episódios históricos a saga das mulheres africanas e afro-descendentes que mantêm em comum o laço de soberania real e espiritual sobre seus povos - ao estabelecer um elo imaginário de ascendência e descendência com as guerreiras africanas.guerreiras, sacerdotisas e outras, onde cada uma em seu tempo comandaram impérios, irmandades, comunidades de terreiro mostrando ao mundo durante todo esses quase 10 mil anos de existência da humanidade a força, a garra e a beleza da Mulher Negra.
Do grande continente africano traz não só a origem, mas também toda uma crença ancestral que exalta a figura feminina como a grande provedora que principiou a vida do Homem.
Um desses mitos conta que no início de tudo, ligadas às origens da Terra, havia as Mães Feiticeiras. Donas do destino da humanidade, elas eram o ventre do mundo. Conhecedoras dos segredos da vida tinham em si a capacidade de manipular os opostos e, assim, manter o equilíbrio do universo. Traziam consigo a força criadora e criativa do planeta. Raízes de um misticismo que abrigava em sua sabedoria a dualidade do cosmos eram donas do poder sobre a vida e a morte, o bem o mal, o amor e a cólera, o princípio e o fim.

Hatchepsut
Hatchepsut ou Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egipto. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade económica e relativo clima de paz.

Origens familiares
Hatshepsut nasceu em Tebas. Era a filha mais velha do rei Tutmés I (Tutmósis I) e da rainha Amósis.


Quando o seu pai morreu Hatshepsut teria cerca de quatorze anos (para alguns egiptólogos teria dezenove anos). Casou com seu meio-irmão, Tutmés II, seguindo um costume que existia no Antigo Egito que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o enteado de Hatshepsut, Tutmés III, era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatchepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatchepsut decidiu assumir a dignidade de faraó.


Se liga:
É considerada a Rainha mais habilidosa de uma Antiguidade Distante (1503 - 1482 A.C.). Hatshepsut subiu ao poder depois que seu pai, Thutmose I, estava com paralisia. Ele designou Hatshepsut como sua principal ajudante e herdeira para o trono. Enquanto vários rivais masculinos buscavam o poder, Hatshepsut resistiu aos desafios deles para permanecer líder daquela que era até então a principal nação do mundo. Para ajudar a aumentar sua popularidade com o povo do Egito, Hatshepsut teve vários templos espetaculares e pirâmides erguidas.
A princípio, os sacerdotes não estavam de acordo com a proclamação de Hatshepsut como faraó, mas logo aceitaram a ideia. Provavelmente, o teriam feito pelo temor ao deus Amon e devido às riquezas que recebiam da coroa. A rainha realizava muitas doações ao clero, o que alimentava suas mordomias. Além disso, eles acreditavam que as decisões de dela satisfaziam ao deus venerado e, caso não fossem cumpridas, ele jogaria pragas no Egito e acabaria com as colheitas. O período de prosperidade e tranquilidade da época fortaleceu o pensamento de que a rainha decidia corretamente.

É interessante observar que, diferentemente como ocorria em outras civilizações, as mulheres no Egito tinham direitos e autonomia na sociedade, podendo ter posses e participar de

tribunais . De acordo com Amodio (2006), nas sociedades ocidentais, as mulheres eram imputadas em um âmbito privado, ao contrário dos homens, que incumbiam-se da vida pública. A casa e os filhos era o mundo fechado delas, enquanto que seus maridos trabalhavam para levar o sustento à família, o que incita a considerar que os homens detinham uma condição de poder. Durante a história, a mulher carregava a maldição do mito de Eva, considerada socialmente inferior social e intelectualmente, dependendo a proteção masculina.

Em determinados períodos a mulher podia ser equiparada com os homens, podendo ser, juridicamente, considerada detentora de iguais direitos, prerrogativas e responsabilidade dos homens. Poderiam possuir terras, serem herdeiras, redigir testamentos, participar de transações comerciais; não perdiam seus direitos após o casamento e nem mesmo em casos de divórcio; cumpriam seu papel em tribunais como acusadoras, defensoras ou testemunhas, e poderiam ser penalizadas.
Hatchepsut como faraó

No Antigo Egito os anos eram contados a partir da ascensão de uma novo soberano ao poder. Hatchepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutmés
III.


No ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia). Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó.

A mãe de Hatchepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.

Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita prosperidade e tranquilidade.

Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. Hatchepsut foi enterrada na tumba KV20.

Acção governativa de Hatchepsut
O governo de Hatchepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, mas esta imagem tem sido relativizada por alguns investigadores. Pelo menos duas campanhas militares foram conduzidas durante o seu reinado, uma das quais à Núbia, a qual talvez tenha sido liderada pela própria 

Hatchepsut.
Hatchepsut conservou alguns servidores do tempo do seu pai Tutmés I. Dois homens ficaram conhecidos como os ministros mais importantes da rainha: Hapusenebe Senemut. O primeiro era o sumo sacerdote de Amon, tendo dirigido os vários trabalhos de construção ordenados por Hatchepsut, em particular os que tiveram lugar na cidade de Tebas.

Senemut, um oficial do exército de origem modesta, é por vezes visto como companheiro de Hatchepsut, que não casou enquanto foi faraó. Foi chefe do conselho da rainha e preceptor da filha de Hatchepsut, a princesa Neferuré, com a qual surge representado em várias "estátuas-cubo" (estátuas nas quais apenas a cabeça emerge de um bloco de pedra).

Nos baixos-relevos do templo de Deir e-Bahari ficou representada a expedição à região do Punt. Esta terra, que se julga corresponder à algures na costa da Somália, era conhecida pelas suas riquezas, como a mirra, o incenso, o ébano, o marfim e os animais exóticos. A expedição parece ter sido pacífica, tendo os egípcios trocado os bens que desejavam por armas e jóias.

Nas paredes do templo é possível ver as cenas que mostram cinco barcos a partir para o Punt seguindo a rota do Mar Vermelho. São calorosamente recebidos pelo rei local, Pa-Rahu, e a sua esposa, Ity, representada como uma senhora obesa. Depois de um banquete, os barcos foram carregados com os produtos. As representações mostram árvores de incenso, que teriam sido plantadas no recinto do templo de Deir e-Bahari.
Hatchepsut na arte

No Templo de Hatchepsut (Deir-el-Bahari), existem retratos do seu dia-a-dia mostrando a rainha como uma figura obesa, algo não convencional para a arte egípcia. Alguns estudiosos acreditam que a rainha foi realmente obesa, outros acreditam que seja uma figuração de "matriarcal". Ainda existem representações de Hatchepsut como uma mulher sem seios e barbada. Alguns historiadores acreditam que estas representações de Hatchepsut são representações feitas por ordem da rainha para ausentar sua figura de fragilidade (ausência dos seios) e a barba para representar o poder.

*  Hatchepsut foi substituída por Tutmés III, que durante seu reinado apagou diversos traços de sua co-regente como bustos, afrescos e interrompeu algumas de suas obras quando assumiu
o poder.

"Ela realmente foi "A Rainha mais Habilidosa de uma Antiguidade Distante" 

Um afro abraço.

fonte:a enciclopédia livre.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Pensando a atitude Racista, Impunidade e oportunismo: - Coitado do Macaco...

O futebol é um esporte diferente de outros principalmente no Brasil, não só pela sua adesão de grande parte dos brasileiros, mas por ser considerado o esporte nacional em que uma série de significações imaginárias sociais são depositadas. É um espaço de lazer, de economia e política, mas também da elaboração de símbolos, identidades, discussões e de uma sociabilidade. Milhares de pessoas no Brasil jogam ou torcem por seus times, depositando afetos em seus times de futebol. Há uma indústria do entretenimento que no Brasil praticamente se sustenta pelo futebol: canais de televisão, revistas, jornais, fabricantes de roupas e calçados esportivos, etc.. Atualmente o futebol tornou-se uma esfera tão rica para os estudos da história, da sociologia e também para o direito, pois ele se entrelaça com a sociedade brasileira.

O futebol tem questões que são discutidas em um judiciário especializado, com uma hierarquização e burocratização semelhantes às do Judiciário. A justiça desportiva é uma justiça toda especial, no qual as disputas, os problemas e mesmo os crimes relativos ao futebol são discutidos. Porém, trata-se de uma esfera que não é propriamente judicial, uma vez que está na esfera administrativa e seus órgãos não são estatais. É muito possível que em um futuro próximo a justiça desportiva venha a ser incorporada como uma esfera do judiciário especial, assim como decorreu com a justiça do trabalho. Isso dependerá da crescente importância dessa esfera e o agigantamento das questões que serão levadas à justiça esportiva.

As desigualdades são entendidas como discriminação racial quando se encontram e se comprovam mecanismos causais que operam na esfera individual e social e que possam ser retraçados ou reduzidos à ideia de raça. Assim, grupos considerados superiores obtêm privilégios em relação aos outros grupos, considerados inferiores.

A atitude contra o racismo de Daniel Alves, que comeu uma banana atirada por torcedores do Villarreal durante a partida contra o Barcelona, no último domingo, repercutiu em todo o mundo, nesta segunda-feira, 28. O ex-zagueiro do Democrata GV, Rodrigão, que curte férias em sua cidade Natal - Santos - após conquistar o acesso ao Módulo I do Campeonato Mineiro com a Pantera, elogiou a coragem do brasileiro.

"A declaração do Daniel Alves fez apois comer a banana e que foi importante: Há 11 anos convive com o racismo na Espanha. A hora passou da Fifa e da Uefa acordarem. E enfrentarem o preconceito no milionário campeão mundial de futebol…"

Se liga:
Caso você ainda não saiba: a hashtag #somosotodosmacacos, do Neymar, surgiu por conta de uma ação de marketing de uma agência de publicidade em São Paulo. Terrível, né? Pior ainda é o Luciano Huck, que notodo mundo achou oportunista, pra dizer o mínimo, ;o que é uma pena pois Neymar um atetla NEGRO ele poderia de verdade usar sua imagem de forma positiva conta o racismo.

 No dia seguinte ao episódio de racismo contra o Daniel Alves, já estava vendendo uma camiseta com estampa de banana. Não à toa.

comparação entre negros e macacos é racista em sua essência. No entanto muitos não compreendem a gravidade da utilização da figura do macaco como uma ofensa, um insulto aos negros e não Neymar. Não somos todos macacos. Ao menos não para efeito de fazer uso dessa expressão de ideia oca como ferramenta combate ao racismo ou pra tirar proveito pessoal, banana não serve como símbolo de luta contra o racismo. Ao contrário, o reafirma na medida em que relaciona o alvo a um macaco e principalmente na medida em que simplifica, desqualifica e pior, humoriza o debate sobre racismo no Brasil e no mundo.

O racismo é algo muito sério. Este postura e reação despolitizadas e alienantes de esportistas, artistas, formadores de opinião e governantes sem noção e que não sabem o real

significado do racismo e o que gera dentro e fora do campo de futebol até o genocídio negro que continua em todo o mundo.

O racismo no Brasil, enquanto uma construção sócio-histórica, traz consigo o preconceito e a discriminação racial, acarretando prejuízos à população negra nas diferentes fases do ciclo de vida, independente da camada social e da região de moradia. Reforça-se pela linguagem comum, mantém-se e alimenta-se pela tradição e pela cultura, ao mesmo tempo em que influencia a vida, a forma como as instituições se organizam e as relações interpessoais

No Brasil 2 exemplos   dentro e fora do futebol e da grande mídia e do Rio de Janeiro.

O linchamento:
Aos gritos de “mata logo” e de vários xingamentos, o espancamento aconteceu às margens da BR 101, na tarde do último domingo, no bairro de Vista da Serra II, cidade de Serra, a cerca de 30 km da capital Vitória, no Espírito Santo. Só depois de duas horas de muita violência, a Polícia Militar chegou ao local, colocou o jovem na viatura e o levou até a Unidade de Pronto Atendimento. “Os policiais militares descreveram no boletim de ocorrência que foi necessário utilizar spray de pimenta para conter os populares”, disse o delegado-chefe do DPJ, Ludogério Ralff.

O linchamento foi causado por acusações controversas. Alguns disseram que o jovem teria tentado estuprar uma mulher. Outros que ele seria suspeito de tentar roubar uma moto e abusar de uma criança de 10 anos. Tudo ocorreu no domingo, mas até esta quarta-feira, dia em que Alailton foi enterrado, não havia qualquer denúncia ou relato de testemunhas, segundo a Polícia Civil.

O irmão contesta as acusações e diz que o adolescente sofria de problemas mentais: “Ele chamou a menina, ela se assustou e correu para chamar a família. Os familiares e vizinhos correram atrás dele. Por isso as pessoas falaram que ele era estuprador. Se ele quisesse roubar uma moto, teria feito no próprio bairro, mas ele nem sabe pilotar”.
O morador Uelder Santos, 29, em entrevista para um jornal também colocou as acusações sob suspeita: “Ninguém viu esse tal estupro ou mesmo noticias da suposta vítima”.

Em entrevista a um jornal, a mãe de Alailton, a doméstica Diva Suterio Ferreira, 46, disse que o filho teria sido vítima de uma injustiça: “Ele já foi preso por furto, usava droga, mas não estuprou ninguém, jamais faria isso”.
- Cristã, disse que se apega a Deus para socorrê-la nesse momento difícil: “Meu filho era amado, sonhava em me dar uma casa. Dizia que queria um quarto para ele, um para mim e um para irmã. Minha filha, de 11 anos, só chora, tem medo de sair à rua depois do que aconteceu. Acredito na justiça divina. Peço que essas pessoas peçam perdão a Deus pelo que fizeram ao meu filho”.

A morte do dançarino: O dançarino DG, morto na favela Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.

Sinais de morte por queda, diz polícia
De acordo com a 13ª DP (Ipanema), onde o caso foi registrado, as circunstâncias da morte de Douglas estão sendo investigadas. O laudo preliminar da perícia apontou que as escoriação são compatíveis com morte ocasionada por queda. Equipes da delegacia estiveram no local. Testemunhas e moradores estão sendo chamados para depor.

"Ele morreu à 1h com marca de espancamento. Mais de 12 horas depois a gente conseguiu ver o corpo. Estava em posição de defesa, todo machucado. Ele não tem marca de tiros", disse a mãe, técnica de enfermagem Maria de Fátima da Silva, contando que DG mora com ela na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, e tinha ido à favela visitar a filha, de 4 anos.

Moradores acusam policiais
Moradores acusam policiais de terem confundido DG com traficantes e o espancado até a morte. Uma manifestação tomou as ruas de Copacabana e Ipanema, no entorno da comunidade Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, por volta das 18h desta terça-feira. Barricadas foram montadas com fogo, houve depredação e tiros e bombas foram ouvidos.

Um homem, identificado como Edilson da Silva dos Santos, 27 anos, nascido em Minas
Gerais,morreu ao ser atingido por uma bala na cabeça. Segundo o relato de vários moradores ao G1, um menino de 12 anos, conhecido como Mateus, também teria sido baleado, na Ladeira Saint-Romain, esquina da Rua Sá Ferreira. Secretaria de Saúde e Polícia Civil, no entanto, não confirmaram a informação, e familiares da suposta vítima não foram encontrados.

Pra começar certamente o Esquenta é o programa com o maior percentual de negros da TV aberta. Enquanto as novelas, seriados e telejornais são predominantemente caucasianos, quem manda ali são os negros e pardos e em nenhum momento estou criticando a contribuição da Regina Case na juventude de periferia e seu trabalho social não e essa a questão:
O programa reforça o estereótipo dos negros brasileiros como indivíduos suburbanos, subempregados, mas ainda assim felizes, sempre com um sorriso no rosto, esquecendo-se das mazelas cotidianas por meio da dança, do remelexo, das rimas pobres do funk, do penteados e cortes de cabelo extravagantes.

A desonestidade intelectual, ainda mais quando travestida da mais descarada e orquestrada hipocrisia na abordagem de um problema vetusto no Brasil: a morte de a violência nas favelas, oriunda do tráfico de drogas sim mais também do racismo institucional e de policiais pouco ou nada preparados para intervenção em comunidade. esta realidade e vivida por varias Claudias que teve a sorte ou trajaria de ser filmada ou seria apenas mais uma estatística, Amarildos e muitos outros e a estatística, apenas um numero..

"E ai garotada negra e parda da periferia: “É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não
saiam do seu lugar”.

O racismo cotidiano a que estão submetidos negros e negras poderia ser entendido aqui a partir da imagem de uma bola de aço amarrada no calcanhar de alguém que desesperadamente tenta fugir de um leão faminto e ainda continua viva em muitas repartições e vivências, mas não deve ser motivo para intimidar a luta que continuamente fortalece os povos discriminados. Infelizmente existe gente que julga um outro ser humano pela cor de sua pele...
Negar a existência do conflito entre brancos e negros, as elites é negam também o antagonismo entre as classes. Inversamente, a resposta da esquerda à direita tem sido negar o antagonismo racial, como se o resgate da identidade negra não fosse um elemento revolucionário, na medida em que a negritude está relacionada a pobreza e à opressão. Na medida em que há um reconhecimento e um resgate dessa identidade racial, ela está carregada também de uma identidade de classe no tripé preto/a-pobre-trabalhador/a.

Zumbi dos Palmares e sim o nosso exemplo, nunca desistiu, possa renascer a esperança de um novo dia, a fé nos horizontes da alma e força para lutar por uma vida digna, através de uma educação de qualidade e busca constante de reconhecimento. Não ter vergonha de mostrar sua cultura, suas tradições, sua beleza e suas capacidades.

  A condição negra – os últimos da fila depois de ninguém – pode(ria) ser o ‘lugar’ de onde
gestar um projeto de sociedade que questione não apenas o modelo capitalista de organização social, mas também o modelo de resistência a ele porque tal modelo tem deixado de fora das suas prioridades as bandeiras de lutas da nossa gente.
Tantos afro-descendentes se destacam como celebridades, pessoas importantes que se revelam no esporte, nas empresas, na política, na televisão, nos templos, nas escolas... A diferença existente é essencial para que as pessoas entendam que não são únicas e que o país pode crescer muito na diversidade de culturas, de vocabulários, de sonhos, de semblantes e de ideias.

Um afro abraço.
fonte:www.diariodocentrodomundo.com.br/https://br.noticias.yahoo.com/UNEGRO/negrobelchior.cartacapital.com.br/