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Rebele-se Contra o Racismo!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mandinga de Angola


Angola



por:Aristoteles Kandimba




A maioria de nós, especificamente na diáspora africana, relacionamos a palavra MANDINGA com a África Ocidental. Provavelmente vindo dos povos MANDINKA, descendentes do Imperio do Mali (1230- 1600).



No Brasil conheci a palavra bem mais para o lado da mágia...


“Capoeira Angola, mandinga de escravo em ânsia de liberdade, seu princípio não tem método e seu fim é inconcebível ao mais sábio capoeirista”. Descreveu o grande mestre Pastinha (1889 -1981).


No sudeste do México, onde se encontram uma das únicas comunidades de descendência africana chamadas de Palanques (Quilombos), existe uma pequena aldeia chamada Mandinga.


Sei que em Cuba se usa a expressão Kikiribu Mandinga!


Referente aos povos do Senegal, Gâmbia e Sudão.


Os Afro Uruguaianos “cosa de mandinga” quando não se encontra uma explicacão lógica para algo.


Os Afro-Peruvianos contribuiram com “quem não tem ginga não tem mandinga”.


E por fim, o povo de Porto Rico se orgulha em exclamar “El que no tiene Dinga tiene Mandinga”, ou melhor, quem não vem dos Dinkas vem dos Mandinkas.


Abro mais um capítulo sobre os contos dos sekulus la’ do kimbo (mais velhos/idioma umbundu), acreditando abrir uma nova porta para novas pesquisas.




Na província do Bailundu, planalto central de Angola, o jovem Jamba (na cultura tradicional do povo ovimbundu, os gêmeos eram sempre nomeados de Jamba e Hosi...O Elefante e o Leão), foi ocasionalmente o centro de grandes gargalhadas nos momentos em que se juntavam os batuqueiros respeitados e faziam o céu e a terra estremecer com os seus ngomas.


O Jamba suava e insistia!


Entre ngomas e sangomas (o grande tocador), destacava-se o MANDINGA. Tambor de dupla face, adornado com simbolos spirituais, tradicionais e rostos de reis e rainhas da região.


Denominado de Likembe em kikongo e Kisanji em Kimbundu.


O nosso mandinga de Angola não servia só para entretenimento, mas também como ponte entre o mundo físico e mágico.


Durante as cerimônias de cura, os terapeutas usavam a música de instrumentos para tratar a doença. Acreditava-se que os seus sons penetrantes ajudariam a impulsionar as forças nocivas que causavam as doenças.


Da mesma forma, os curandeiros tocavam música cerimonial para que as pessoas saudáveis não adoecessem.


Seja qual for a origem da palavra “MANDINGA” , o tambor Mandinga era meditaçao e o jovem Jamba era a formiga da ocasião.

História e Cultura: O Onjango na tradição dos povos umbundu







O onjango é o centro da comunidade, onde se reúne o povo, para discutir assuntos do interesse geral, e onde se passam os testemunhos de toda uma cultura. Hoje quase desaparecidos, é um símbolo cultural importante a preservar. Naquilo que é a cultura tradicional do povo Ovimbundu, o Onjango é uma grande herança dos antepassados, pois constitui um dos símbolos que enaltece a sua tradição, mormente os ritos, hábitos e costumes. De facto, o Onjango é por assim dizer, a casa dos ensinamentos e do aprendizado da vida das comunidades. É lá onde se discutem os problemas, onde se conversa amenamente, onde os mais-velhos transmitem a sua experiência aos mais jovens, e também onde se geram os sobas (reis).





CONSTRUÇÃO E INAUGURAÇÃO DO ONJANGO


A construção de um Onjango, é antecedida de um ritual. Cumprem-se algumas formalidades para evocar os espíritos dos antepassados. É o caso do barro preto, e a folha de raiz que é o "limbwé" que se coloca debaixo do tronco principal que segura o tecto. Na cerimónia, os participantes bebem a Tchissângua e o Tchassa (aguardente), mas sem antes a entornarem no chão, nas áreas das entradas e saídas do Onjango, para apaziguar os espíritos, também presentes na festa. Qualquer local serve para a construção do Onjango, desde que o mesmo seja escolhido por um líder da comunidade, um soba ou uma pessoa digna de respeito a quem é entregue essa responsabilidade, pois a terra é pertença dos antepassados. Na cultura Ovimbundu, o Onjango é construído sempre de capim e pau-a-pique, e envolve a colocação de um tronco no centro, uma espécie de forquilha, que suporta todos os paus que fazem a cobertura, estes denominados "ussoka". A área central do Onjango encerra um significado especial, pois enaltece espiritualmente a presença dos antepassados. Modernamente, o Onjango pode ser construído de tijolo e chapas de zinco. Esta evolução não pode ser negada, porque os antepassados também acompanham e aceitam o evoluir dos tempos.

Fontes:Soba Grande do Bailundo, Augusto KatchitiopoloPio Chiwale, Secção de História da Direcção Provincial da Educação e Cultura.

Julho/Agosto 2000

A literatura Brasileira e o Negro








A Presença do Negro na literatura brasileira não escapa ao tratamento.


marginalizador que, desde as instâncias fundadoras, marca a etnia no processo de construção da nossa sociedade. Evidenciam-se, na sua trajetória no discurso literário nacional, dois posicionamentos: a condição negra como objeto, numa visão distanciada, e o negro como sujeito, numa atitude compromissada. Tem-se, desse modo, literatura sobre o negro, de um lado, e literatura do negro, de outro.


O negro como objeto: a visão distanciada.


A visão distanciada configura-se em textos nos quais o negro ou o descendente de negro reconhecido como tal é personagem, ou em que aspectos ligados às vivências do negro na realidade histórico-cultural do Brasil se tornam assunto ou tema. Envolve, entretanto, procedimentos que, com poucas exceções, indiciam ideologias, atitudes e estereótipos da estética branca dominante. Assim dimensionada, a matéria negra, embora só ganhe presença mais significativa a partir do século XIX, surge na literatura brasileira desde o século XVII, nos versos satíricos e demolidores de Gregório de Matos, como os do “Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da República em todos os seus membros e inteira definição do que em todos os tempos é a Bahia”, poemade que vale lembrar a seguinte passagem, a propósito, manifestamente reveladora.O negro como sujeito: a atitude compromissada.


A literatura do negro surge com as obras de alguns pioneiros, como o irônico Luís Gama (1850-1882), filho de africana com fidalgo baiano e o primeiro a falar em versos do amor por uma negra. É também destacado pelas estrofes satíricas da “Bodarrada” (“Quem sou eu?”),


Pelo fato de constituir a maior parte da produção literária afro-brasileira, a poesia negra tem sido também seu gênero mais estudado. No caso brasileiro, a grande concentração de expressões literárias dentro do gênero poético está diretamente associada às formas de produção e divulgação das obras, geralmente edições do autor, vendidas em bares, portas de teatro e outros espaços públicos (mas raramente em livrarias). Uma das primeiras tentativas de caracterização geral da produção poética negro brasileira foi feita por Cassiano Nunes, no ensaio "A poesia negra no Modernismo Brasileiro", publicado no número 5 da revista Cultura em 1972. Nesse texto, Nunes sugere quatro características da produção poética negra brasileira: temas da vida da população negra; utilização de ritmos negros; utilização de um vocabulário "novo, rico e sugestivo"; expressão das vivências negras. No entanto, ainda que de certa relevância para qualquer pesquisador de literatura afro-brasileira, o texto de Nunes está repleto de visões estereotipadas do negro. O autor entende, por exemplo, que as "vivências negras" seriam "Alegria natural, despreocupação, prática de magia, sentimentos de religiosidade" (p. 119). Em outra passagem, Nunes afirma que o negro brasileiro "(...) desconhece o rancor, sentimento hoje alimentado Às vezes artificialmente, maliciosamente, pelo negro norte-americano. Ao lado das justas explosões de ira, também vicejam o vigarismo, a chantagem, a profissionalização da negritude" (Nunes 1972: 121).


Apesar das críticas que possam ser feitas a "Poesia negra no Modernismo brasileiro", a tentativa de caracterização proposta por Nunes parece influenciar o estudo de Benedita Damasceno (1988). Porém, a autora de Poesia negra no Modernismo brasileiro afasta-se radicalmente das ideias de Nunes, buscando uma caracterização da criação literária negra brasileira com base não em estereótipos sobre o negro, mas na própria poesia de autores negros produzida no país, especialmente depois da segunda década do século XX. Para Damasceno, as características da poesia negra brasileira moderna são: a) a procura e/ou afirmação da identidade negra; b) a ausência de um código de cor básico e obrigatório; c) o uso de temas da vida e da população negra resultante de vivências próprias ou de estudos e observações conscientes; d) a reprodução de ritmos negros; e) a introdução na poesia de termos e palavras do vocabulário afro-brasileiro; f) a transformação e a reabilitação semântica da linguagem. (DAMASCENO 1988: 69)


O início do século XX marcou o surgimento de uma atuante imprensa negra no Brasil, e é por meio dela que se faz conhecido o nome do poeta Lino Guedes (1897-1951), considerado por Oswaldo de Camargo (1987: 75) como o primeiro poeta negro brasileiro que, no século XX, aceitou-se como negro. Utilizando com frequência uma das figuras clássicas do folclore escravo, o "Pai João", Guedes critica a geração posterior à Abolição ("os netos do Pai João") e sua relação amistosa com o sistema sócio-econômico que, deixando de ser escravocrata, desenvolveu outras formas de dominação. Partindo de alguns denominadores comuns entre a criação poética negra nas Américas e em diversos países africanos, pode-se trilhar uma série de vias de investigação literária. Poderíamos estabelecer pontos de ligação entre o aproveitamento das adaptações fonéticas que ocorre tanto nos textos poéticos de Paul Lawrence Dunbar, afro-americano do século XIX, e nos textos de Lino Guedes e do próprio Solano Trindade. Por sua vez, esse aspecto pode nos levar a necessários estudos sobre a questão do emprego de formas dialetais na literatura de muitos escritores africanos. Poder-se ia realizar um estudo comparativo temático sobre as manifestações do signo "África" na poesia de diversos autores. Poderíamos, inclusive, tentar entender o porquê das sensíveis diferenças quantitativas entre as produções literárias negras, especialmente nos países historicamente ligados pela Diáspora (HATTNHER, 1999: 117-118).


Assim, parece-me de extrema relevância tentar estabelecer as vias de diálogo da atual produção literária afro-brasileira com toda a tradição literária do país, negra ou não. Podemos, por exemplo, tentar refletir sobre a construção de uma tradição literária negra brasileira apoiada sobre a ligação entre poesia e música pela análise dos aspectos formais da obra poética de Solano Trindade, profundamente enraizada na música popular brasileira, e do poeta Domingos Caldas Barbosa, autor de modinhas e lundus que se popularizaram tanto aqui quanto em Lisboa no século XVIII. Colocando-se contra a corrente dos modelos estéticos institucionalizados, lutando contra o pouco caso das instâncias de legitimação, que, preconceituosamente, consideram perda de tempo estudá-las, a literatura produzida por afrobrasileiros existe e continuará existindo, nas páginas e nas ruas, talvez ainda como um pingente da literatura nacional, mas certamente com todo o direito a tornar-se passageira de primeira classe.


Terra roxa e outras terras – Revista de Estudos Literários /DOMÍCIO PROENÇA FILHO

DESIGUALDADES RACIAIS NO BRASIL E IMPACTOS NA EDUCAÇÃO









P R O G R A M A Ç Ã O



9h30min – 12h


Mesa Redonda: Indicadores sociais e as desigualdades de gênero


e cor/raça no Brasil.


Palestrante: Marcelo Paixão.


Mediador: Clovis André da Silva


(Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro – Prefeitura de Porto Alegre).


Debatedores: Rosãngela Soares e Edílson Amaral Nabarro.


14h – 16h


Mesa Redonda: Estatísticas sociais aplicadas aos


indicadores sociais. Indicadores sociais em sala de aula.


Palestrante: Marcelo Paixão.


Mediador: José Antonio dos Santos (DEDS/PROREXT)


16h – 17h30min


Apresentação e lançamento do


Relatório Anual das Desigualdades Sociais.

José Antonio dos Santos da Silva
51.91792404 - Claro
51.95284570 - Vivo
53.99491618 - Vivo
51.84908721 - Oí
51.82490039 - Tim
"Quem é de Axé diz que é!

"Ogun ko nife o si ewu lona wa"
"Com a proteção de Ogun não haverá nenhum perigo em nosso caminho".

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Lendas dos Orixás









Na África cada Orixá estava ligado originalmente a uma cidade ou a um país inteiro. Tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais. Sàngó em Oyó, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondô, Òssun em Ijexá e Ijebu, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilexá, Otin em Inixá, Osàálà-Obàtálá em Ifé, subdivididos em Osàlúfon em Ifan e Òságiyan em Ejigbô.



Podemos afirmar que a cultura do candomblé no brasil, nasceu nas senzalas, com a junção de povos(africanos) com seus costumes e orixás. Provenientes de milhões de negros de diversos países e cidades africanas, trazidos (arrancados) de seus lares, de suas famílias e de seus pais e filhos; para trabalharem nas plantações de cana e café das cidades baianas, cariocas, pernambucanas, cearenses e paulistanas. E, posteriormente, nos exércitos e fazendas de fronteiras do rio grande do sul.


Graças aos conquistadores portugueses, franceses, ingleses e de padres e bispos da época; (que legaram aos brancos poder de matar os negros e índios, afirmando que os negros eram sub-humanos, e portanto, não haveria pecado.) Milhões de negros foram massacrados nas colônias e em navios negreiros.


Porém, ironicamente podemos afirmar que: se não fosse essa catástrofe ou atrocidade animalesca; provocadas por animais considerados humanos, contra humanos considerados animais; hoje o brasil não teria o prazer de conhecer esta maravilhosa cultura, sem mencionar nos orixás e seus axés.


Ao contrário que muitos acreditam, na áfrica não existia somente tribos de índios semi-culturados. Lá existia e ainda existem, reinos com suas hierarquias (reis, rainhas, sacerdotes, príncipes, generais, exércitos, etc.); assim como, havia uma cultura avançada relacionada a religião e comércio em todo continente, inclusive possuindo muitas heranças culturais egípcias, gregas e persas. No continente africano, muitos reinos com suas ricas e milenares cidades, foram extintos graças às influências e dominações cristãs e mulçumanas. Aniquilando o resto da cultura existente nos países enfraquecidos pela escravidão, tornando-os órfãos de orixás.


Assim:
Sem oxum (água); sem ogum (trabalho/ferramentas); sem xangô (justiça); sem oxalá (paz); sem iemanjá (estudo/psicologia); sem nanã (origem,família); sem odé/oxossi (comida/caça); sem ossain (remédio); etc.


É bom saber, que ainda existe cultura na áfrica, mesmo que seja em poucas regiões.lá ainda existem reinos, príncipes, rios e orixás... Onde possamos levar e trazer fundamentos, realizando a tão sonhada e difundida união entre continentes; pregada, catalogada e amplamente difundida por autores como: Pierre verger e tantos outros.



Quanto a escravidão...
Em várias senzalas brasileiras, foram aglomerados negros de diversas raízes, que uniram-se culturalmente; trocando, dividindo fundamentos de cultuação e prática religiosa.
Também por esses motivos, os negros escravos eram muito temidos. Eles arquitetavam facilmente, planos de fuga, de defesa e até mesmo de guerrilhas.
"assim nascera: a capoeira, o zumbi dos palmares, o candomblé, etc."


Como ocorreu ...


Sabendo-se que: era costume em muitas cortes e tribos africanas, escravizarem os presos de guerra (principalmente os guerreiros), ao mesmo tempo que não haviam exércitos europeus capazes de vencer uma guerra ou confronto direto com povos africanos (os mesmos possuíam também táticas avançadas de guerra). Os portugueses uniam-se a reis africanos, oferecendo armas e títulos da nobreza européia em troca dos prisioneiros de guerra. Desencadeando um grande conflito inter-continental, apenas levantando calúnias e difamações entre os povos vizinhos.

Após anos de guerras e conflitos, muitos reinos enfraqueceram seus sistemas de defesa, e muitos soldados já estavam trabalhando nas colônias como escravos. Os portugueses deram o golpe final invadindo e conquistando os reinos dos próprios aliados enfraquecidos. Arrastando para as senzalas também as mulheres, crianças e nobres das cortes.
Assim prosseguiu a barbárie tarefa européia de comércio humano. Até o final da segunda guerra mundial. Onde ainda existia nas colônias africanas do império britânico, trabalho escravo e apartheid, em pleno século "XX".

Na própria terra dos orixás a pobreza e as doenças, assistidas e divulgadas em meios de comunicação, como ex: em angola (ex-colônia portuguesa); tiveram como principal foco inicialisador, a extinção da cultura dos povos por seus opressores. Onde muitos habitantes, não reconhecem mais seus antepassados. Perdendo o elo com seus orixás.
Porém, assim como ocorreu na escravidão no Brasil, sabemos que na África, existem bravos sobreviventes, que lutam para que seus paises resgatem sua cultura e prestígio.

E torçamos para que a cultura dos orixás permaneçam vivas e fortes em muitos corações e povos, sobrevivendo inclusive de ataques das religiões que se dizem únicos donos da "palavra de deus"; Induzindo inclusive a separação de negros e brancos como nos EUA, por exemplo: onde o negro abdicou totalmente de sua cultura ancestral, absorvendo a religião e os costumes(cultura) dos brancos, onde pregam em suas liturgias a paz e o amor, assim como a igualdade entre os homens. Mas mesmo assim, foram humilhados e separados dos demais brancos. Onde reza um negro, não reza um branco, e cada qual possui sua igreja de mesmo deus, (para brancos e negros), perdendo assim sua identidade , seu orgulho, sua cultura.


Candomblé Ketu (pronuncia-se queto) é a maior e a mais popular "nação" do Candomblé, uma das Religiões afro-brasileiras.


No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador, Bahia. Dentre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs estavam os Yoruba (Iorubá). Suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.


Teve inicio em Salvador, Bahia, de acordo com as lendas contadas pelos mais velhos, algumas princesas vindas de Oyó e Ketu na condição de escravas, fundaram um terreiro num engenho de cana. Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô pretextando a construção e manutenção da primitiva Capela da Confraria de Nossa Senhora da Barroquinha, atual Igreja de Nossa Senhora da Barroquinha que, segundo historiadores, efetivamente conta com cerca de três séculos de existência.[1]


No Brasil Colônia e depois, já com o país independente mas ainda escravocrata, proliferaram irmandades. "Para cada categoria ocupacional, raça, nação - sim, porque os escravos africanos e seus descendentes procediam de diferentes locais com diferentes culturas - havia uma. Dos ricos, dos pobres, dos músicos, dos pretos, dos brancos, etc. Quase nenhuma de mulheres, e elas, nas irmandades dos homens, entraram sempre como dependentes para assegurarem benefícios corporativos advindos com a morte do esposo. Para que uma irmandade funcionasse, diz o historiador João José Reis, precisava encontrar uma igreja que a acolhesse e ter aprovados os seus estatutos por uma autoridade eclesiástica". Muitas conseguiram construir a sua própria Igreja como a Igreja do Rosário da Barroquinha, com a qual a Irmandade da Boa Morte manteve estreito contato. O que ficou conhecido como devoção do povo de candomblé. O historiador cachoeirano Luiz Cláudio Dias Nascimento afirma que os atos litúrgicos originais da Irmandade de cor da Boa Morte eram realizados na Igreja da Ordem Terceira do Carmo, templo tradicionalmente freqüentado pelas elites locais. Posteriormente as irmãs transferiram-se para a Igreja de Santa Bárbara, da Santa Casa da Misericórdia, onde existem imagens de Nossa Senhora da Glória e da Nossa Senhora da Boa Morte. Desta, mudaram-se para a bela Igreja do Amparo desgraçadamente demolida em 1946 e onde hoje encontram-se moradias de classe média de gosto duvidoso. Daí saíram para a Igreja Matriz, sede da freguesia, indo depois para a Igreja da Ajuda.


O fato é que não se sabe ao certo precisar a data exata da origem da Irmandade da Boa Morte. Odorico Tavares arrisca uma opinião: a devoção teria começado mesmo em 1820, na Igreja da Barroquinha, tendo sido os Jejes, deslocando-se até Cachoeira, os responsáveis pela sua organização. Outros ressaltam a mesma época, divergindo quanto à nação das pioneiras, que seriam alforriadas Ketu. Parece que o “corpus” da irmandade continha variada procedência étnica já que fala-se em mais de uma centena de adeptas nos seus primeiros anos de vida.


Essas confrarias eram os locais onde se reuniam as sacerdotisas africanas já libertas (alforriadas) de várias nações, que foram se separando conforme foram abrindo os terreiros. Na comunidade existente atrás da capela da confraria foi construído o Candomblé da Barroquinha pelas sacerdotisas de Ketu que depois se transferiram para o Engenho Velho, ao passo que algumas sacerdotisas de Jeje deslocaram-se para o Recôncavo Baiano para Cachoeira e São Félix para onde transferiram a Irmandade da Boa Morte e fundaram vários terreiros de candomblé jeje sendo o primeiro Kwé Cejá Hundé ou Roça do Ventura.


Hoje conhecemos a religião africana no continente americano como:
-candomblé, batuque, xangô, santeria, vodoo e outras)
Em cada grupo, juntaram-se culturas, associadas ao maior ou menor número de pessoas originárias da mesma raiz (nagô, ketu, angola, oyo, jêje, ijexá, etc)


Nota: devido as diferenças litúrgicas e culturais existentes entre nações africanas de raízes, jêje, angola, ketu etc. Sempre ocorreu uma certa desunião entre as mesmas.
Umas das principais missões nesta obra, é a de promover a união da religião africana no Brasil.
Não nos referimos a uma união litúrgica (modo de cultuação e prática), pois sabemos que é devido aos costumes de nossos antepassados, que desde a antigüidade, cultuavam orixás diferentes em cada nação religiosa. Mas sim, numa união cultural.
Portanto, não devemos nos atenuar em diferentes nomes de qualidades designadas a orixás, exús e até mesmo certas diferenças ligadas a maneiras de tocar um candomblé/batuque/xangô, etc.
Devemos sim buscar maneiras de interagir nossos conhecimentos e cultura em prol de uma união mais sólida, respeitável e influente.


Sincretismo...

Nos referimos a sincretismo, quando são associadas duas religiões em um único culto, com suas simbologias e doutrinas mescladas.
No caso do candomblé/batuque, foram associados imagens de santos católicos a nossos orixás. O que existe uma explicação inconteste e única para tal associação.
O sincretismo religioso, nasceu também nas senzalas. Hoje há uma grande diferença de sincretismo de orixás nas nações de candomblé.
Na bahia, ogum é sincretizado por são sebastião, no rio grande do sul por são jorge, e assim por diante.

Na época quando ouve a troca de cultura entre os habitantes das senzalas, os negros continuaram a cultuar seus orixás, mesmo após os brancos com sua santa inquisição católica, obrigarem os negros a converterem-se ao cristianismo e trocarem seus nomes originais, por nomes portugueses.
Quando os negros dançavam para seus orixás, eles colocavam sobre o "assentamento", estátuas de santos católicos para enganar os inquisidores.
Como eles cantavam aos seus orixás em seu dialeto primitivo, os padres e fazendeiros, tinham a ilusão que os escravos louvavam os santos católicos na linguagem yorubá. Mas na verdade, estavam usando as imagens destes santos para esconder em seu interior, suas obrigações e verdadeiras simbologias dos orixás.
Certamente, os negros assimilaram muito bem os ensinamentos dos senhores brancos, utilizavam as imagens católicas comparando-as aos orixás por aparência ou feitos. Como exemplo: oxalá com jesus, oxum e yemanjá com as aparições da virgem maria, oyá/yansan com santa bárbara e assim por diante.


Umas considerações...

A palavra candomblé é sinônimo de religião africana. Sempre foi e é usada ainda neste sentido. Isto explica muitas coisas. Vejamos. O negro foi arrancado de sua terra e vendido como uma mercadoria, escravizado. Aqui ele chegou escravo, objeto; de sua terra ele partiu livre, homem. Na viagem, no tráfico, ele perdeu personalidade, representatividade, mas sua cultura, sua história, suas paisagens, suas vivências vieram com ele. Estas sementes, estes conhecimentos encontraram um solo, uma terra parecida com a África, embora estranhamente povoada. O medo se impunha, mas a fé, a crença - o que se sabia - exigia ser expresso. Surgiram os cultos (onilé - confundidos mais tarde com o culto do Caboclo, uma das primeiras versões do sincretismo), surgiu a raiva e a necessidade de ser livre. Apareceram os feitiços (ebós), os quilombos.

Hoje, quando se fala em "candomblé", o que se tem em mente é um tipo específico de religião formada na Bahia, denominado candomblé "queto" ou "Ketu", que atualmente pode ser encontrado em praticamente todo o País. Mas o termo candomblé designa muitas variedades religiosas, como veremos adiante.


O CANDOMBLÉ: SUAS NAÇÕES E VARIANTES
• NAÇÃO KETÚ
• NAÇÃO ANGOLA
• NAÇÃO JEJÊ
• HISTÓRICO


candomblé e demais religiões afro-brasileiras tradicionais formaram-se em diferentes áreas do Brasil com diferentes ritos e nomes locais derivados de tradições africanas diversas: candomblé na Bahia, xangô em Pernambuco e Alagoas, tambor de mina no Maranhão e Pará, batuque no Rio Grande do Sul e macumba no Rio de Janeiro.
A organização das religiões negras no Brasil deu-se bastante recentemente, no curso do século XIX. Uma vez que as últimas levas de africanos trazidos para o Novo Mundo durante o período final da escravidão (últimas décadas do século XIX) foram fixadas sobretudo nas cidades e em ocupações urbanas, os africanos desse período puderam viver no Brasil em maior contato uns com os outros, físico e socialmente, com maior mobilidade e, de certo modo, liberdade de movimentos, num processo de interação que não conheceram antes. Este fato propiciou condições sociais favoráveis para a sobrevivência de algumas religiões africanas, com a formação de grupos de culto organizados.

Até o final do século passado, tais religiões estavam consolidadas, mas continuavam a ser religiões étnicas dos grupos negros descendentes dos escravos. No início deste século, no Rio de janeiro, o contato do candomblé com o espiritismo kardecista trazido da França no final do século propiciou o surgimento de uma outra religião afro-brasileira: a umbanda, que tem sido reiteradamente identificada como sendo a religião brasileira por excelência, pois, nascida no Brasil, ela resulta do encontro de tradições africanas, espíritas e católicas.
Desde o início as religiões afro-brasileiras formaram-se em sincretismo com o catolicismo, e em grau menor com religiões indígenas. O culto católico aos santos, numa dimensão popular politeísta, ajustou-se como uma luva ao culto dos panteões africanos. A partir de 1930, a umbanda espraiou-se por todas a regiões do País, sem limites de classe, raça, cor, de modo que todo o País passou a conhecer, pelo menos de nome, divindades como Iemanjá, Ogum, Oxalá etc.


Saudações, cores e os dias da semana para cada orixá



Exu, encruzilhada da transformação

Exú representa as transformações e proximidades de deus com o ser humano





Exú – Mensageiro dos orixás



  • Saudação: Laroyê Exú!


  • Cores: vermelho e preto


  • Dia da semana: Segunda-feira

Ogum – O orixá da guerra, é também ferreiro



  • Saudação: Ogunhê


  • Cores: azul, verde


  • Dia da semana: Terça-feira

Oxóssi – O orixá da caça e rei das matas



  • Saudação: Okê arô!!


  • Cores: verde, azul


  • Dia da semana: Quinta-feira



Omolú orixá da medicina

Omolú orixá da medicina

Omolú/Obaluaiê – O orixá da medicina, deus da varíola



  • Saudação: Atotô!

Cores: marrom, cor palha



  • Dia da semana: Segunda-feira

Nanã Buruku – a mais velha dos orixás, primeira esposa de Oxalá, deusa da morte

Saudação: Saluba Nanã!


  • Cores: lilás, roxo


  • Dia da semana: Domingo
Oxumaré/Bessen – O orixá da riqueza representado pelo arco-íris e pela cobra

Saudação: Arroboboi Oxumarê!


  • Cores: amarelo e verde


  • Dia da semana: Terça-feira


Iansã - Orixá das tempestades


Iansã - Orixá das tempestades

Logunedé – O caçador filho de Oxum e Oxóssi


Saudação: Olorikim Logun!


  • Cores: amarelo e azul


  • Dia da semana: Quinta-feira

Insã – Senhora dos ventos e tempestades

Saudação: Epahey Oyá!


  • Cores: marrom e vermelho

Dia da semana: Quarta-feira

Xangô – Senhor da justiça


Saudação: Kao Kabiesilê!


  • Cores: vermelho e branco, marrom e branco


  • Dia da semana: Quarta-feira


Oxum orixá da beleza e da maternidade

Oxum orixá da beleza e da maternidade

Oxum – Orixá do amor, da fertilidade e maternidade

Saudação: Ora yê yê ô!


  • Cores: amarelo


  • Dia da semana: Sábado
Iemanjá – Deusa do mar, segunda esposa de Oxalá

Saudação: Odò ìyá!


  • Cores: prata e branco


  • Dia da semana: Sábado
Ossaim – O orixá das plantas

Saudação: Ewê ô!



  • Cores: verde e branco com lista vermelha


  • Dia da semana: Quinta-feira


O orixá maior Oxalá


O orixá maior Oxalá

Obá – orixá dos ventos e redemoinhos

Saudação: Obá Xiré Yá!


  • Cores: rosa, coral

  • Dia da semana: Quarta-feira
Irokô – O orixá do tempo

Saudação: Iroko y Só! Eeró!


  • Cores: branco, cinza

  • Dia da semana: Terça-feira
Oxalá/Oxaguiã/Oxalufã – O orixá maior

Saudação: ÈPA BÀBÁ !


  • Cores: Branco


  • Dia da semana: Sexta-feira
fonte:raizesespirituais.com.br/orixas-cores-saudacao-dia/Referência: ACAIBA/http:/lendas.orixas.nom.br/lenda_dos_orixas_principal.php/Candomblé da Barroquinha. Editora Maianga, 2007. ISBN 8588543419ATIN, Xavier. Rites et musiques de possession à Bahia. Paris: L'Harmattan, 2005










sexta-feira, 17 de junho de 2011

Comparando :Bullying x Racismo















Bullying! O que significa?


Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.






Racismo (ra-cis-mo)


O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.


A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade e ao complexo de inferioridade, se sentindo, muitos povos, como inferiores aos europeus.


Sistema que afirma a superioridade de um grupo racial relativamente aos outros, preconizando, em particular, o isolamento destes no interior de um país (segregação racial) ou até visando ao extermínio de uma minoria (racismo antissemita dos nazistas).



Comparando Bullying x Racismo:


Bullying:
Formas usadas para intimidar as vítimas que muitas vezes, se sobrepõem.
Acontecem entre os muros da escola e também no exterior.
Físico:
Qualquer tipo de violência, (estalos, murros, empurrões, etc.) cujo o objectivo é deixar marcas na vítima.


Emocional ou Psicológico:
Excluir das relações sociais, ameaçar e amedrontar são três das formas que assume esta estratégia.Outro é ridicularizar, gozando com as características, particulares - « gordo! » ou « caixa de óculos! »


Racista:
Ofensa que tem como finalidade humilhar com base na cor da pele, e nas diferenças culturais ou religiosas.



Sintomas Somáticos:

Ataques de fúria:
Fazem transparecer uma irritabilidade latente, explodindo com facilidade, porque se frustram sem razão aparente.Um sintoma que por si só, atravessa toda a adolescência.
Como estão ansiosos, podem desenvolver algumas reacções físicas, como dores de cabeça, de estômago, insónias ou vómitos.Se essas maleitas persistirem, impõem-se redobrar a atenção


Resultado:


Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio



Devemos ter tolerância zero

Racismo e pré- conceito, sempre existiram no Brasil e no mundo, mais enquanto, ela aenas atindia negro, pobres e indigenas, a sociedade, fingia que não via principalmente a sociedade brasileira; mais apartir do momento, o ultrapassou a barreira da cor e classe social, ela começa a reagir.

O nome é novo mais o significado e quase o mesmo. Quando criança eu fiu a um arque famoso no Rio de Janeiro, a sua licheira eram meninos e meninas negras. Nas escolas nossas crianças afro descendente muitas vezes sofreram o racismo em forma de brincadeira que eram sempre minimizado pelos probrios educadores, mais infelismente não tinha estudo de quanto estes tratamentos acaretaram em traumas inrrepareveis em nossas crianças. Um atrazo que se de verdade a contade politica e da sociedade desejase reparar, levaria quase 50 anos
Outro assunto que gerou discussão sobre intolerância e preconceito foi o caso do deputado Jair Bolsonaro, que deu declarações sobre homossexualismo e racismo ao programa CQC da TV Band, e apesar de toda repercurasão não deu em nada pois ele tem imunidade parlarmentar, tem forum privilegiado e foi eleito por quem pensa como ele e se resguanda na impunidade ainda reinante no nosso pais .Somente sobre o caso, houve mais de 12 mil posts e outras 12 mil interações envolvendo os termos preconceito, racismo e intolerância.



Por: Claudia Vitalino.

fonte:www.endividado.com.br/noticia_ler-28605/www.direitolegal.org

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Seminário do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial do Estado do Rio de Janeiro












Ontem, quarta-feira, 15 de junho, na sede do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro, acontece o I Seminário do FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para Reeducação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. O seminário é uma preparação para uma discussão maior, a nivel nacional. Confira abaixo a programação:








SERVIÇO:
I Seminário do FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETNICO-RACIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

DATA: 15/06/2011, das 9h às 18h

LOCAL: Ministério da Cultura

ENDEREÇO: Rua da Imprensa, Nº 16 – Centro – Rio de Janeiro – RJ, Edifício Gustavo Capanema – Auditório Gilberto Freyre
Email: forumetnicoracialrj@gmail.com



PROGRAMAÇÃO:

9h – Credenciamento

9h às 9h50 - Mesa de Abertura

Painel 1 – Institucional


- MEC – Ministério da Educação / – SECADI-Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão


- SEEDUC-RJ – Secretaria de Estado e Educação


- CEDINE – Conselho Estadual dos Direitos do Negro


- UNDIME – União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação


- UNESCO – Sra. Marilza Regattieri – Oficial de Educação na temática da Educação das Relações Étnico-raciais e do Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana


- UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância – Jacques Schwarzstein


- Fundação Cultural Palmares


- Fórum Rio Diversidade – Profª: Marize Conceição



9h50 às 10h – Apresentação vídeo UNICEF “ Por uma infância sem racismo”.

10h às 11h


Painel 2 – Institucionalidade e Identidade dos Fóruns de Educação Étnico-Raciais


- MEC – Ministério da Educação – SECADI-Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão


- Conselho Estadual de Educação


- SUPIR – Superintendência de Igualdade Racial


- SEEDUC-RJ – Secretaria de Estado e Educação


- UNDIME – União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação


Neab – Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros


Organização não governamental – CEAP – Éle Semog


Mediador(a): Fórum Rio Diversidade – Jana Guinond

11h30h às 12h – Apresentação Cultural – Dança cigana com o Grupo Lua Estrela

12h às 13h30 – Intervalo

13h30 às 13h50 – Apresentação Cultural – Dança do Toré, Movimento Tamoio
14h às 14h30


Painel 3 – Lançamento do “Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico Raciais e para o Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana”


- MEC – Ministério da Educação / – SECADI-Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão.


- PENESB/UFF - Profª Dr.Iolanda de Oliveira


- AQUILERJ – Luis Sacopã


- Comunidade Indígena


Mediador – Fórum Rio Diversidade – Sheikh Ahmad

15h05 às 15h50
Painel 4 – Relatos de Experiências de Trabalho com as Leis 10.639/03 e 11.645/08
- Profª Mônica Custódio (Belford Roxo)
- Profª Rosália Lemos (IFRJ)
- Profª Darleia Cristina (Nova Iguaçu)
- Profª Marize de Oliveira- Tamikuan Ará (Movimento Tamoio dos Povos Originários)
- Mediadora – Fórum Rio Diversidade – Profª Selma Maria

16h10 às 17h
Painel 5 – Resistências à implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08
- Ministério Público Estadual
- Dr Humberto Adami
- Profª Dra Azoilda Loretto da Trindade
- Mediador - Fórum Rio Diversidade – Conceição D’Lissá

17h30 às 17h40 – Informações sobre o Fórum Rio Diversidade – Ilka Maria

17h40 às 18h – Encerramento e certificação Apresentação de Capoeira, Roda de Samba e Coquetel

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Massacre que marcou a luta contra o Apartheid

16 de Junho para não esquecer...


Nehemiah Tsoane era apenas um jovem estudante quando, há 51 anos, o distrito onde morava, ao sul de Joanesburgo, foi marcado por uma das maiores tragédias da história da África do Sul. Tsoane estava entre os 20 mil negros que na manhã do dia 21 de março de 1960 deixaram suas casas em direção à delegacia local de Sharpeville para protestar contra a discriminatória Lei do Passe, que obrigava todos os não-brancos a portarem uma caderneta (passe), onde constava sua cor, etnia, profissão, situação na receita federal e que restringia o acesso aos bairros brancos da cidade.




Foto: AFP


Os feridos reunidos em Sharpeville, perto de Vereeniging, onde pelo menos 180 negros africanos, a maioria deles mulheres e crianças, ficaram feridos e 69 foram mortos pela polícia sul-africana (Foto: AFP)


Mais de 20 mil pessoas se aglomeraram na delegacia de Sharpeville. Era para ser uma manifestação pacífica, mas um grupo de policiais, sem saber como controlar a multidão, abriu fogo contra os manifestantes, matando 69 e ferindo mais de 180, incluindo mulheres e crianças.



O Levante de Soweto


Foi um dos mais sangrentos episódios de rebelião negra desde o início da década de 1960, desencadeado pela repressão policial à passeata de 10 mil estudantes, em 16 de junho de 1976, que protestavam contra a inferioridade das "escolas negras" na África do Sul.


A manifestação pacífica - os estudantes, cantando, marchavam por Soweto (subúrbio negro em Johanesburgo) em direção a um estádio aberto, onde fariam um comício - foi alvo de uma bomba de gás lacrimogêneo por um policial branco, para, em seguida, ser atingida por disparos das tropas de choque munidas de armas automáticas. O massacre matou quatro alunos, entre eles o estudante Hector Pieterson, aos 13 anos de idade.


Motivo: O sistema segregacionista sul-africano, instituído nos anos 1950, forçava os negros a pagar para frequentar escolas com classes superlotadas e professores sem qualificação adequada, ou mesmo inferior, enquanto a educação para os brancos era gratuita.


Em 1975, o governo decretou a obrigatoriedade do ensino no idioma africâner, antes em inglês, para as matérias acadêmicas nas escolas secundárias negras. Para os estudantes negros a medida era uma ponte para o fracasso: para ter sucesso precisava ser fluente nos idiomas oficiais do país - inglês e africâner.


Juventude Organizada: A organização dos Estudantes Sul-Africanos (South African Students Organization) (1968) foi o primeiro grupo anti-apartheid de jovens negros e fazia parte do abrangente Movimento de Conscientização Negra que lutava para superar a opressiva sensação de inferioridade dos negros. Um dos seus fundadores, Steve Biko (1946-1977), desde cedo engajado na luta desarmada contra o apartheid, morreu aos 30 anos de idade, ao desafiar o "regime de banimento" a que estava submetido pelo governo que o proibira de se manifestar politicamente.


Lei do Passe - Na época, o país vivia sob o sistema do Apartheid, e a Lei do Passe concedia a polícia o direito de prender quem fosse flagrado na rua sem a caderneta de identificação.



Foto: AFP





Após o massacre, onda de protestos tomou conta do país (Foto: AFP)


Não podíam caminhar sequer cem metros sem esse maldito passe. Se um policial visse, era cadeia na certa. Para entrar num bairro branco depois das dez da noite, era necessário pedir uma autorização especial ao governo.


A resposta dos negros veio num boicote organizado por partidos de esquerda, que estimulou a população a deixar o passe em casa e caminhar até um posto policial para se entregar voluntariamente.
Fora da África do Sul, o massacre teve grande repercussão na imprensa internacional, e o Apartheid foi condenado pela maioria dos países como um sistema violento e racista. Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.


Oficialmente, ela só foi extinta em 1986, e apenas no início dos anos 90 foi definitivamente substituída pela carteira de identidade usada atualmente. De lá pra cá, a África do Sul mudou muito.


Africa do Sul...


O país - que em junho vai sediou a Copa do Mundo de futebol - assistiu a chegada de Nelson Mandela ao poder em 1994, acompanhou a formulação de uma nova Constituição Nacional que abraça todas as raças e etnias, e mantém eleições presidenciais de cinco em cinco anos. É hoje um dos maiores exemplos de Estado livre e democrático dentro do continente africano.

“Somos um país completamente diferente. Ainda moro em Sharpeville, mas por opção própria. Se tivesse dinheiro, poderia comprar uma casa no centro da cidade ou em qualquer outro lugar que desejasse. Quem decide para onde vou sou eu”, comemora Tsoane.


fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre/globo.com

*CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO*




*Povo Fluminense,*

*Os Bombeiros do Rio de Janeiro*, profissionais trabalhadores, ordeiros e
competentes*, em respeito à população que sempre defenderam*, por vezes *com
o sacrifício da própria vida*, vem a público esclarecer o que tem ocorrido
na Corporação e no Governo do Estado e o que levou companheiros e seus
familiares a *desafiarem os desmandos* do *Comandante Geral Cel Pedro
Marco*e do
*Governador Sérgio Cabral.*

Como sabemos, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro é uma
*corporação voltada para a preservação de vidas e proteção de Bens* da
população do Estado do Rio de Janeiro.

*Ao longo da sua existência*, o *CBMERJ* sempre se pautou pela hierarquia e
disciplina e também pela *credibilidade de seus serviços*, estando *ao lado
da população Fluminense* *em todas as suas aflições* e enfrentando com
bravura as calamidades naturais que atingem o Estado. *São inúmeras as vidas
salvas e os bens preservados pelos profissionais do Corpo de Bombeiros, que
a população chama carinhosamente de Heróis*. Ao nos formarmos, *juramos
defender a população com o Sacrifício da nossa própria vida* e *assim temos
feito ao longo desses 155 anos de existência.*

A Corporação *recolhe cadáveres*, *combate os mosquitos da dengue*, *atua
nas UPAS*, guarnece o *sambódromo no carnaval* e atua no *Rock in Rio* (*sem
remuneração extra, embora o evento seja cobrado ao público*), além de
exercer as suas funções de salvamentos e combate à incêndio, recebendo um
dos *PIORES SALÁRIOS pagos pela categoria no Brasil* (tabela ao Final).

*O reequipamento da Corporação* *não é mérito do Governador*, mas sim *da
população do Estado do Rio de Janeiro que paga a taxa de incêndio* e que,
ainda assim, não sabe que os recursos *não são totalmente destinados à
Corporação.*

*A Ira do Sr. Sérgio Cabral*, com os Bombeiros, *vem de 2009*, quando
foi *vaiado
pela Corporação durante o lançamento da Campanha “Cultura Antidengue” no
ginásio do Maracanãzinho e desde então tem discriminado os Bombeiros
militares, sejam nas gratificações (usando seu poder de discricionariedade)
seja nas condições de trabalho (vocês viram alguma homenagem aos heróis que
morreram na calamidade da Região Serrana?)*

Agora, a *população do Estado do Rio de Janeiro*, assiste a sua *Corporação
de heróis* ser *aviltada e achincalhada* pelas *atitudes ditatoriais do
Governador Sérgio Cabral* que *culminou* com os manifestantes *adentrando o
Quartel Central da Corporação, no ultimo dia 03, para serem ouvidos pelo seu
Comandante Geral,* que *omisso*, serviu de *“pau mandado”* do governador
Sérgio Cabral e *ignorou os clamores de sua Tropa, nem comparecendo ao
local.*

O Governador *Sérgio Cabral*, *adotando os melhores recursos da
DITADURA,*mandou o
* BOPE* *invadir com tiros e bombas o Quartel Central do Corpo de Bombeiros,
ferindo militares honestos, mulheres e crianças indefesas. Atitude
inadmissível em um Estado democrático de Direito!*

Porque o *Comandante Geral do CBMERJ, Cel Pedro Marco*, não tomou as *medidas
necessárias* para a *retirada de seus militares do pátio do Quartel Central?
* Estavam *todos desarmados e com seus familiares*. *Não era necessário o
uso da força e sim do diálogo*. *Os Bombeiros são pacíficos por natureza. *

*O Governador* nunca gostou da Corporação. Nomeou para Secretário o *Ex
médico do CBMERJ Sérgio Côrtes*, um homem que *deixou a Corporação por não
concordar com os baixos salários e a carga de trabalho excessiva* e agora
nada faz para ajudar a Corporação, apenas integra os *desmandos
administrativos e superfaturados do Governo do Estado na área da saúde.*

*Assistimos perplexos* ao Comandante Geral da PMERJ *usurpar o Comando do
CBMERJ* e se dirigir, dentro do quartel dos Bombeiros, à tropa de
profissionais honestos *como se bandidos fossem.*

*Nossos militares foram presos e conduzidos aos quartéis da PMERJ como
criminosos apenas por reivindicar dignidade profissional!*

*Se nossos companheiros erraram* ao *ADENTRAR a SUA SEGUNDA MORADA,* o
Governador foi *CRIMINOSO e DITATORIAL* ao ordenar a *invasão do Quartel
Central dos Bombeiros pelo BOPE* com uso de *FORÇA, TIROS E BOMBAS*, *como
se ali fosse uma antro de criminosos* e não de *profissionais que arriscam a
sua vida pela população, CAUSANDO FERIMENTO EM MULHERES E CRIANÇAS e
obrigando a nossos companheiros ao confronto.*

**

*AJUDEM AQUELES QUE SEMPRE O SOCORRERAM!!!*

*NUNCA DEIXAMOS DE ATENDER E SOCORRER A POPULAÇÃO!*

*MOSTRE A SUA INDIGNAÇÃO POR ESSE ATO VIOLENTO E DITATORIAL DO GOVERNADOR
SERGIO CABRAL!!!*

*MOSTRE O SEU APOIO AOS BOMBEIROS!*

*ENVIEM ESSA CARTA PARA TODOS OS SEUS AMIGOS.*

*ACOMPANHEM E APOIEM O NOSSO MOVIMENTO PELO SITE* *
http://www.sosguardavidas.com*/ <http://www.sosguardavidas.com/>* *

*SALÁRIOS BRUTOS NO BRASIL:**

**01º - Brasília - R$ 4.129.73**
**02º - Sergipe – R$ 3.012.00**
**03º - Goiás – R$ 2.722.00**
**04º - Mato Grosso do Sul – R$ 2.176.00**
**05º – São Paulo – R$ 2.170.00**
**06º – Paraná – R$ 2.128,00 1**
**07º - Amapá – R$ 2.070.00**
**08º – Minas Gerais - R$ 2.041.00**
**09º - Maranhão– R$ 2.037.39**
**10º – Bahia – inicial - R$ 1.927.00**
**11º - Alagoas - R$ 1.818.56**
**12º - Rio Grande do Norte – R$ 1.815.00**
**13º - Espírito Santo – R$ 1.801.14**
**14º - Mato Grosso – R$ 1.779.00**
**15º - Santa Catarina – R$ 1.600.00**
**16º - Tocantins – R$ 1.572.00**
**17º - Amazonas – R$ 1.546.00**
**18º - Ceará – R$ 1.529,00**
**19º - Roraima – R$ 1.526.91**
**20º - Piauí – R$ 1.372.00**
**21º - Pernambuco – R$ 1.331.00**
**22º - Acre – R$ 1.299.81**
**23º - Paraíba – R$ 1.297.88**
**24º - Rondônia – R$ 1.251.00**
**25º - Pará – R$ 1.215,00**
**26º - Rio Grande do Sul – R$ 1.172.00**
**27º - Rio de Janeiro - R$ 1.031,38 (SEM VALE TRANSPORTE)**

**O RIO DE JANEIRO é o Estado que mais recebe investimentos no Brasil, é o
2º que mais arrecada impostos.*

*Pretende Sediar o Rock in Rio, as Olimpíadas militares, a Copa do Mundo em
2014 e as Olimpíadas em 2016.
Há algo de errado e Podre no Governo do Exmo Sr Governador Sérgio Cabral
Filho!!!***




Bombeiro:




Um bombeiro é um profissional ou voluntário que possui treino e equipamento adequado para apagar ou minimizar incêndios, resgatar pessoas em situação de perigo, salvaguardar bens materiais e ajudar e fornecer assistência nos desastres naturais e nos causados pelo homem.



Apesar de terem sido inicialmente constituídos com a função de combate a incêndios, as funções dos bombeiros alargaram-se para quase todas as áreas da protecção civil. Conforme o país e o corpo de bombeiros, as várias áreas de intervenção dos bombeiros são:





  • Combate a incêndios florestais;


  • Combate a incêndios urbanos;


  • Combate a incêndios industriais;


  • Resgate em grande ângulo;


  • Emergência médica pré-hospitalar;


  • Salvamento aquático.


  • Desencarceramento em acidentes rodoviários e ferroviários;


  • Intervenção em incidentes eléctricos;


  • Intervenção em incidentes hidráulicos;


  • Intervenção em incidentes com matérias perigosas;


  • Intervenção em incidentes com redes de gás;


  • Corte de Árvores em risco iminente de queda;


  • Captura de animais correndo ou oferecendo risco.


  • Resgate de corpos ou bens submersos.


  • Prevenção contra Incêndio e Pânico


    Bombeiros no Brasil.






    No Brasil a maioria da população crê que todo bombeiro é militar. Poucos conhecem a existência do bombeiro civil, que pode ser empregado em empresas (normalmente nas brigadas de incêndio) ou participar de atendimento público como voluntário ou contratado, ou ainda como funcionário municipal.


    No Brasil existem mais de 5.500 municípios e, destes, menos de 350 possuem bombeiros militares. A solução, principalmente na região Sul do país, tem sido os bombeiros civis, que atuam como voluntários em ONGs. No estado do Paraná existe o Projeto Bombeiro Comunitário, que é uma parceria entre o Estado do Paraná e os municípios, onde o governo estadual fornece viaturas, o financiamento para a construção dos Postos de Bombeiros e coloca à disposição um Bombeiro Militar (Sargento) Pertencente ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná, que será o responsável pelo treinamento do efetivo, realização de vistorias técnicas e oraganização geral do Posto; e as prefeituras municipais colocam à disposição funcionários municipais denominados Agentes de Defesa Civil, o projeto se destina aos municípios que possuem um índice menor de ocorrências, e desta forma através desta parceria é garantido o atendimento à população destes municípios.



    Para se tornar um bombeiro militar é preciso prestar concurso público e passar por um curso de formação. Já para ser bombeiro voluntário faz-se necessário procurar um Corpo de Bombeiros Voluntários e submeter-se a um treinamento básico para poder começar exercer algumas atividades, após, o voluntário poderá realizar cursos mais avançados e crescer dentro da instituição



    Na maioria dos estados do Brasil o Corpo de Bombeiros Militar é autônomo. Somente nos estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia são vinculados administrativamente ao Comando da Polícia Militar e à Secretaria Estadual de Segurança Pública. No estado do Rio de Janeiro o Corpo de Bombeiros Militar está vinculado à Secretaria Estadual de Defesa Civil, criada em 2011.



    O bombeiro civil existe como profissional nos grandes centros desde os anos 1960 e como voluntário desde de 1835. Para ser um bombeiro civil a pessoa precisa ser aprovada em um curso de formação. Existem várias escolas em todo pais, mas ainda não existe regulamentação, dando margem a ilegalidades.



    Mar vermelho.



    Pessoas de diversas regiões do estado se vestiram de vermelho e participaram da manifestação, que contou ainda com representações de bombeiros e policiais civis de outros estados, como Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais e outros. Outras categorias também estiveram presentes, como professores e profissionais da saúde. Centrais sindicais, como CTB e CUT, também apoiaram o movimento, além de parlamentares.

    Mas veio da população o maior apoio. Nas janelas das casas e dos prédios foram pendurados faixas e panos vermelhos. Nos carros, uma fita demonstrava a admiração pelos bombeiros e, durante toda a caminhada, as pessoas pararam e aplaudiram a luta dos bombeiros.

    Os 439 bombeiros soltos no dia 11 e seus familiares estiveram presentes. Na areia de Copacabana, 439 balões representavam cada um desses trabalhadores, que agora exigem a anistia de todos. Como diz um trecho do hino da corporação cantado por eles “nem um passo daremos atrás”.



    Anistia

    A prisão dos 439 bombeiros foi recebida com indignação pela população, em um movimento que só tem crescido. Para a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB) esse é um movimento de apoio impressionante da sociedade, amplíssimo, diferente do que alguns imaginavam. O movimento cresceu e o próximo passo é que a comissão parlamentar da Alerj vá ao governador para que se aumente a proposta salarial, de forma a contemplar o movimento. E em Brasília, que seja aprovada a anistia.

    fonte: enciclopédia livre/Portal Vermeho.