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Rebele-se Contra o Racismo!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Nosso Jesus de Cada Dia








Mito do Jesus Europeu

O mito de que Jesus tinha cabelos loiros e olhos azuis, pode ser derrubado por um computador, que recriou a imagem de Cristo baseada em descrições de especialistas. A imagem gerada mostra um homem com cabelo escuro, quase negro, e olhos castanhos. A peça foi desenvolvida por cientistas para um documentário sobre a vida de Jesus, produzido pela rede inglesa BBC.


O produtor do programa de US$ 2 milhões, Jeremy Bowen, afirma que o resultado obtido pelo computador é fantástico. "Finalmente conseguiremos provar que Cristo tinha pele clara, mas se parecia mais com os judeus do leste do que com os ocidentais, como sempre é desenhado", disse.

Os cientistas criaram a imagem a partir do osso da testa de um homem morto na mesma época que Cristo em Jerusalém. Gradualmente, pedaço por pedaço, eles recriaram os músculos e expressões da face.

A Igreja Católica mais uma vez é ridicularizada pela comprovação dos fatos e pela ciência moderna, assim foi com Galileu quando o Papa ordenou sob pena de morte pela fogueira que este cientista negasse que a terra era redonda e ainda girava, e muitos outros erros, pois o mito de que Jesus tinha olhos azuis, cabelos loiros e rosto meigamente feminino saiu da fabrica de invenções chamada Vaticano, o Cristo Loiro, foi uma invenção desta igreja para 'agradar ' os nobres europeus que são os que trazem em seus rostos estas feições e também para distanciar Jesus Cristo dos negros e da miscigenação (cruzamento entre raças) que eram escravos e discriminados pela Igreja Católica que consentia calada com o tráfico de negros, assim como Ellen G White, a profeta dos Adventistas deixou em seus escritos sua aversão pela miscigenação e pelos negros. Parece que esta profetisa que tanto atacou a Igreja Católica estava de mãos dadas a ela neste aspecto. Esperamos que no mínimo a Igreja Católica, assim como se retratou ao mundo pelos erros cometidos contra a humanidade, este pecado não fique impune, e se retrate também, e que os Adventistas sigam este exemplo.

Sempre ensinei que Jesus Cristo tinha em sua pele a união do branco com o negro , ou seja, Jesus veio para os Brancos e para os Negros," o qual de ambos fez um, quebrando toda a barreira da separação...e reconciliasse ambos em um só corpo " Efésios 2:14 ao 18

" Como pasmavam muitos à vista d'Ele...Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz duma terra seca, não tinha aparência nem formosura, olhamo-lo , mas nenhuma beleza havia que nos agradasse " Isaías 52:14, 53:2


Por que Jesus Cristo não era negro?


Para responder à pergunta acima não precisa ir muito longe, basta olharmos um pouco a história dos deuses em algumas diferentes culturas e veremos que todos deles foram criados à partir das próprias características físicas da população predominante, além, de serem moldados de acordo com as vicissitudes e idiossincrasias da época. Freud dá uma boa explicação para essa gênese .


Se começarmos nas geleiras dos países nórdicos, veremos que Thor, Odin e seus comparsas, cada com suas peculiaridades, sustentavam grandes barbas brancas, cabelos louros ou vermelhos. Eram todos dotados com boas proporções de massa corporal, típicas dos povos nórdicos para suportarem o frio.




Se irmos até a África, veremos que os deuses são negros; Oxalá, Nanâ, Oxum, Ogum, Exu, etc. Suas vestes se caracterizam em cores exuberantes e fartura de tecidos, além de adornamentos pelo corpo, como grandes correntes e brincos, típicamente dos povos africanos.


Se irmos até a Índia e batermos continência a Vishnu, Kali, Shiva, Ganesha, etc; veremos que a cor de pele varia do branco a intensidades mais escuras, mostrando a grande miscigenação do país; além, de todos eles serem adornados com brincos e correntes típicas dos indianos. A face muitas vezes é retratada na figura de um animal, como por exemplo, Ganesha que tem o rosto de um elefante, animal comum na região indiana.


No mundo Ocidental o Universo gira em torno de Deus, o Pai, na qual as pessoas não sabem como seria sua face ou corpo, imaginam, talvez, um velho de barba grande e de rosto sincero. Encontramos ainda, o Espírito Santo, que menos ainda as pessoas sabem como representá-lo, a não ser na imagem de um espírito que também não tem definição, pois é invisível e só podemos sentí-lo através do “coração”, como se este órgão tivesse a função de sentir além de bombear o sangue para o corpo. E claro, finalmente, o nosso grande amigo Jesus Cristo, grafado com seu semblante de piedade e sofrimento eternizado na cruz.


Os cristãos dizem que não podemos saber como é Jesus pois ninguém jamais o viu em corporificação – admiro os cristãos nesse ponto. Já os católicos conhecem o Jesus Cristo imortalizado na imagem da cruz.


Como Jesus Cristo por algum acaso – suponhando que ele existiu – nasceu em berço ocidental, no seio de uma população predominantemente branca, numa época em que os negros (e não só os negros) nada mais eram para os romanos do que escravos, nada mais justo do que ser também, um representante de cor branca, assim como a Bíblia parece desconhecer os negros


Finalizo dizendo que esta imagem não é de Jesus Cristo, pois nem computador nem a mente humana conseguiriam descrever como Ele seria realmente. Esta imagem gerada por computador a partir de um osso da testa de um homem morto na mesma época de Jesus, que nos dá uma a proximidade quase que exata de como eram os Judeus naquela época, nos serve de base para desmistificar o Cristo racista e preconceituoso que existia. Deverá ser dura para os racistas aceitar a idéia de ter um salvador quase negro.


Matriz Africana em muitos rostos...


O cristianismo, mesmo firmando-se como de origem divina, é historicamente de matriz africana. No mundo do Velho Testamento as raízes bíblicas da fé judaica tem uma relação em separável dos etíopes. Que no contexto da época não significava um morador da Etiópia. O termo “etíope”não somente se referia aos habitantes daquela terra antiga, mas também aos povos de pele escura ao redor de todo o globo. Essa relação continuou por muito tempo resultando os judeus falasha etíopes. A maior parte dos etíopes traçam as suas raízes à rainha de Sabá e ao rei Salomão. José se casou com uma mulher etíope (Gênesis 41:50-52), e os seus dois filhos (Manassés e Efraim) se tornaram líderes de tribos judaicas. Jetro, um etíope, foi o principal conselheiro de Moisés (Êxodo 18:1-12). Moisés se casou com uma mulher etíope (Números 12:1). Os israelitas não foram proibidos de se casarem com mulheres cusitas/etíopes (Êxodo 34:11,16). Jeudi (Jeudi significa judeu), um secretário na corte do rei durante o tempo de Jeremias, era um descendente de Cusi/Etiópia (Jeremias 36:14, 21, 23). O nome do avô de Jeudi (Cusi) literalmente significa “preto”. “Cusi” se refere a uma pessoa de descendência africana. Sofonias, o profeta, era também um descendente de Cusi (Sofonias 1:1). Há diversas passagens no Velho Testamento que traça um relacionamento único entre Deus e o povo etíope o povo negro.


O Novo Testamento, há ampla informação que nos ajuda a pensar na matriz africana do cristianismo. Desde os magos que vieram adorar o menino Jesus que são apresentados como etíopes (Mateus 2:1-12), a Simão o Zelote como um apóstolo negro, os cananitas eram descendentes de Cam ( Mateus 10:4). Simão de Cirene ajudou Jesus a carregar a sua cruz (Mateus 15:21). Cirene era um país da África do Norte. Os cirênios repartiram o evangelho com os gregos, filhos de Jafé (Atos 11:20). O eunuco etíope estava lendo uma Bíblia judaica em uma província romana quando o Espírito do Senhor guiou um homem grego a pregar Jesus para ele (Atos 8:26-39). Apolo (Atos 18:24), um nativo da terra de Cam, foi um eloqüente pregador e líder na igreja de Éfeso e em Corinto. Os países dos descendentes de Cam foram representados no Pentecostes (Atos 2:10,11). Simeão o Negro e Lúcio de Cirene foram líderes na igreja de Antioquia (Atos 13:1). Onde os crentes foram, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11:26). Os Sírios eram negros. Foi na Antioquia da Síria que Lúcio e Simeão ordenaram e comissionaram o apóstolo Paulo para o ministério do evangelho (Atos 13:2,3). A tarefa de Paulo era levar o evangelho para a Europa.

Ministério CACP/-cristianismo-e-africano/pastor-africano/Hernani Francisco da Silva

terça-feira, 19 de abril de 2011

São Jorge X Orixá Ogum


Sincretismo:

No Brasil, o sincretismo é um fenômeno bastante comum, mas é especialmente relevante na Bahia, onde buscou-se adaptar nas crenças de religiões tradicionais africanas com os rituais
religião predominante no Brasil. Segundo José Beniste, "valeu como poderosa arma para os negros manterem suas tradições. Sem isso, provavelmente, nem mesmo teriam podido manter os traços religiosos que ainda hoje se conservam".Reginaldo Prandi, 2002, escreve: “Para se viver no Brasil, mesmo sendo escravo, e principalmente depois, sendo negro livre, era indispensável, antes de mais nada, ser católico. Por isso, os negros no Brasil que cultuavam as religiões africanas dos orixás, oduns e inquices se diziam católicos e se comportavam como tais. Além dos rituais de seus ancestrais, freqüentavam também os ritos católicos. Continuaram sendo e se dizendo católicos, mesmo com o a vento da República, quando o catolicismo perdeu a condição de religião oficial.”

Há antropólogos que insistem que a assimilação Santo/Orixá era aparente e, inicialmente,
serviu para encobrir a verdadeira devoção aos Orixás, pois no caso dos cânticos, eram efetuados em língua natural dos escravos e que ninguém entendia.
Um fato histórico que pode opor-se a este pensamento é a criação das confrarias de negros (p.ex., a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, na Bahia) totalmente composta por negros. Os negros haviam realmente se convertido ao Cristianismo e não eram apenas uma fachada.
No Sermão XIV, pregado aos negros de uma Irmandade do Rosário, em 1633, o padre Antônio Vieira faz um lamento em favor da escravidão: “Oh, se a gente preta tirada das brenhas da sua Etiópia, e passada ao Brasil, conhecera bem quanto deve a Deus, e a sua Santíssima Mãe por este que pode parecer desterro, cativeiro e desgraça, e não é senão milagre, e grande milagre!” (Vieira, 1954: 26-27).

Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.

Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido à sua dedicação e à sua habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.

Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem essas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Como São Jorge se mantinha fiel a Jesus, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador! Eu sou servo de um Deus vivo! Somente a Ele eu temerei e adorarei". Finalmente, Diocleciano,
não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303. Sua sepultura está na Lídia, Cidade de São Jorge, perto de Jerusalém, na Palestina.

A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.

Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
No sincretismo religioso:

São Jorge corresponde ao Orixá Ogum

Divindade masculina iorubá, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo iorubá. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.

Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão; aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.

Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da
guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.

Influências:

O sincretismo também é comum na literatura, música, artes de representação e outras expressões culturais. (Compare com o conceito de ecleticismo). Letristas como Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes e Jorge Ben Jor retrataram o tema em diversas canções, enquanto Dias Gomes levou-o para o teatro com a peça O Pagador de Promessas que, mais tarde, foi levada para o cinema, conquistando uma Palma de Ouro no Festival de Cannes e uma indicação ao prêmio Oscar de melhor filme estrangeiro.

fonte: Umbanda no Brasil/Encicloedia livre

Neste Dia Nacional do Livro Infantil







Nas últimas duas décadas, foram lançados diversos livros dedicados a estimular crianças e adolescentes a aprender o valor das diferenças étnico-raciais. São obras e referências que, cada vez mais, estão contribuindo para o desenvolvimento psicossocial e cultural de meninas e meninos no País.


O direito a aprender é garantido a cada criança e a cada adolescente. Por meio da leitura, crianças reinterpretam a realidade, aprendem novos valores e entram em contato com a sua própria cultura. O direito a conhecer e a ouvir múltiplas histórias amplia suas perspectivas e aprendizados, contribuindo, assim, para a construção de uma sociedade mais igualitária.






A ação faz parte da campanha Por uma infância sem racismo, lançada pelo UNICEF e seus parceiros para alertar a sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência. Baseada na ideia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a garantir direitos de cada criança e de cada adolescente no Brasil.


Participe dessa ação e ajude a divulgá-la! Estimule a leitura de histórias sobre a diversidade étnico-racial entre as crianças e os adolescentes!


Sobre literatura infantil e a questão racial.


Saiu outro dia no jornal norte-americano The Washington Post: pai de uma estudante negra do 5º ano da região de Detroit, nos Estados Unidos, está processando a escola onde a menina estuda por considerar que ela foi racialmente assediada.


O livro em questão, From Slave Ship to Freedom Road (Do navio negreiro à estrada da liberdade, em tradução livre), foi escrito pelo celebrado autor negro Julius Lester, autor do best-seller infantil To be a slave (Ser um escravo, em tradução livre) e professor de estudos afro-americanos da Universidade de Massachusetts.


Motivo: o professor teria lido em voz alta trechos de um livro infantil sobre escravidão, durante uma aula em que os alunos preparavam-se para celebrar o Black History Month (mês da celebração da história e cultura negra, comemorado tradicionalmente em fevereiro naquele país).


Os pais reclamam que a leitura, recheada com termos supostamente considerados racistas, teria prejudicado o aprendizado da filha. Segundo o advogado da escola, os alunos estavam envolvidos em uma discussão positiva sobre o livro. Mas, no proce


Trata-se de uma narrativa sobre a escravidão do ponto de vista de um escravo. A obra é baseada em uma série de pinturas sobre o tema feitas por Rod Brown, artista cujo trabalho já foi exposto no Schomburg Center for Research in Black Culture, de Nova Iorque, e no Frederick Douglass Museum, de Washington DC.


A princípio, por suas biografias, jamais os dois seriam suspeitos de propagar conteúdo racista em suas obras. No entanto, é isso o que o processo pretende provar.


No Brasil...


Isso aconteceu na mesma semana em que jornais de todo o Brasil noticiaram o parecer do Conselho Nacional de Educação no qual o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, um dos maiores clássicos da literatura infantil do Brasil, foi considerado inadequado para uso em sala de aula, por ter conteúdo racista.



Livro Caçadas de Pedrinho

A primeira edição de Caçadas de Pedrinho é de 1933. Monteiro Lobato costumava dizer que “um país se faz com homens e livros”, não era negro nem professor, mas criou o Sítio do Picapau Amarelo.


A semelhança entre os dois casos não pode ser mera coincidência. Tanto aqui quanto nos Estados Unidos, a discussão sobre como falar de “raça” e racismo nas escolas está na ordem do dia. E provoca reações apaixonadas. O próprio ministro da Educação se manifestou contra o veto a Caçadas de Pedrinho e favorável a uma explicação, em nota, sobre o conteúdo racista de passagens do livro.


Marisa Lajolo, professora titular da Universidade Estadual de Campinas e especialista em Monteiro Lobato, acha que nem nota explicativa o livro deve ter: “O que a nota exigida deve explicar? O que significa esclarecer o leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura? A quem deve a editora encomendar a nota explicativa? Qual seria o conteúdo da nota solicitada? A nota deve fazer uma autocrítica (autoral, editorial?), assumindo que o livro contém estereótipos? A nota deve informar ao leitor que Caçadas de Pedrinho é um livro racista? Quem decidirá se a nota explicativa cumpre efetivamente o esclarecimento exigido pelo MEC?”


Repúdio histórico:


A nossa primeira sensação, ao tomar conhecimento dos casos, é de repúdio. Os episódios parecem ser excessos de um tempo em que tudo parece poder ser rotulado como racismo.


Ler os livros de Monteiro Lobato não penso que fará uma pessoas ser racistas


Mas em um debate onde tantos o cheia de dúvidas.pois poder como tantas outras publicações, fazer uma distorção do que e belo e feito, bem e mau , certo e errado, quando não temos modelo positivos a nos espelhar, mais além do que a figura subserviente e não de igual para igual.


Indiscutível que Monteiro Lobato é o autor maior da literatura infantil brasileira. Sou, como todo mundo, apaixonada por seus livros. Leio-os para minhas filhas, e não acho que isso fará delas pessoas racistas. Não acho que eles devam ser banidos das escolas. Mas na minha opinião dever haver resava e discurasão quanto a seu conteudo.


Gente ouvir, em sala de aula, termos como “negra beiçuda”, como várias vezes foi chamada a Tia Nastácia. Atribuir o incômodo apenas a um excesso de sensibilidade de quem reclama talvez seja falta de sensibilidade de quem vê, nesse fenômeno, apenas o lado do autor e do texto.


Apenas quem passar por deste..." desconforto " em seu bem-estar mental e emocional, numa idade tudo esta em formação pode saber qua o estrago feito em gerações e gerações de crianças brasieira.


fontes:
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Estela Caparelli
E-mail:
mecaparelli@unicef.org
Telefone: 61 3035 1963


Keila Grinberg
Departamento de História
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

terça-feira, 12 de abril de 2011

JUVENTUDE NEGRA




A juventude negra é o principal alvo dos mecanismos de genocídio da população afrodescendente no Brasil. A perspectiva apontada pelo documento da Escola Superior de Guerra de 1988 intitulado “Estrutura do Poder Nacional para o País no Século XXI” estão sendo seguidas a risca pelos aparelhos repressivos. Naquele documento, a ESG, centro ideológico da extrema-direita do país identificava os bolsões de miséria e o contingente de crianças e adolescentes de rua como focos potenciais de desequilíbrio do poder instituído e pregava o seu extermínio utilizando ações de baixo e alto impacto (desde incentivo a violência não institucional como o próprio concurso das Forças Armadas para garantir a “lei e a ordem”).


A recente ação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, quando a polícia executou friamente treze pessoas sob o pretexto de “tomar o controle do tráfico” é mais uma das ações impactantes que demonstram a ideologia do genocídio presente nos aparelhos repressivos. Destas dezenove vítimas, havia até crianças de 13 anos. As organizações de direitos humanos denunciaram que os tiros dados pelos policiais miravam a cabeça e o pescoço das vítimas, ou seja, foram dados com o nítido propósito de execução. Este acontecimento demonstrou que persiste nos aparelhos policiais a ideologia de tratar cidadãos como “inimigos” e não proteger o cidadão, ainda que seja para reprimir a criminalidade.


A situação da juventude negra é agravada pela total ausência de perspectivas. O desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos está em cerca de 19,1% no país, segundo dados da OIT. Fazendo o corte de gênero e raça, as taxas evidenciam o machismo (o desemprego entre mulheres jovens é de 24% contra 15% dos jovens do sexo masculino) e o racismo (20,4% entre jovens negros contra 17% de jovens brancos). Ainda entre os empregados, os jovens negros e negras sofrem mais com o sub-emprego: 65,8% dos jovens negros e negras trabalham sem registro em carteira contra 48,4% de brancos.


A inserção precária no mercado profissional complica ainda mais o cenário da juventude negra que vê comprometido o seu futuro como cidadão.


Um dos fatores apontados pelos estudiosos sobre a inserção precária no mercado profissional é o baixo grau de instrução da juventude negra. De fato, a média de escolaridade de um jovem negro de 25 anos é de 6,1 anos de estudo contra 8,4 de um jovem branco na mesma faixa etária. Lembramos que 6 anos é um tempo que sequer garante o 1º. Grau completo, direito mínimo de escolaridade garantido na Carta Constitucional. Os líderes empresariais apontam que as modificações no mercado de trabalho exigem uma escolaridade mínima do 2º. Grau completo. Assim, a juventude negra está excluída das novas oportunidades profissionais que se abrem nos segmentos mais dinâmicos da economia, sendo forçada a ocupar a franja do mercado de trabalho, ficando sujeita as instabilidades deste setor.


Estes fatores todos articulados completam um processo sistêmico de extermínio da juventude negra, uma vez que, excluída, ela se transforma em alvo preferencial dos aparelhos repressivos ao ser obrigada a se guetificar nas periferias da sociedade. Além disto, a juventude negra é vítima de uma campanha sórdida dos grandes meios de comunicação e dos setores mais reacionários da sociedade de revisão do Estatuto da Criança e Adolescente e redução da maioridade penal, propostas que visam legalizar as ações de extermínio.


Projetos que visam garantir uma outra perspectiva para a juventude negra, como a implantação de escolas de qualidade nas periferias, ações afirmativas na educação e nas universidades, programas de apoio a inserção no mercado de trabalho são duramente criticadas e sabotadas por estes segmentos que só vê uma possibilidade de resolver a exclusão dos jovens negros e negras: o seu extermínio.


Bandeiras de lutas:


· Educação pública de qualidade !


· Ações afirmativas nas universidades públicas!


· Contra o desemprego e o sub-emprego !


· Políticas de cultura e lazer nas periferias!


· Contra a violência policial e o genocídio nas periferias.


· Em defesa do ECA e contra a redução da maioridade penal !

fonte:injune

JUVENTUDE DA UNEGRO



Com a presença da Coordenadora Nacional de Juventude, Ângela Guimarães, da Coordenadora de Trabalho e Renda, Mônica Custódio, da anfitriã Estela Mares (Coord. De Mulheres) e com expressiva presença da juventude, a coordenação estadual da entidade em Santa Catarina debateu sobre algumas das suas diretrizes. O tema discutido na ocasião foi: “A organização da UNEGRO entre a juventude”, aproveitando o ensejo de estarem em Florianópolis, cidade que sediará o seu primeiro encontro nacional para acertar mais detalhes acerca do mesmo.


Relatos sobre a atuação da UNEGRO nos espaços dos conselhos de direitos no estado de Santa Catarina, assim como sua organização entre cotistas da UFSC, enriqueceu ainda mais o debate. O balanço dessa discussão aponta para uma UNEGRO próxima às demandas da juventude negra catarinense, porta voz de suas demandas, influente e com grandes condições de ampliação de sua presença no ano que se inicia.


Seguido a esse debate, foram expostos os objetivos, tema, metodologia e metas de mobilização do I ENAJUNEGRO, além de definições sobre a data de sua realização: de 21 a 24/04, no feriado de Tiradentes e Semana Santa. A meta do encontro será a mobilização de um total de 100 jovens presentes ao encontro nacional.


Assim como discutido entre a juventude unegrina durante a sua última plenária nacional, em julho passado, reafirmamos a necessidade da realização de encontros regionais preparatórios, observadas as condições estruturais da região. Ou seja, desde que não comprometa a infraestrutura de deslocamento e mobilização da delegação ao Encontro Nacional.


O período para a realização dos encontros nas cinco regiões brasileiras é de 25/01 até 10/04. A despeito disso, estabelecemos que até o dia 01/02 deve estar circulando na lista e no blog da juventude (http://unegrojovem.wordpress.com/) o texto-base que orientará as discussões do referido encontro. Ficou definida, também, a construção de um questionário que deverá ser respondido por todas e todos jovens unegrinos participantes de qualquer etapa do encontro visando o reconhecimento da realidade da juventude da entidade o que orientará ainda mais as nossas ações no segmento.


No contexto acima descrito, debatemos ainda que o ano de 2011 já está sendo repleto de grandes desafios para a juventude negra, pois foi decretado como o Ano Internacional dos Afrodescendentes pela ONU, o que ensejará uma série de debates e ações pelos governos em todo o mundo. É, também, o ano de realização de importantes eventos para toda juventude negra, como o III Encontro Nacional de Estudantes Negr@s e Cotistas da UNE (em maio, na Bahia); o IV Congresso Nacional da UNEGRO (em julho, em Brasília); o II Encontro Nacional de Juventude Negra (II ENJUNE) (em julho em Santos/SP). Este último, convocado pelo Fórum Nacional de Juventude Negra, espaço político do qual nos retiramos em 2008 e que é hegemonizado por apenas uma corrente política petista impedido o caráter plural objetivo como qual foi criado. Isso tudo, além do amplo, rico e plural processo de construção da II Conferência Nacional de Juventude, convocada pelo Governo Federal em parceria com o CONJUVE espaço do qual fazemos e parte e gozamos de legitimidade política.


Ufa!!! Já deu para perceber que a juventude unegrina não terá um segundo sequer para descansar em 2011. Por isso, decidimos pela realização de conferências livres da juventude desde já. Transformando cada debate de construção do I EJAUNEGRO em espaço de preparo também para todo este rol de atividades, que contém seus desafios políticos próprios e requerem nossa mobilização e protagonismo político.


O fundamental é ampliar a nossa presença entre a juventude negra, filiar milhares de jovens à UNEGRO e politizar ainda mais o movimento de juventude negra. Tudo isso, mediante bandeiras de luta que vão do combate intransigente ao racismo em todas as suas formas de manifestação e da defesa das ações afirmativas À democratização do Estado brasileiro.


Além da necessidade de superação do capitalismo, o sistema econômico responsável pelo acesso desigual a direitos, pela enorme concentração de renda e pelas desigualdades sociais, que estruturam a sociedade brasileira e resultam na negação de direitos à população negra e à juventude em específico.


Por Ângela Guimarães


Salve a juventude da UNEGRO!!!



domingo, 10 de abril de 2011

SOBRE OS WELLINGTONS...



ACREDITO QUE O OCORRIDO, INJUSTIFICÁVEL PERANTE NOSSO CORAÇÃO HUMANO, É JUSTIFICÁVEL OU PELO MENOS EXPLICADO AOS OLHOS DO PODER QUE REGE NOSSO ESTADO, NOSSO PAÍS E MAIS QUE ISSO QUE ESTÁ NO MUNDO, NA CHAMADA E IDOLATRADA GLOBALIZAÇÃO QUE MASSIFICA, SEGREGA, INFANTILIZA, CULPABILIZA, ESTERIOTIPA, E ADOECE MENTES EMPOBRECIDAS, ALIENANDO ATRAVÉS DE PRECONCEITOS E AGRESSÕES O SUJEITO QUE A CADA DIA É MAIS SUJEITADO AO CAPITAL FRUTO DAS DESGRAÇAS QUE ACOMETEM A HUMANIDADE.


VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE DE EXCLUSÃO ONDE HÁ UMA INVERSÃO DE VALORES OS QUAIS PRIVILEGIAM POUCOS EM DETRIMENTO DE MUITOS. A MINORIA É O QUE NÃO IMPORTA, DELA FAZEM PARTE CIDADÃOS, TRABALHADORES QUE VIVEM APENAS UM DIA DE CADA VEZ E CONTROEM SEU MUNDO BASEADO NA ESPERANÇA DE UM DIA QUEM SABE, TALVEZ CONQUISTAR O DIREITO DE TER DIREITO. ALGUNS, MAIS TEIMOSOS, LANÇAM –SE EM SONHOS, AFINAL, FOI O QUE FALOU NA TV UM EX - METALÚRGICO QUE UM DIA “CHEGOU LÁ”.


CONTUDO, É INTERESSANTE RESSALTAR QUE AFORA OS METALÚRGICOS, EXISTEM OUTRAS CLASSES, NÃO SÓ COMPOSTA POR TRABALHADORES, MAS DE JOVENS, ADOLESCENTES, IDOSOS E CRIANÇAS, POR VEZES ADOECIDAS, DISTRIBUÍDAS EM MEIO À MASSA QUE ANTAGONICAMENTE, NÃO TÊM SEQUER ARGUMENTOS PARA PROPOR UMA DISCUSSÃO SOBRE QUESTÕES REFERENTES ÀS SUAS NECESSIDADES BÁSICAS. TAL VERTENTE PASSA PELA FALACIOSA QUESTÃO DOS DIREITOS HUMANOS QUE REPRESENTA UM CÓDIGO MORAL, ONDE A ÉTICA JAMAIS SERÁ CONVIDADA A PARTICIPAR, PORQUE SE O FOSSE, A SOCIEDADE, MANTENEDORA DE REGRAS, NORMAS E RÓTULOS, PERDERIA A RAZÃO DE EXISTIR. AFINAL, QUEM ESTARIA INCLUSO EM MEIO AOS PODEROSOS? A QUESTÃO É: WELLINGTON, SUJEITO OU SUJEITADO?


PSICOPATA, ASSASSINO, ANIMAL FORAM ALGUNS RÓTULOS CONFERIDOS A ELE E NÃO DOENTE MENTAL OU ESQUIZOFRÊNICO EM LINGUAGEM TÉCNICA. MAL SUTIL DO QUAL TODOS NÓS ESTAMOS SUJEITOS NESTA SELVA GLOBALIZADA ONDE OS EXCLUÍDOS SOCIALMENTE SERÃO SEMPRE SUJEITADOS.



BJS E MEU CARINHO À TODOS!


Por:Sónia Borges

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Hoje é Dia Mundial da Saúde





Luanda - Assinala-se hoje, 7 de Abril, o Dia Mundial da Saúde, instituído em 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à preocupação dos seus integrantes em alertar a população sobre os principais problemas que podem atingi-la.


Segundo a OMS, “Saúde não é apenas não estar doente. Saúde é bem mais amplo que isso, é estar bem fisicamente, mentalmente e socialmente também”.


Para 2011, a efeméride será comemorada sob o tema “Combater a Resistência aos Medicamentos: Sem Acção hoje, não cura amanhã”, que destaca o importante papel que a monitorização da resistência aos medicamentos desempenha no êxito do tratamento e nos resultados obtidos relativamente às várias doenças infecciosas.


Segundo a organização, os micro-organismos resistentes não são um problema novo, porém estão se tornando perigoso e ameaçam vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos.


As infecções causadas por esses micro-organismos deixam as pessoas doentes por mais tempo e elevam o risco de morte.


A resistência ocorre quando os micro-organismos bactérias, vírus, fungos e parasitas se tornam-se resistentes à maior parte dos remédios usados nos tratamentos, chamados de super bactérias.


Dados da OMS indicam o surgimento de 440 mil casos de tuberculose resistentes no mundo a cada ano e cerca de 150 mil pessoas morrem. "Esta é uma grande preocupação porque uma infecção resistente pode matar, pode se espalhar para os outros e impõe custos enormes para a sociedade".


A organização alerta que o aumento de casos está relacionado ao uso indiscriminado de medicamentos principalmente antibióticos, abandono de tratamentos, prescrições erradas, remédios de baixa qualidade e também falta de controlo e empenho por parte dos governos.


Hoje, Dia Mundial da Saúde, a OMS vai lançar uma política com seis pontos para o controlo da resistência antimicrobiana e apelará aos países e autoridades de saúde para que a adoptem.


Numa mensagem por ocasião da data, o diretor regional da OMS para África, o angolano Luís Gomes Sambo, considera que “na nossa região, a vigilância da resistência aos medicamentos está limitada a alguns países, o que resulta na disponibilidade de dados que são incompletos sobre a verdadeira extensão deste problema”.


“Entre 2008 e 2009, dos 451 isolados dos germes da Shigella responsáveis pela diarreia sanguínea identificados por 18 países na região, 78% eram resistentes ao medicamento primário usado para tratar essa condição. Isso levou ao uso de novos medicamentos que são relativamente dispendiosos”, lê-se na mensagem.


Relativamente à tuberculose, prossegue o documento, foram notificados, por mais de 35 países da região, desde 2007, mais de 35 mil casos de resistência a vários medicamentos eficazes.


Embora ocorra uma transmissão primária destas estirpes, a causa mais importante da resistência é o mau ou incorrecto cumprimento do tratamento da tuberculose.


Acrescenta que, no início dos anos 90, foi detectada resistência generalizada à cloroquina na região. Isso provocou uma mudança nas políticas de tratamento do paludismo para novas associações medicamentosas. Até à data, não se tem registado uma resistência confirmada a esses novos medicamentos antipalúdicos na região.


Em relação à Sida, Gomes Sambo afirma que um recente inquérito realizado em clínicas pré-natais, em vários países da região, estimava que a resistência a todas as classes de medicamentos para a Sida combinados era inferior a 5%. É provável que esta percentagem aumente, à medida que mais doentes são tratados com estes medicamentos.


Gomes Sambo apela aos governos a formular e implementar políticas e estratégias de medicamentos que tomem em consideração a ameaça da resistência aos medicamentos, de modo a limitar a evolução e possível propagação dos germes resistentes.


“Gostaria de pedir aos estados-membros que aproveitassem o tema do Dia Mundial da Saúde deste ano para despertarem para a ameaça real que constitui a resistência aos medicamentos na nossa região, consolidassem esforços para a combater e angariar os recursos necessários. Sem acção hoje, não há cura amanhã”, disse o director regional da OMS para a África.


DOENÇA FACIFORME.


A doença falciforme é a doença hereditária mais comum no país. Para a assistente social, o Rio de Janeiro deveria seguir o exemplo de Salvador que adotou o teste eletroforese de hemoglobina, o único capaz de detectar o traço em adultos, nas maternidades. “A Bahia é o primeiro estado brasileiro com maior prevalência do traço: um para cada 650 nascimentos. O Rio de Janeiro está em segundo lugar: um para cada 1.200 nascimentos.


EXPLICANDO MELHOR:


Doença falciforme é a denominação usada para caracterizar uma doença causada pela presença de hemoglobina S (HbS) nas hemácias de um indivíduo. A HbS é formada pela subsituição da adenina por timina codificando valina ao invés de ácido glutâmico na posição 136 da cadeia beta da hemoglobina. A hemoglobina anormal formada, HbS, substitui a hemoglobina A1 (HbA1) normal presente nas hemácias.


É importante notar que a anemia falciforme é um tipo de doença falciforme, o tipo homozigoto.


A doença falciforme teve origem na África e foi trazida às Americas pela imigração forçada de escravos há muitos anos.




  • ANIMIA FACIFORME (SS): possuí duas hemoglobinas S. O indivíduo recebe o gene da HbS tanto do pai quanto da mãe. É o indivíduo homozigoto.


  • HbS associada a outras variantes de hemoglobinas:

    • HbS/beta talassêmica

    • HbS/HbC

    • HbS/Persistência de hemoglobina fetal

    • HbS/HbD


  • O exame que detecta a Anemia Falciforme é a Eletroforese de Hemoglobina, que faz parte do teste de triagem neonatal .

  • "Teste do pezinho"-Feito nos recém-nascidos brasileiros.

fonte: ONU/OMS e UNEGRO