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Rebele-se Contra o Racismo!

quinta-feira, 31 de março de 2011

CARTA ABERTA UNEGRO-RJ



A UNEGRO/RJ articulada com inúmeros representantes dos movimentos sociais contra o racismo e qualquer outro tipo de preconceito, seja racial ou não; observa que está havendo por parte da direita de nosso país uma tentativa de impor uma correlação de forças desfavorável às ações afirmativas e conscientização do povo contra o racismo e as demais formas de discriminação, seja de gênero, de caráter homofóbico, preconceito religioso, contra deficientes, entre outros.



Nesse final do mês de março, onde se registra em todo o mundo o Dia Internacional contra todas as formas de discriminação racial, a entrevista concedida ao programa CQC, da Rede Bandeirantes, pelo o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) choca a todos e todas brasileiros por seu conteúdo fascista, uma vez que em poucas frases conseguiu expressar seu ódio à toda diversidade que só engrandece a Nação Brasileira. Seus ataques de conteúdo racistas, contra o homossexualismo e a independência e acesso aos espaços conquistado pelas mulheres estão explicitados tanto nas críticas feitas a presidenta Dilma Rousseff, quando as agressões contra a cantora Preta Gil que simplesmente lhe perguntou com reagiria caso seu filho se casasse com uma mulher negra.



Por fim, sua eterna defesa da Ditadura Militar mostra bem o caráter doentio desse parlamentar que, tal como aos golpistas de 64, insiste em ignorar a Magna Carta de 1988, que tipificou o racismo como crime, de modo a garantir a luta pela IGUALDADE, de fato e de direito, entre os direitos e deveres individuais e coletivos, no Título destinado aos Direitos e Garantias Fundamentais dos homens e mulheres brasileiros.



E, mais, não satisfeito, com esta garantia, o constituinte deferiu à lei a punição de qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. A Carta também constitucionalizou a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, determinando que a lei os considere inafiançáveis e inalcançáveis por qualquer ato de graça ou anistia. São, sem dúvida, essas decisões constitucionais em defesa da cidadania plena que, ainda hoje, atemorizam o senhor deputado, representante das últimas forças do arbítrio em nosso país e que usa seu direito a imunidade parlamentar para fomentar o racismo e o ódio a homoafetividade.



Este senhor sempre se apresentou a seu eleitorado, da primeira à última hora, como o adversário mais histriônico das conquistas e das lutas do povo brasileiro por igualdade de oportunidade e espaços reais de poder. Mas, com o amadurecimento da democracia em nosso país fica cada dia mais evidente sua farsa: despreparado como legislador, serve apenas para cumprir a tarefa vil de provocador de direita.



Diante de mais esse ataque, a UNEGRO.RJ e nacional estão tomando as providências legais e políticas cabíveis para obter uma retratação pública e as punições devidas previstas em lei e, principalmente chama a atenção de todos e todas democratas brasileiros para ter a nossa atenção redobrada, de modo a denunciar sempre e coibir esses velhos e sórdido estratagema racista.



Não podemos permitir o uso de palavras depreciativas referentes à raça, cor, sexualidade, opção religiosa, deficiência ou origem, com o intuito de ofender a honra subjetiva da pessoa em nenhuma situação ou sob qualquer desculpa. Ás injúrias responderemos com nossa fala firme e com a força das leis que conquistamos em todos esses anos de luta.





A UNEGRO/RJ, através desta carta aberta comunica que esta se movimentando para se unir as vozes que, desde ontem protestaram contra esse ataque racista e exigir que a Constituição Federal do país seja cumprida.


UNEGRO/RJ – A DIREÇÃO

domingo, 27 de março de 2011

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Expressão de povo...


A liberdade de expressão, sobretudo sobre política e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia Os governos democráticos não podem controlar o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais.


Assim, geralmente as democracias têm muitas vozes exprimindo idéias e opiniões diferentes e até contrárias.


A democracia depende de uma sociedade civil educada e bem informada cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública da sua sociedade e criticar funcionários do governo ou políticas insensatas e tirânicas.


Os cidadãos e os seus representantes eleitos reconhecem que a democracia depende de acesso mais amplo possível a idéias, dados e opiniões não sujeitos a censura.

Localização do Rio de Janeiro no BrasilA liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias fundamentais e funciona como um verdadeiro termômetro no Estado Democrático.

Claudia Vitalino- UNEGRO-RJ

Doce Agua de Cada Dia...







Dia Mundial da Água


Preservação, conservação, uso consciente e valorização de recursos não são apenas palavras ou jargões ambientalistas são palavras e conceitos que devem ser agregados como valores, posturas e formas de ação pela nossa sociedade global. A água assim com outros bens deve ser utilizada para atender às necessidades de uso da população, porém de modo consciente e responsável.

Foto: UNEGRORJ

Declaração Universal dos Direitos da Água


Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.


Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.


Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em aguá potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.


Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.


Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.


Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.


Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.


Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.


Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.


Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.


FONTE: SECA-NO-MUNDO


quinta-feira, 17 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL













A Organização das Nações Unidas -


ONU - Instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.


Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na Africa do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação. Porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.

Este ano, o tema da comemoração, “Combater a discriminação quotidiana”, desafia-nos a tomar medidas significativas para lutar contra estas práticas discriminatórias, habituais nas nossas sociedades. Todos temos consciência de que muitas das maiores atrocidades do homem tiveram uma motivação racial, mas esquecemos, com freqüência, o sofrimento coletivo provocado pelo racismo quotidiano. Na verdade, os crimes mais horrendos cometidos pela humanidade tiveram, muitas vezes, origem num sectarismo banal.


Desde os insultos nas escolas até às decisões de contratação ou demissão no local de trabalho, desde a cobertura seletiva dos crimes pelos meios de comunicação social ou a polícia, até as desigualdades na prestação de serviços públicos, o tratamento injusto de grupos étnicos ou raciais não só é comum nas nossas sociedades como é, freqüentemente, aceito passivamente. É inegável que este tipo de racismo quotidiano subsiste. Mas é escandaloso que ninguém o conteste.


Não devemos tolerar que esta discriminação insidiosa se instale na vida quotidiana. Nem nos podemos resignar a considerá-la um atributo lamentável da natureza humana. Nenhum de nós nasceu para odiar. A intolerância aprende-se e, portanto, é possível desaprendê-la. As garantias jurídicas são uma parte fundamental desta luta, mas a educação deve estar em primeiro plano. A educação pode favorecer a tomada de consciência e cultivar a tolerância. Deve começar em casa – onde, afinal de contas, têm origem muitas das atitudes racistas -- continuar na escola e ser integrada no nosso discurso público. Nesta luta contra a intolerância, os cidadãos devem ser simultaneamente professores e alunos.


Alguns Negros que escreveram a nossa a História.






Martin Luther King Jr.




Foi um grande lider negro americano que lutou pelos direitos civis da comunidade negra americana.


Sua principa luta foi contra a discriminação racial.

Martin Luther King,era pastor e sonhava com um mundo melhor; onde ouvesse igualdade e justiça para todos.

Ee foi assassinado em 04 de Abril de 1968.

Ficou marcado na historia da humanidade, como simboo de luta contra o racismo.



João Cândido Felisberto

também conhecido como "Almirante negro.


Nasceu em 24 de junho de 1880, na provincia do Rio Grande do Sul,no municipio de Encruzilhada( hoje do Sul),na fazenda Coxilha Bonita.



Liderou a Revolta da Chibata.









Outras desigualdades da nossa sociedade.



As sociedades sempre utilizaram as diferenças de raça e de cor (e também de sexo, de idade, de classe social e de religião) para se criar distâncias e desigualdades entre as pessoas.

Dentre os vários grupos discriminados no Brasil, podemos citar as populações indígenas. Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), existem hoje, no país, cerca de 345 mil índios, distribuídos em 562 terras indígenas. Estão divididos em 215 sociedades, sendo 70% destas concentradas nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. A FUNAI ainda considera a existência de 53 grupos não contatados e ainda outros grupos não reconhecidos como indígenas, mas lutando por este reconhecimento. Como só são considerados aqueles indígenas que vivem em aldeias, cabe registrar que há ainda entre 100 e 190 mil deles vivendo fora delas.


Um longo processo de extermínio reduziu os índios a esse número. Pode-se citar o exemplo das línguas indígenas, que eram 1.300, há 500 anos, e hoje não são muito mais de 180.


Mas os índios e quem os representa permanecem lutando pelos seus direitos às terras. Um exemplo desta luta são as ações da Agenda 21 que é o documento mais completo assinado pelos países presentes à Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - a Rio 92. O documento sugere posturas que as sociedades deveriam assumir para que o planeta conseguisse equilibrar desenvolvimento com sustentabilidade no século 21. Além disso, o documento evidencia a forte ligação entre o respeito e a proteção aos costumes dos povos nativos e a sobrevivência no planeta. Esse respeito foi abordado como fundamental, e as sugestões a seguir, feitas naquele documento, são completamente pertinentes para mostrar a importante contribuição que os povos nativos deram e ainda têm a dar para toda a humanidade:

Reforçando o papel dos Povos Indígenas Os povos indígenas, que representam parte significativa da população mundial, dependem dos ecossistemas e recursos renováveis para manter seu bem-estar. Por muitas gerações, eles expandiram tradições, conhecimentos técnicos, científicos e holísticos sobre suas terras, recursos naturais e meio ambiente. A habilidade indígena de usar práticas sustentáveis em seus territórios tem sido limitada por fatores econômicos, históricos e sociais. Governos precisam reconhecer que os territórios indígenas necessitam ser protegidos de atividades ambientalmente doentias e de atividades que sejam consideradas cultural e socialmente inapropriadas. É necessário que se considerem as preocupações com os assentamentos de terras e o uso de seus recursos. Alguns grupos indígenas poderão requerer grande controle sobre suas terras e gerenciamento próprio de seus recursos. Eles deverão também participar nas decisões desenvolvimentistas que os afetem e na criação de áreas protegidas, assim como de parques naturais. Governos devem incorporar direitos e responsabilidades dos povos indígenas às legislações nacionais. Países devem também adotar leis e políticas de preservação das práticas indígenas costumeiras, proteger a propriedade indígena, incluindo suas idéias e conhecimento. Os povos indígenas devem ter a permissão de participar ativamente da construção de leis e de políticas de manejo dos recursos e desenvolvimento que os afete. Governos e organizações internacionais devem reconhecer os valores do conhecimento tradicional e das práticas de manejo de recursos que os povos indígenas usam para o meio ambiente e aplicá-los onde o desenvolvimento esteja em curso. Devem também prover os povos indígenas com tecnologias adequadas para o aumento da eficiência do manejo dos recursos.


Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/Centro Regional de Informação da ONU em Bruxelas - RUNIC